António Maçanita apresenta três novos vinhos de castas antigas e perdidas da ilha do Porto Santo.

António Maçanita apresenta três novos vinhos de castas antigas e perdidas da ilha do Porto Santo

A recuperação de castas perdidas, abandonadas ou indesejadas, ou técnicas desaparecidas tem sido uma das marcas deixadas pelo enólogo António Maçanita. Numa combinação de ciência, história e busca de tradições, António aprofunda os temas como poucos. No currículo fica o primeiro vinho que se engarrafou da casta da Negra Mole, no Algarve, o primeiro Branco de Talha no Alentejo e podermos hoje provar castas únicas como Tinta Carvalha, Alicante Branco ou Trincadeira das Pratas também no Alentejo, são alguns exemplos da dedicação em descobrir um Portugal esquecido. Mas, mesmo assim, talvez o seu trabalho mais assinalável tenha sido com os vinhos dos Açores, primeiro na recuperação da casta Terrantez do Pico e depois na casta Arinto dos Açores e agora a atenção dada às vinhas velhas, no que pode hoje ser considerada uma verdadeira revolução nos vinhos dos Açores.

Agora, da ilha do Pico, a ilha mais nova dos arquipélagos portugueses, com apenas 300 000 anos de existência e em que muitos solos têm menos de 500 anos, António Maçanita vira-se para a ilha do Porto Santo, a mais antiga, que terá emergido há 14 milhões de anos. Se no Pico os solos são vulcânicos e ácidos, no Porto Santo trata-se do oposto, calcários e básicos. As vinhas no Porto Santo impressionam, rasteiras sobre a areia, formando uma paisagem única. Se no Pico as vinhas são protegidas pelos currais, muros de pedra negra vulcânica, no Porto Santo estão resguardadas por muros de crochet, com pedra calcária branca.

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