À conversa com The Dirty Coal Train

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É ao som dos Cramps que tudo ganha forma. A música deles, a nossa conversa, em suma, a vida. Dão pelo nome de The Dirty Coal Train e no ADN transportam o rock, mas não renegam o punk, os blues, o surf ou o garage. O resultado? Fomos tentar descobri-lo numa conversa com Ricardo e Beatriz.

Em primeiro lugar, vou pedir para, em 5 palavras, cada um de vós se apresentar aos nossos leitores.
Conchita Coltrane – Cigana, bruxa, irrequieta, explosiva e má como as cobras!
Rev. Jesse – Só preciso de uma: gremlin. É, inclusive, a minha principal referência vocal!

Por onde andaram antes de se encontrarem neste projeto?
Rev. Jesse – Dedicado à pastorícia por terras do interior! Musicalmente (e citando apenas malta com edições) passei pelos Funny Bunny, Gibberish, Puny, An Octopus in The Bathtub e Tiger Picnic.
Conchita Coltrane – Agradavelmente perdida por entre calhaus junto à Serra a conspirar com a Mãe Natureza. Formei as Muses Land em 1995 que depois se transformou em Stoneyard e mais tarde em Smug. Depois seguiram-se os Huckleberry Finn e por último NO NO.

Mas já se conheciam?
Rev. Jesse – Conhecia a Conchita de vista (assisti ao primeiro concerto dela com as Muses Land na minha escola secundária), começámos uma relação bastante mais tarde e a trabalhar juntos ainda mais recentemente que isto de meter namoradas na banda parecia-me coisa passível de descambar (risos).
Conchita Coltrane – Ele um dia convidou-me para um jantar com uns amigos lá por casa e só apareci eu! Só entrei para a banda um ano depois quando a minha banda NO NO terminou, mas já andávamos a fazer barulho juntos no sótão lá de casa com Tiger Picnic!

Tudo mudou em 2010 quando o Ricardo deu vida a Reverend Jesse Coltrane?
Rev. Jesse – Com o fim dos Puny, algumas lições aprendidas, outras desaprendidas e a vontade de dar largas ao “guilty pleasure” de longa data: fazer rock cru, simples e sem complexos pessoais de reinvenção do rock à luz de novas fórmulas nem nada a provar a terceiros.

Como chegaram à formação atual?
Rev. Jesse – Ui… Vou tentar resumir: comecei sozinho (a primeira e única demo foi gravada logo no fim dos Puny e continha apenas esboços e ideias. Depois disso gravei umas tantas demos caseiras com material que está ainda a ser despejado em álbuns e afins), depois fiz duo com o Rodrigo Paulino (aka Old Rod Coltrane, que entre outras coisas tocou em Puny e produziu o LP dos Subway Riders recentemente editado) em que ambos intercalávamos funções de baterista (uma vez que ambos somos um zero à esquerda no instrumento), guitarra e por vezes baixo.
Após um breve período tornámo-nos num trio com a entrada de Shelley Barradas (aka Marie LaVeaux). Embora rodássemos ainda instrumentos, a Shelley assumia mais o lugar de baterista. Depois, com uma ausência da Shelley para trabalhar fora do país, entrou a Helena (aka Lena Hurracan). Finalmente alguém que sabia tocar bateria (e muito bem, diga-se de passagem) e o som da banda começou a ficar mais coeso (pois, deixámos de rodar instrumentos).
Entretanto é convidada a Beatriz (Conchita Coltrane com quem tocava na altura apenas em Tiger Picnic) para segundas guitarras e vozes. Gravado o primeiro LP e 7″ na mesma sessão, o Rodrigo decide tirar licença sabática de paternidade, seguindo-se um período longo de trio apenas com bateria e duas guitarras. Shelley regressa, voltamos ao quarteto. Grava-se o segundo 7″. Shelley sai, trio de duas guitarras novamente. Sai o segundo LP. E este ano a Helena decidiu sair também, o que nos levou a adotar uma formação “aberta” centrada em nós os dois e convidados.
Neste momento estamos com o Carlos Mendes (dos Tédio Boys, Bunnyranch, Parkinsons, etc) que, para além de um grande amigo, toca como o caraças! Temos também de citar a Ana Banana Coltrane que de entre os convidados pontuais em concertos e gravações é a que faz mais parte da mobília.
Conchita Coltrane – Ter uma banda não é uma coisa fácil. É uma relação com várias pessoas que mexe com muitas emoções, expectativas, amizades. Durante uns anos não quis ter bandas por ter vivido situações difíceis, por ficar triste quando projetos em que acreditava ficavam pelo caminho… Quando entrei para esta banda agradou-me a postura de, independentemente de quem estivesse, ela não acabava e o Reverendo é a locomotiva!

