Sangue (pouco) fresco by Jon Marx

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No próximo dia 22 de Junho o canal HBO irá transmitir o primeiro episódio da sétima temporada da série ‘True Blood’. De acordo com um comunicado emitido pelos produtores, esta será a última temporada das aventuras de Sookie Stackhouse e da estranha multidão de seres fantásticos que habitam a localidade de Bon Temps, na Louisiana. Ao contrário do que tem sido habitual, este arco da história será composto de apenas 10 episódios, e ainda não se encontra agendada para emissão em Portugal. Se tudo decorrer como até agora, ‘True Blood’ deverá ser transmitido na RTP2 e na Fox.

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‘True Blood’ é baseada numa série de livros intitulada ‘The Southern Vampire Mysteries’ da autoria de Charlaine Harris, composta por 13 tomos todos eles já editados em Portugal. Sem querer estragar a festa a quem ainda não viu mas tem intenção de ver, digo apenas que a acção decorre na pequena cidade de Bon Temps, um local onde coabitam humanos, vampiros e outros seres fantásticos, como fadas, bruxas, transmorfos, e lobisomens. Nesta localidade joga-se o equilíbrio da luta pelo poder à escala planetária entre os vampiros maus, aqueles que querem fazer o que os vampiros tradicionalmente fazem em filmes do género, e os humanos ajudados pelos vampiros bons, que pretendem a coexistência pacífica das espécies. No meio de tudo isto existem dois elementos fundamentais: a bebida sintética True Blood, que tem propriedades semelhantes ao sangue humano e que permite aos vampiros sobreviverem sem fazer vítimas e a personagem da fada Sookie Stackhouse, cujo sangue os vampiros maus tentam desesperadamente sugar com a intenção de aumentarem os seus poderes à conta das suas propriedades mágicas.

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A série obteve um enorme sucesso junto do público e da crítica mas, a partir da terceira temporada tem vindo a perder muito do seu interesse. Foi por essa altura que se esgotou o fio condutor do argumento, a paixão entre a fada Sookie e o vampiro Bill, e se introduziu um terceiro elemento nesta relação, o sanguinário Eric. Infelizmente, o fogo do amor transformou um violento e cruel assassino num menino do coro, eliminando uma das mais interessantes personagens da série. A produção tentou compensar o vácuo de ideias introduzindo (ainda mais) cenas de nudez e violência gratuita e apresentando novos personagens fantásticos como as bruxas ou os lobisomens, que se revelaram completamente irrelevantes e totalmente dispensáveis.
Aconselho vivamente a primeira temporada, se não tiverem nenhum bolo no forno podem dar uma vista de olhos à segunda e à terceira, mas daí em diante mais vale dedicarem-se à cultura de bróculos.

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Texto: Jon Marx

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