No mês de agosto chegou às livrarias o 18.º volume da coleção de poesia elogio da sombra, Ofício [Poesia: 2000 – 2020] de João Rasteiro.

À volta das letras com João Rasteiro sobre “Ofício”

No passado mês de agosto chegou às livrarias o 18.º volume da coleção de poesia elogio da sombra, coordenada por Valter Hugo Mãe. Ofício [Poesia: 2000 – 2020] é a recolha poética de João Rasteiro.

São 20 anos de criação divididos em 6 idades, “um trajeto balizado por marcos esparsos nos vários livros da antologia”, cujo prefácio de Mário Cláudio antevê que a “gesta do achamento destrinçará na charada das rotas, e ao sabor do capricho dos ventos, o clarão de uma glória casual”. Conversámos com João Rasteiro sobre a sua obra.

Como nasceu o seu amor pela poesia?
Curiosamente, o meu amor pela poesia não começou cedo, contrariamente ao meu amor pelos livros, que começou logo aos seis anos. O amor, se é que posso dizer tal, pela poesia começou a florescer, ainda que sem qualquer ideia de eu próprio a vir a “alimentar”, por volta dos dezoito anos, quando me foi ofertado por um professor de português, e que ainda hoje guardo religiosamente, uma antologia de poesia portuguesa, mais concretamente o 1º volume da “ANTOLOGIA DA POESIA PORTUGUESA 1940-1977”, de M. Alberta Menéres e E. M. de Melo e Castro.

Que recordações tem do seu primeiro contacto com a literatura e com a poesia em particular?
O meu primeiro contacto com a literatura, e decerta forma com a poesia, sendo esta, nos primeiros anos, sobretudo poemas infantojuvenis, como alguns de Matilde Rosa Araújo, foi aos seis anos, após entrar para a escola primária, ao ter sido convencido, o que agradeço aos deuses, a ir inscrever-me na Biblioteca Itinerante da Gulbenkian, delegação de Pombal, que mensalmente percorria as aldeias do Baixo Mondego.
E, para quem vivia numa aldeia dos campos do Mondego, no início dos anos 70, para mais inserido numa família de pouquíssimas e frágeis valências, tanto académicas e culturais, como económicas, ter descoberto, pelos livros, o mundo que existia para lá da divisória da aldeia e poder, através dos livros de Matilde Rosa Araújo, Emílio Salgari, Júlio Verne, Ferreira de Castro, Jack London, Mark Twain, Kafka, Edgar Allan Poe, Dostoiévski, Marguerite Yourcenar ou Camus, sonhar Mundo, sentir e regar o deslumbramento, o sonho, a fascinação do Mundo. Foi avassalador, assustador, mas absolutamente mágico, absolutamente uma fortuna, que ainda hoje continuo a agradecer aos deuses, quaisquer que tenham sido.

Ainda existe um papel formativo das bibliotecas, ou estão as bibliotecas esquecidas?
Quero crer que sim, desejo que sim. Embora em outro tempo e lugar, vendo o que ela(s) fizeram por mim, neste atual mundo, melhor dizendo, nestes atuais mundos, em que a velocidade do olhar, da palavra e do afeto quase sempre nos excede na capacidade de reação e atenção, um leitor, que seja, apaixonar-se verdadeiramente pelo livro, pela biblioteca, será alguém que será irremediavelmente marcado e transformado, podendo talvez pensar-se que nessa transformação se irá encontrar uma chama que, mesmo que pequenina, também poderá ajudar a transformar e/ou renovar este atual mundo de “sempre para ontem”!

Que autores o marcaram mais?
Já respondi de alguma forma em cima, numa tentativa de cronologia temporal do meu crescimento, na, e com a Biblioteca. Mas poderia também indicar nomes, que mais tarde vieram, por razões distintas, a marcarem-me de modo avassalador e que me acompanharão até ao fim da vida, por vezes quase sufocante. Alguns, como Herberto Helder, Mário Cesariny ou António Franco Alexandre (o último poeta a conseguir aproximar-se do fogo Herbertian, o que me incandesceu, não esquecendo Camões e Pessoa); José Saramago, Teolinda Gersão ou Mário Cláudio; T. S. Eliot, Leopoldo María Panero ou Kaváfis; Virginia Woolf, Milan Kundera ou Humberto Eco, sem esquecer (até porque os estudei) os grandes nomes da literatura clássica grega e italiana. Hoje ando um pouco enfeitiçado com a escrita ficcional de Javier Marías.