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Um homem entre duas mulheres poderosas, concordas Ricardo?
Rev. Jesse – Sem dúvida! Se bem que neste momento com a saída da Lena e o Kaló na bateria… Bem, posso vestir-me de mulher (risos).

De onde vem o nome Dirty Coal Train?
Rev. Jesse – Dirty da referência ao som lo-fi e sujo que adoramos, Coal Train pelo imaginário das ferrovias que associamos ao gospel e blues da América profunda. Confessamos também não desgostar da referencia fonética ao grande Coltrane.

Quais as vossas mais fortes influências musicalmente falando?
Rev. Jesse – Ouvimos tanta coisa diferente, mas para este projeto pessoalmente trago uma escola mais roqueira e derivados, será que tens páginas para isto tudo?
Corta os nomes que quiseres, deixa-me tomar folego…:
Stooges, Oblivians, Gories, Man or Astro-Man, Half Japanese, Birthday Party, Captain Beefheart, Pussy Galore, Cramps, Chrome Cranks, The Scientists, the Sonics, Jonathan Richman & Modern Lovers, Billy Childish, Headcoats, Mc5, Tokyo Electron, The Monks, Strandells, Cap’n jazz, Os Ekos, Conjunto Mistério, Os Tartaros, Howlin Wolf,Gun Club, Ramones, Hasil Adkins, R. L. Burnside, Junior Kimbrough, Doo Rag, Bob log III, T-Model Ford, Mississippi Fred McDowell, Bo Diddley, Screamin’ Jay Hawkins, Bantam Rooster, Cheater Slicks, Country Teasers, Lyres, Guitar Wolf, Coachwhips, Dick Dale, Beach Boys, Link Wray, Velvet Underground, The Troggs, New York Dolls, Black Flag, Germs, The Make-up, Roy Orbison, Tom Waits, Os Mutantes, 13th Floor Elevators, Crime & the City Solution, Mudhoney, Dead Moon, Pierced Arrows, Muddy Waters, Skip James, Blind Willie Johnson, Dara Puspita, Crimson Shadows, The Routes, Workdogs, Rob K, Latin Playboys, The Music Machine, Downliners sect, ? & the mysterians, Trashmen, Gibson Bros, The Ventures, We The People, the A-bones, Wilson Pickett, Paul Revere & The Raiders, Andre Williams, Beat happening, The Parkinsons, Tédio Boys, The Act-ups, Tracy Lee Summer, Subway Riders, Os Steamers, Os Jets, The Ballyhoos, Conjunto Universitário Hi-Fi, Nicotine’s Orchestra, Serge Gainsbourg, Jacques Dutronc, Arthur Lyman, Creedence Clearwater Revival, The Weeds / Lollipop Shoppe, Evariste, Davie Allan & the arrows, Count Five, Fang, Dead Boys, Rocket From the Tombs, Pere Ubu, Dead Kennedys, Crass, Richard Hell, The Clean, Demolition Doll Rods, Eskorbuto, Reverend Charlie Jackson, Big Joe Williams, Memphis Minnie, Jaybird Coleman, Fast Eddie Nelson, Furry Lewis & Frank Stokes, Hound Dog Taylor, Sleepy John Estes, Son House, Jay Reatard / Reatards / Bad Times, Clone Defects, Limes (os da Goner Records), Kim Fowley, Los Salvajes, los Yorks, Quintron, Richard & The Young Lions, supercharger, Takeshi Terauchi, Tav falco, The Beguiled, The Bobby Fuller Four, The Chesterfield Kings, Flamin’ Groovies, The Untamed Youth, The Outsiders, The Missing Links, Shannon and the Clams, The Gruesomes, Hunx & his Punx, the Wongs, Loli & the Chones, Swamp Rats, Wau y Los Arrrghs, The Eyes, The Deviants, Yardbirds, The Crawdaddys, The Seeds, The Dovers, The Saints, The Pagans, Lee Hazlewood, The Mummies, The Barracudas, Pixies, Neil Young, James Chance, Misfits, Aus Rotten, I Spy (os do Canada), Red Transister, Von LMO, X-Ray Spex, DNA, Mars, The Fall, Red Crayola, Red Krayola, Big Black, Rapeman, Shellac, These Immortal Souls, Scratch Acid, Velvet Monkeys, Gumball, The Clash, Jesus & Mary Chain, Devo, Bassholes, Teengenerate, Del Shannon, Johnny Cash, Deadbolt, The Primates, Blue Magoos, Chimney Sweeps, The Human Expression, The Masters Apprentice, Figures of Llight, Dr Spec’s Optical Illusion, Ralph Nielsen & Chancellors, Studd Cole, T. Valentine, Urinals, The Novas, Les Baxter, Tthe Wailers (não são os da Jamaica), Sonny Vincent, The Testors, Chants R&B, Zakary Thaks, Joe Meek, Len Bright Combo, The Del-Aires, Benny Joy, Fireworks, Johnny Kidd & the Pirates, Unrelated Segments, Arch Hall Jr, Wade Curtiss & The Rhythm Rockers…ah e tenho andado a ouvir muito Townes Van Zandt! (aposto que te arrependeste da pergunta!!!)
Conchita Coltrane – Acho que já chega…

