Subway Riders incendeiam Sabotage

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Fim-de-semana de ModaLisboa é sempre sinónimo de agitação. Entre desfiles, entrevistas, fotografias e demais correrias, pouco ou nenhum tempo sobra…mas nesta, como noutras situações, quando é algo importante arranjamos sempre tempo. Pois bem, foi precisamente isso que aconteceu na noite de sábado dia 8 de março, que por sinal tinha o acréscimo de ser o dia da mulher, facto que ainda deu mais cor à festa. Mas que festa perguntam vocês? Não mete moda, mas mete música, não mete modelos, mas mete gente bonita, não mete desfiles, mas mete uma performance de elevadíssimo nível dos Subaway Riders.

Vinda de Coimbra, a banda já nos tinha surpreendido aquando da sua estreia na capital portuguesa, que teve lugar no mesmo espaço onde desta vez deixaram outros de boca aberta, o palco do Sabotage, no Cais do Sodré. Podem relembrar essa noite em https://lookmag.pt/blog/subway-riders-no-sabotage/. Tendo nascido em finais da década de 80 na cidade conhecida como dos estudantes, os Subway Riders têm no mundo a sua casa e isso mesmo reflete-se na música que praticam. A alegria com que encaram o público e a entrega com que fazem chegar até nós as suas composições é única e verdadeiramente memorável.

Para atestar o que acabámos de afirmar reproduzimos aqui parte do que o jornalista Rui Miguel Abreu escreveu sobre a sua experiência de ver ao vivo e pela primeira vez os Subway Riders. «Este colectivo é francamente incrível. Theremin, mellotron, um saxofone free, bateria tocada com o mesmo flare de Mo Tucker, distorção, ruído, caos e uma refinada inteligência que por vezes se disfarça de humor sintonizam este nosso presente com as mais radicais e interessantes experiências da Nova Iorque clássica de 1980 ou 1967 ou 2025 ou lá o que é», escreveu Rui Miguel Abreu, reforçando que a banda é responsável por uma «música libertária, selvagem, honesta, imprevisível, solta e sei lá mais o quê».

Tendo trazido ao clube de rock do Cais do Sodré grande parte das suas músicas mais conhecidas, os Subway Riders cativaram o público com uma performance intensa e plena de sentimento. Regressando a Rui Miguel Abreu, o jornalista questiona de forma verdadeiramente pertinente qual será o som da banda se um dia gravar um disco, «a que soarão estes rapazes se lhes derem luz verde num estúdio?», pergunta, reforçando que ele próprio «quereria ouvir um disco que soubesse capturar a energia, a entrega, a loucura, a liberdade e a transgressão que fizeram explodiram no pequeno palco do Sabotage».

Até que esse dia chegue, ficamos com as fortes memórias dos seus concertos, que se replicam em momentos intensos. Nesta segunda incursão pela capital portuguesa os Subway Riders deram tudo o que tinham e muito, muito mais. A nós só nos cabe agradecer toda a sua entrega e o facto de nos terem proporcionado mais uma noite inolvidável entre amigos.

A abrir a noite estiveram os The Dirty Coal Train que criados em 2010 por Ricardo Ramos (Reverend Jesse Coltrane), acompanhado por Rodrigo Paulino (Old Rod Coltrane), numa primeira fase em que ambos tocavam bateria, guitarra e cantavam, surgem como a mais promissora novidade do garage-punk português. A eles juntam-se Shelley Barradas (Marie LaVeaux Coltrane), Helena Fagundes (Lena Hurracan Coltrane) e Beatriz (Conchita Consuela Coltrane).

Ao palco do Sabotage trouxeram um rock crú e directo, cumprindo a promessa feita de nos dar música na crista da onda de uns Cramps ou Oblivians. Pela sala do clube do cais do Sodré passearam-se monstros e zombies e o voodoo surtiu efeito com todos os presentes perfeitamente enfeitiçados pela atuação da banda.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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