E que “heranças” recebeu deles?
As heranças são vastíssimas, muitas delas quase irrompendo em nós, quando aparentemente esse autor até já está um pouco “afastado” por nós. Mas sobretudo de formas diferentes, porque em momentos diferentes (de leitura, crescimento, aprendizagem) a relação com eles provocou espanto, temor, sonho, etc. Instigou, sobretudo, a um novo olhar sobre o mundo (o próximo e o mais distante), que naturalmente, independentemente da qualidade dos textos, se foi (vai) refletindo na minha escrita. Pois, “Lenho sobre lenho, vivo para um só / corpo, a curva da memória a alastrar / pela ‘casa cava’, abrigo mitológico / sob as mãos, o áureo arco de Ártemis”.

A sua passagem de leitor a autor foi tranquila?
Nunca pensei muito nisso (até porque essa “passagem” se deu já numa idade Adulta – eu publico o meu primeiro livro, “Respiração das Vértebras”, em 2001, com 36 anos), daí que talvez tenha sido.
De alguma forma, a tranquilidade foi-se, sim, após a publicação do primeiro livro (quase todos nós publicamos um livro), pois, para além de buscar (de certa forma ainda a busco hoje) a palavra certa, a “minha palavra e/ou voz”, a noção de que grande parte do tempo (o da escrita, da publicação, da vida) estarmos invisíveis, dá-nos momentos de alguma angústia. E, claro, nesses momentos questionamos, por vezes, tudo. A escrita, a vida, o sonho…!

O que o inspira a escrever?
Mais do que inspiração, quase sempre é, a pura e total transpiração. O que me leva a escrever, quase sempre é o olhar. Não é forçosamente um traço sísmico dos poetas e artistas em geral, mas, neles, quase sempre nos apercebemos dessa dialética entre ver e olhar. Muita gente (cada vez mais) olha mas não vê, pois a cegueira é sobretudo do coração, aquela cegueira que alastra aos olhos como carvão e cinzas absolutamente bárbaras.
Claro que, depois de começar a conseguir que o poema, o livro, a palavra se estenda, por vezes, fico com a sensação de não saber mesmo que conduz a mão, daí que…!
Agora, de forma mais direta e simples, sempre posso dizer que escrevo cada vez mais em diálogo com o mundo que me cerca, com o olhar com que vejo o mundo que me cerca (que me assedia e sitia), sendo que esse diálogo é normalmente (transpiração inicial, depois…) através do corpo das minhas leituras, até porque tenho sempre presente a linguagem e/ou escrita dos “nossos mortos”. Isso, apesar da sempre consciente interrogação: “Do nada nasceu uma substância, e da substância / que cresce, ‘pode ela ter ciência de quem’ somos?”

Mudou essa inspiração ao longo do tempo?
A vida, a literatura e/ou poesia, o real e/ou verdade é uma espinhosa caminhada, se bem que algumas vezes maravilhosa, mas essa caminhada (diria eu, um OFÍCIO), é feita de tudo (bom e mal) que nos surge, seja pelos olhos que vão tentando ver, seja pelos olhos da leitura, seja (talvez o essencial) pelos olhos do amor, um único instante que seja, que floresça.
Vamos por isso mudando (por vezes para pior, muitas vezes para melhor, ou diferente; pelo menos queremos acreditar nisso, até porque se não acreditarmos, então não valerá a pena…) e por isso, mesmo se, fundamentalmente sob um corpo de transpiração, as coisas vão mudando ao longo do tempo. Nunca devemos esquecer, como afirmava René Char, que “pobre do poema que não ensine ao poeta algo que ele não saiba de antemão”. E é isso que continuo a acreditar em cada poema novo que escrevo, é essa a crença quando “Afirmam que a poesia é a distância mais curta / entre dois seres, invisíveis / o bem-querer grafado mil vezes grafado”.

Que papel desempenha Deus na sua vida?
É uma questão cada vez mais importante e complexa para mim. Sendo católico, batizado e até (mesmo se por pouco tempo) catequista, a problemática religiosa (a dúvida e a incerteza permanente na relação com o divino) neste mundo cada vez mais desumanizado é para mim, e em mim, algo que por vezes me angústia, agasta e faz por instantes repudiar Deus, sendo que, para mim, é também difícil aceitar o nada e o vazio, e este só pode existir sem a existência de Deus, do sagrado, da crença no mistério da criação.