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Grande lista! Mas não vou cortar nada, vão ficar todos, até para que quem nos lê possa alargar os seus conhecimentos.
Misturam rock, punk, garage e surf, só assim faz sentido?

Rev. Jesse – Sempre olhei para o blues, o rock, o surf, o garage e o punk como partilhando da mesma linguagem. Fórmulas bastante simples e mensagens diretas. Até com temas meramente instrumentais ou letras sobre monstros, relações, religião ou outra coisa mais banal acho que é fácil descortinar a essência, não?…

Pois, mas zombies, ovnis, monstros marinhos, macacos gigantes e demais parafernália série B que faz parte do ADN da banda… é algo pouco comum em terras lusas…
Rev. Jesse – Olha que nem por isso, basta pensar nos fenómenos do Entroncamento. Os legumes gigantes, as vacas raptadas… e os fenómenos de São Bento? Mas já nem vamos entrar por aí. De qualquer modo, Portugal tem uma bela parafernália de referencias série B.
Conchita Coltrane – Bicharada há por todo o lado! E ainda bem porque a vida é bem mais colorida assim!

E onde se enquadram Unica Zurn (pintora e autora), Tennessee Williams ou David Hidalgo?
Rev. Jesse – Ler é o meu segundo vício. Comics, poesia, romance, dada, surrealismo, beat, quase tudo! A Unica descobri-a “por mão” da &etc, a editora que mais admiro. Fiquei fascinado pela pessoa, pela honestidade e poder da escrita. Embora trabalhar letras seja algo que não pretenda explorar (confesso que 90% serão letras idiotas e estou à vontade com isso) acho um paralelo entre o som direto e lo-fi e a crueza com que certas pessoas escrevem. A referência a Tennessee Williams foi via Marlon Brando e David Hidalgo aparece desde há largos anos, quando explorei abordagens diferentes à guitarra. Na altura, deparei-me com gajos que ainda hoje adoro como Derek Bailey, John Fahey, Glenn Branca, Loren Connors, Marc Ribot… Não será à toa que gente como o Tom Waits vai bucar o Ribot e o David Hidalgo. Os dois álbuns de Latin Playboys são duas pérolas que passaram ao lado de muita boa gente. Tudo o que puder fazer para chamar a atenção a isso será pouco!

Assim de repente, Cramps ou Sonics?
Rev. Jesse e Conchita Coltrane (em coro) – Cramps!

