Restaurante Viva Lisboa, o mundo à mesa

Este é daqueles sítios onde o mundo parece caber num prato de comida. Baseando-se numa gastronomia portuguesa, o restaurante Viva Lisboa reinventa-a, ao aliá-la a técnicas francesas, e embeleza-a através da junção de elementos asiáticos.

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Com três anos de vida, o restaurante Viva Lisboa decidiu ganhar asas e voar mais alto. Instalado no piso térreo do Neya Lisboa Hotel, na Rua Dona Estefânia, o espaço cativa desde logo pela elegância com que está decorado. Acolhedor no ambiente, oferece uma privacidade que por vezes é difícil de encontrar em Lisboa. Visitámo-lo à hora de almoço num dia de semana, quando muitos dos clientes chegam para apreciar o menu executivo, mas depressa nos foi revelado que para a noite eram já muitas as reservas.

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No início o restaurante estava focado apenas em servir os hóspedes do hotel, algo que começou a mudar quando os responsáveis se aperceberam do tremendo potencial que tinham entre mãos. Para conseguirem transformar o diamante em bruto numa belíssima jóia laminada, foi imaginado um conceito e uma imagem apelativa e cativante. O primeiro passo deu-se quando travaram conhecimento com o chef Miguel Laffan, responsável pala cozinha do L´AND Vineyards e atual consultor do Viva Lisboa. Se antes a gastronomia era portuguesa com um twist mediterrânico, agora mantem-se a portugalidade, mas com toques franceses na preparação e influência asiática nos aromas e alguns ingredientes. Hoje o Viva Lisboa distingue-se pela cozinha de autor com a qual surpreende os visitantes.

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Tendo passado dois anos com Miguel Laffan, Pedro Almeida foi a escolha lógica para assumir as rédeas da cozinha do Viva Lisboa onde apresenta, palavras do próprio, «uma cozinha fresca e alegre». Desde sempre apreciador da boa gastronomia, Pedro Almeida abandonou um curso de medicina para se aventurar na sua grande paixão, a cozinha. «Através da minha Mãe o gosto pela cozinha foi-se acentuando e a vontade de conjugar sabores e aromas, experimentando e inovando foi crescendo». Tendo frequentado a Escola de Hotelaria do Estoril, Pedro Almeida passou por espaços como o Hotel Vila Galé Estoril, o Hotel Miragem Cascais, o Cozinha Divina, o Waves by Chakal, no Algarve, o Hemingway Cascais e o L´AND Vineyards, em Montemor-o-Novo. Neste último permaneceu dois anos, tempo durante o qual apreendeu os ensinamentos de Miguel Laffan, «chef, professor e amigo», como nos revela Pedro Almeida. Tendo-se adaptado com facilidade a Lisboa, cidade que aprecia, Pedro Almeida encara a mudança como um grande desafio que «está a correr muito bem». «É preciso ter gosto e paixão pelo que se faz, pois nada se consegue sem alguma dose de sacrifício», afirma o chef executivo do Viva Lisboa, «todos os dias procuro dar o meu melhor para que evoluir. Todos os dias quero fazer mais do que no dia anterior». Ao seu sucesso atribui uma dose de sorte, «mas também muito empenho e esforço».

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A degustação teve início com uma sopa de peixe da Costa Vicentina com camarão thai. Nesta sopa, o chef procurou, acima de tudo, muita frescura e muitos sabores. A presença thai é assinalada pelo gengibre, pelo manjericão e pelo lemongrass, o que faz deste um prato de fusão entre os sabores portugueses e as influências tailandesas.

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Seguiu-se a jóia da coroa no que ao menu de degustação do Viva Lisboa diz respeito: o brás de vieira trufada. Prato muito complexo com sabores únicos, como o ovo, a trufa, os cogumelos shitake e a própria vieira, esta é uma iguaria que enche o olho e o palato, pois, dona de uma enorme beleza, vem a revelar-se completa e possuidora de uma harmonia digna de nota.

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Com as migas de bacalhau chegam à mesa os sabores mais alentejanos. Sabores trazidos daquela região portuguesa pelo chef Pedro Almeida e que juntam no mesmo prato o bacalhau lascado e uma salada tépida de tomate, com coentros e manjericão. Em frente está o que Pedro Almeida apelida de limpa palato do prato, uma salada de pimentos, fresca e crocante. Mas o prato não seria certamente o mesmo sem o toque de luxo trazido pelo mexilhão com açafrão e anis.

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No alinhamento do festim seguiu-se a bochecha de porco preto com puré de batata trufado e legumes salteados. «O puré é feito à francesa, ou seja, só com batata e manteiga o que lhe dá uma enorme suavidade», explica Pedro Almeida. Já os legumes servem de contraponto trazendo ao prato elementos thai, como o coentro, o manjericão e o gengibre, «uma frescura que reaparece por duas razões», explica o chef, «primeiro porque este é um prato forte que precisa de frescura para, digamos, desenjoar, e depois os legumes surgem como o elemento que vem trazer alguma textura equilibrando o prato, o que se consegue estando eles pouco cozinhados».

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A terminar a degustação um brownie de frutos secos, acompanhado de um tártaro de frutas com manjericão, pois, de acordo com o chef, «a combinação do manjericão com o chocolate fica fenomenal», avaliação com a qual concordamos em pleno! Ao lado, e para nos levar até à infância do chef Pedro Almeida, um gelado de amendoim, «pois faz-me lembrar um chocolate que na época consumia bastante, o conhecido Snikers». Se havia outras formas de terminar a refeição? Havia, mas não seriam certamente tão perfeitas. Com 22 anos de idade, mas uma maturidade e um profissionalismo acima da média, Pedro Almeida tem este como um desafio a vencer. Pela nossa parte, está mais que ganho, restando-lhe agora, tal como ao Viva Lisboa, voar ainda mais alto.

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Restaurante Viva Lisboa
Rua D. Estefânia, n.º 77
1150-132 Lisboa
Tel. 213 101 801
[email protected]
www.facebook.com/VivaLisboa.Restaurante?fref=ts
www.vivalisboa.pt
Horário:
Diariamente entre as 12h00 e as 23h00
Jantar Vínico:
No próximo dia 18, às 20h00, realiza-se o primeiro jantar vínico do restaurante Viva Lisboa. O evento conta com a presença do Enólogo Paulo Laureano, do chef consultor Miguel Laffan e do chef executivo Pedro Santos Almeida. O jantar custa 60 euros por pessoa, com vinhos incluídos.
Dia do Pai:
A 19 de março, dia dedicado a todos os Pais, os que forem ao Viva Lisboa experimentar o Menu de Degustação serão presenteados com uma garrafa de vinho.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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