E na sua poesia?
Principalmente nos últimos anos e livros existe, de alguma forma, um paralelismo com o que respondi na pergunta anterior. A poesia está profundamente ligada a uma espécie de religião, ou mais especificamente, funciona como uma espécie de religação entre o homem e (um) Deus. Ela talvez seja por si uma espécie de misticismo profano, mas muitas vezes ambicionando ser um misticismo divino.
Daí que, muito impregnado num diálogo com o Evangelho de João, penso que tem irrompido em muita da minha poesia esse doloroso subentendido diálogo, que se trava entre a imanência do poeta como homem e, de alguma forma, com a transcendência (a divindade).
Cada vez mais, em muitos poemas, tento apagar e/ou afastar Deus, percebendo no final que o que estou a fazer é cada vez mais a adurir e/ou chamá-lo, talvez desesperadamente, porque nessa “esperança eu criaria um corpo de oiro, / e que florisse, e desabrochasse, e obtivesse / Deus no poema”.
É como que uma infinda insurreição contra as fronteiras e/ou limites do eu, pois, se é verdade que muitas vezes sinto que nada mais se avistará no horizonte, por outro lado, assusta-me e agonia-me que possa ser só isto! Ó Deus, “E eu teria sido um expediente tão fácil / para que te tornasses possível no crepúsculo / da porta / (…) / Agora, o poema: a única casa onde no toque do vazio ainda é possível suspender a descrença!”

Escreve por inspiração ou de forma compulsiva?
Escrevo de forma compulsiva, sendo certo que posso estar vários dias sem escrever um único verso, que tal não me provoca qualquer angústia. Porém, e normalmente quando a mão parece ganhar alguma energia sísmica, aí, sim, escrevo vários dias de forma compulsiva, isto sem deixar de referir, que posteriormente, o processo de lapidação e limpeza é mesmo um…OFÍCIO.

Como entende o processo de criação artística?
Poderia referir esta frase de Bernard Shaw: “Imaginar é o princípio da criação.
Nós imaginamos o que desejamos, queremos o que imaginamos e, finalmente, criamos aquilo que queremos.” E, curiosamente, após várias respostas, aproveito para declarar que quase sempre a palavra “inspiração”, poderia ser substituída pela palavra “imaginação”. É isso, quase sempre, imaginação mais transpiração é igual a imaginação, ressalvando aqueles fugazes momentos sem grande explicação em que…!
Mas, a verdade é que o processo de criação artística ainda hoje é, para mim, difícil de entender, quanto mais explicá-lo. Simplesmente embarquei nele quase por acaso e deixei-me ir, e talvez sem grandes diálogos entre nós e é ela que agora me vai impelindo e/ou conduzindo. Talvez por isso eu olhe para a criação artística (a minha) e comente com o poema: “Agora, no todo mínimo que não se basta / sem pejo, teu ‘corpo escada de estrela’, / o meu, puro exercício de sobrevivência.”

Que referências de outras artes, além da literatura, o têm influenciado mais?
Todas as artes em geral influenciam a minha escrita mas, de uma forma mais particular, a música e a pintura criam e ampliam bastante o diálogo interior de muitos dos meus poemas.

A agitação da vida atual foi interrompida pela pandemia, será que houve mais tempo para a poesia?
Tal como no ácido sabor da espuma das guerras, a humanidade tem (sempre teve) dois caminhos próprios que determinam o coletivo da humanidade: nos tornarmo-nos um pouco melhores do que somos e/ou fomos, ou tornarmo-nos piores do que somos e/ou já éramos. Com a pandemia, o espelho é o mesmo.
E, se em alguns casos, um pouco por todo o mundo, assistimos ao desabrochar do melhor que o ser humano possui no íntimo do seu coração, em grande parte (nomeadamente com o segundo confinamento), essa crença de que a humanidade iria sair por cima, fazendo com que o brilho do sol fosse mais amplo e visível para todos, rapidamente se percebeu que cada vez mais o ser humano é um animal acossado e isolado, um animal profundamente egocêntrico, um animal que cada vez mais faz duvidar ser um espelho de Deus, do divino.
Logo, respondendo de forma clara, e tal como não basta olhar, é preciso que estejamos dispostos a querer ver, tempo houve (podia ter havido), mas era preciso (é preciso) que estejamos todos dispostos a acolher a poesia, a estar em poesia. Daí que, infelizmente, “O que não fomos, nem no denso nevoeiro / do poema, de ‘verdade permanece, o resto é escória’”.

E o João escreveu mais durante o confinamento?
No primeiro confinamento, não só escrevi bastante, inclusive foi nele que escrevi o livro (inédito) ALEXANDRIA, como, sobretudo, li bastante, quer tenha sido poesia, ficção ou até algum ensaio. No segundo confinamento, embora pensasse que, pelo menos ao nível da leitura, ele também viesse a ser bastante profícuo, foi um período em que praticamente não escrevi nem li, senti-me absolutamente derrotado e impotente perante o prolongamento da barbárie pandémica, resultante dos atos insanos do ser humano.