Pontualmente contam com a participação de convidados. Funcionam estas participações como uma mais-valia para a própria banda?
Rev. Jesse – Claro! Embora a banda se tenha iniciado como meio de escoar as minhas composições garage-punkeiras, para além daquilo que as pessoas trazem sempre de seu para melhorar os temas, sempre tentei “picar” os outros para fazerem eles próprios alguns temas. Sem isso não seria uma banda, seria um projeto a solo e em qualquer dos casos (input de outros nos meus temas ou haver composições de colaboradores) creio que a banda ganha sempre com isso. Não me vejo já a dar concertos sem uns temas da Conchita!
As colaborações pontuais só não são efetivas porque isto do rock independente não dá para nos dedicarmos100% a ele. Por mim faria uma The Dirty Coal Train Orchestra com toda a gente que já tocou connosco! Desde membros da banda até à inevitável Ana Banana, o Pedro Calhau, o Nick Nicotine, o. Fast Eddie… Melhor vou calar-me para não ter reclamações de quem não incluí!
Conchita Coltrane – Até contámos recentemente com gente bem jovem! Mas creio que ainda não é hora para falar nisso…

A música é algo que sempre fez parte da vida de cada um de vocês?
Rev. Jesse – Sempre talvez não, mas estando em bandas desde os 15 ou 16 anos, a maior parte do tempo sempre teso ou quase a pagar para tocar, não me imagino a parar muito tempo sem acabar numa ala de psiquiatria.
Conchita Coltrane – Sim, deveria ter os meus 13 anos quando comecei a sonhar ter uma banda e aos 15 já estava a dar os primeiros concertos, sempre na guitarra e voz. A primeira coisa que fazia quando chegava das aulas era ir para a cave e tocar todos os temas que me lembrasse de ter feito, e ainda havia lugar para uns temas de Babes in Toyland, Nirvana e PJ Harvey!

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Contem-nos como é o vosso processo criativo.
Rev. Jesse – Varia, grande parte do corpo é criado a trabalhar ideias que tenho em demo. Depois há temas que a Beatriz traz e a malta que já não toca também fez alguns temas. Criámos apenas uns dois temas em “improviso” de ensaios.
Pessoalmente talvez seja o método que me dá menos gozo, não tenho paciência para jams de meia hora sequer! Prefiro que alguém traga uma ideia (seja riffs, melodias ou meramente conceptual) para todos trabalharem. Talvez esteja ligado ao facto de eu não tocar grande merda!
Conchita Coltrane – Sempre fiz bastantes temas ou tinha muitas ideias para trabalhar em ensaios com as minhas outras bandas. Confesso que hoje em dia com os The Dirty Coal Train não acontece com frequência. Gosto, acima de tudo, de tocar e acrescentar força aos temas que o Ricardo compõe, mas ele lá me vai arrancando alguns temas!

Ao vivo a banda é uma verdadeira força da natureza. É em palco que tudo ganha sentido?
Rev. Jesse – Desculpa mas não sei se concordo (risos). Se estivermos na nossa cena usual a fazer a festa, mas o público não achar piada nenhuma custa-me dizer que as coisas “fazem sentido”. Ao vivo acho que o público decide o que faz sentido. Talvez não funcione com bandas grandes e haja público “viciado” nesse caso. No nosso caso, gente pequena ainda não há duvidas: O público manda. Completamente! Agora a nossa parte é simples: adoramos tocar!
Conchita Coltrane – Verdade seja dita, gritamos como se não houvesse amanhã e a partir do momento que o concerto começa é quase um sprint até acabar!

O que representa para vocês o rock?
Rev. Jesse – Dito assim, representa o mesmo que o punk e que o blues… gente a pegar nos meios que tem para fazer o que quer, para se divertir, para se exprimir. Uma data de razões possíveis mas “primárias”. O “do it yourself”, o “antes de mais isto é para me fazer bem a mim” que pode parecer egoísta, mas que não interpreto como arrogância perante um possível público. Antes como a maneira de ser mais honesto com esse eventual público.
Conchita Coltrane – Concordo com o Reverendo, mas numa palavra diria Energia.

Com dois álbuns editados qual tem sido a aceitação do público?
Rev. Jesse – Boa! O primeiro 7″ esgotou em menos de um ano! É certo que a prensagem foi limitada, mas na altura também nós éramos uma banda sem rodagem quase nenhuma. Mais importante que isso é repetir locais de concerto e rever pessoas que vêm falar connosco. Sentimo-nos mais numa festa de amigos do que num “evento” e isso é impagável!
Conchita Coltrane – Ainda ninguém atirou tomates, mas já me pediram para atirar um sapato!

