Estoril Sol celebra 20 anos da “Egoísta”

Fiel à sua matriz de índole cultural, a Estoril Sol acaba de lançar uma nova edição da revista “Egoísta”, em plena época pandémica que coloca ao País e ao Mundo novos e decisivos desafios. Trata-se de número especial que assinala, precisamente, os 20 anos da “Egoísta”, uma revista de culto que se consolidou como a publicação mais premiada a nível europeu.

Outras perspectivas são apontadas por Paula Cosme Pinto, que escolhe mulheres para este século, destacando as que considera mais significativas na luta para um mundo paritário. Filipe Santos Costa não faz uma análise nem uma ficção – são dez retratos da realidade que Gonçalo F. Santos se encarregou de ilustrar com fotografias exclusivas. Imperdível, também, é o conjunto de ficções, narrativas inéditas, assinadas por Tânia Ganho, Valter Hugo Mãe, ou Rui Couceiro. Exploram-se universos distintos, tendo sempre em conta o tempo, o poder do tempo, as marcas do tempo. Olhamos o espaço com Miguel Gonçalves, o século com Sebastião Reis Bugalho e o mundo com Patrícia Reis. A poesia chega-nos pela mão de Maria Quintans. Nos portfólios artísticos destacam-se Kenton Thatcher, Carlos Ramos, Luís Filipe Cunha e, de novo, Gonçalo F. Santos. A ilustração – e o aspecto mais lúdico desta edição – é da responsabilidade de Júlia Cunha.

Na abertura do editorial “Valeu a Pena?”, Mário Assis Ferreira, director da “Egoísta”, recorda: “Um dia, algo distante, tive a incauta tentação de editar um “Jornal de Boas Notícias”. Arrojada façanha essa, logo gorada por um fatídico estudo económico que me ditava o ónus de uma exígua circulação por carência de leitores interessados, bem mais ávidos de penumbras noticiosas…

Penumbras que nos reconduzem a um perímetro semântico circunscrito a desgraças, cataclismos, corrupções, barbáries, qual condimento maléfico de uma existência temperada em fel… Será essa, talvez, a natureza humana… Ou talvez a morbidez seja sinónimo de ingenuidade: algo diferente seria a nossa visão do mundo, se o mal não fosse exercitado sob a aparência do bem. Ainda que essa benemerente aparência surja travestida em dever noticioso, alimentada em guetos de tribalização informativa, exacerbando opiniões, ignorando factos, sepultando a verdade no cemitério da ética.

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