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Como veem o universo da música nacional?
Rev. Jesse – Rico! Desde novo que consumo bastante, desde os Mão Morta, Tédio Boys, Pop Dell’Arte, Ku de Judas, Major Alvega, Dead Corporation. Bandas com quem partilhamos palco e adoramos: Parkinsons, Act-Ups, Jack Shits, Planeta Quadrado, Volcano Skin, Fast Eddie, Subway Riders, Conan Castro and the Moonshine Piñatas. E as cenas do Rock Rendez Vous ao Johnny Guitar (tenho imensa alegria em ter a minha estreia em palcos por lá!) ao que (arrisco dizer) será o próximo marco nos estaminés estritamente rock com concertos: o Sabotage Rock Club. Os festivais de Música (de música mesmo e não aqueles para vender cervejas, telemóveis e afins). Rádio, artigos, muita coisa boa!
Conchita Coltrane – Um universo super ativo e diverso, bandas, editoras, festivais, com imensa gente a trabalhar e a fazer boa música! Agora é importante que o público se mantenha curioso e vá ver concertos para além dos nomes que já estão no mercado ou que têm grandes promotoras por detrás.

Se vos pedisse para nos revelarem quais os vossos maiores desejos para 2015 quais seriam?
Rev. Jesse – Como membro de banda: gravar o terceiro LP e sair ainda mais lá para fora. Como consumidor de musica: que a Câmara Municipal do Barreiro coloque dinheiro na mão daquela malta para trazer o Jonathan Ritchman, o Quintron e os Chrome Cranks este ano! E já agora, que alguém ache gravações inéditas de Cramps e do Beefheart e que as edite!
Conchita Coltrane – Queria tocar em mais países pela Europa fora e atravessar o Atlântico! Que a justiça funcionasse, que a saúde não fosse um negócio e que os governos estivessem ao serviço dos seus povos.

O que andam a ouvir neste momento?
Rev. Jesse – Sou bastante velho do Restelo nas audições. Não que o seja à priori, tento descobrir bandas novas, mas de entre o que vou descobrindo reparo que a data do que gostei MESMO já é lá de trás. Malta “jovem” gosto dos Coneheads (uns miúdos do Canadá que misturam punk e devo e editaram uma cassete “canadian cone” que devem encontrar em youtubes e derivados) e os Golden Pelicans (banda punk que embora seja de miudagem tem um velhote que parece tio deles na voz), conta?
Conchita Coltrane – Muitas coisas diferentes! Nacional talvez mais repetidamente Thee O.B.s, já estrangeirices vou desde o Zorn “Visions from the Walled Garden of William Blake” para The Urinals passando por Buck Biloxi & The Fucks. Aqui em casa roda muita coisa e o Reverendo é o meu super DJ privado!

Vinil ou CD? Porquê?
Rev. Jesse – Vinil em casa porque é mais bonito de olhar. CD no carro porque não me dá jeito virar o lado ao vinil enquanto conduzo (risos).
Conchita Coltrane – Gosto mesmo do som do vinil e do objeto que ele é.

Para quando um novo registo de originais?
Rev. Jesse – Ui, querem mesmo? Se há problema que esta banda não tem é em fazer temas. Estamos a alinhar uma edição das últimas gravações feitas com a Lena em Dezembro de 2014 e um 7″, “Invasion of The Tiki Men” ainda no registo lo-fi com uns convidados especiais e um ambiente um pouco diferente. Ambas as edições ainda sem data de saída, mas para breve esperamos nós! Depois gostávamos de quebrar um pouco com o lo-fi e de gravar ainda este ano um terceiro LP em estúdio. Com a saída da Lena não sabemos quando isso será agendado pois há agora prioridades diferentes, mas pretendemos ter diferentes bateristas (talvez até o grande Carlos Mendes que tem sido um santo a aturar-nos) e alguns convidados. Vontades há, planos também, falta organização, dinheiro e tempo (risos).

Onde e quando vamos poder ver os Dirty Coal Train ao vivo?
Rev. Jesse – Proximamente em Arcos de Valdevez, no Festival Sons de Vez (https://lookmag.pt/blog/festival-sons-de-vez-edicao-2015/), em Freamunde, Alcobaça (Crestunfo), no Ceira Rock e no Fuzz in the City, em Bilbao.
Conchita Coltrane – Esperamos ver-vos por lá também!

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

Reportagens de concertos dos The Dirty Coal Train em https://lookmag.pt/blog/parkinsons-sabotage/ e https://lookmag.pt/blog/subway-riders-incendeiam-sabotage/.

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