De acordo com a sua visão, como será este mundo agora? E que influência pode esta realidade que vivemos ter na poesia?
O mundo está pior, e está pior porque a palavra mais áspera, que muitas vezes se encontra escondida nas sombras da humanidade, irrompeu altiva, furiosa e triunfante, temendo eu que veio para ficar. Relativamente à poesia, a influência será, sobretudo, resultante da influência que ela provocará no ser humano (e que infelizmente não promete uma grande crença no futuro), pois não se pode nunca esquecer que por detrás de um poeta está um ser humano, repleto de humanidade, mas, também barbárie.
Além disso, venho ainda a tempo de lembrar algo natural e compreensível (supostamente): a poesia, e a arte em geral, nunca tiveram, ou terão, como propósito concreto, salvar o mundo ou apresentar soluções para tal. Ela, fundamentalmente, não serve, pois é livre! Ela não serve pois, nada, não serve para nada! Mas, como imediatamente pelos “valores” atuais deste “nosso” mundo, o que perpassa logo é qual a utilidade da poesia. Bom, ela apenas pretende/pretenderá (para além da aprazível degustação da palavra, da linguagem…) provocar o espanto e o desassossego, o pasmo sob a névoa do olhar!
Citando o poeta António Barahona, que afirma: “Eu sei que é poesia porque tem o bafo do inferno…”, pois, o propósito da poesia é fazer com que esse “bafo do inferno”, nos queimes e nos faça saltar. O mais, tal como o amor é o amor, a poesia é a poesia. Imediata e exata!

Podemos afirmar que a poesia tem um ritmo específico?
Sim, isso é algo absolutamente inquestionável, quer seja ao nível da escrita, como ao nível da leitura. E, embora partindo de uma ideia Pessoana fulcral, a ideia de que a poesia, sendo fingimento é o próprio conhecimento, a verdade é que o texto poético deve caracterizar-se por privilegiar fortemente o prazer estético da leitura, da palavra, independentemente dessa procura em instalar muitas vezes o espanto, o estranhamento, a perplexidade e a perturbação.
Mais, a poesia é inteiramente mais livre do que a ficção, atrevo-me a dizer, do que tudo. A poesia é sinónimo mais aproximado de liberdade. É verdade que, de forma racional e filosófica, afirmaremos que a vida é maior que a poesia (e que a literatura e a arte em geral). Mas, o sopro da poesia é, antes de mais, pura linguagem e a linguagem é vida, é a vida; mas linguagem agitada pelo alvoroço, pela desordem, pela extrema emoção, intensificada pelo seu ritmo próprio (e falo para além das margens dos seus próprios recursos formais) e metamorfoseada pela chama da metáfora. A poesia serve para te dizer: “Fica atento. Fica atento e estende a mão a qualquer coisa simples, mesmo que ela se te afigure incoerente. Ela está lá, ela estará lá. Ela sempre esteve lá. Inteira. Ela é um nome, e ele o odor, e nele toda a palavra é Primavera. E nesta, tu és a palavra. A rosa e um nome. O Universo”. Fica atento, vai estando atento, sem pressa, nem vagares, esta é a vida, fica atento!

OFÍCIO acolhe 20 anos de criação divididos em 6 idades. De que forma olha para este livro?
Este é um livro muito importante para mim. São 20 anos de criação, divididos em 6 idades que, de alguma forma pretendem balizar algumas diferenças temporais, onde, mais do que alterações na minha escrita que aconteceram, passa também pelas diversas procuras, pelos diversos caminhos, pelas diversas tentativas de descobrir e me descobrir no próprio processo poético.
E tendo sido, de algum modo, até agora, um percurso balizado por marcos esparsos nos diversos livros da antologia, este definir, ou redefinir do corpo poético que hoje, em certa medida, poder apresentar (possivelmente, se esta antologia fosse elaborada daqui a algum tempo, alguns destes poemas seriam reenviados para a arca que receberá toda esta antologia no futuro, a arca do esquecimento; e um ou outro que já está, e bem, na arca, talvez ainda por aqui pudesse andar).
Para além disso, e durante algum tempo, sob alguns raios de sol do mundo, este livro, e como bem sentenciou no Prefácio o magnífico escritor, que é Mário Cláudio, sabe que a «gesta do achamento destrinçará na charada das rotas, e ao sabor do capricho dos ventos, o clarão de uma glória casual».

Duas décadas de criação poética, que balanço faz?
“Valeu a pena? Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena. / Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor. / Deus ao mar o perigo e o abismo deu, / Mas nele é que espelhou o céu.” – caro Fernando, se valeu, talvez só um pouco, e para mim, pois que, para o mundo, nada acrescentou.
Estas duas décadas de criação poética o que acrescentaram ao mundo? Sim, digo a mim mesmo: “Ah, porfia, percorre a poesia à procura do amor, / só aí te iludirás, inala como a pitonisa ‘o vapor / da profecia’: escorre pelo verso, ela era a flecha!”, mas, se valeu a pena?
Olha, então que venham mais duas décadas, mas sabes, mais uma vez te digo, não que elas se se concretizarem, venham trazer algo importante ao mundo, mas sabes, seria sinal de que eu ainda por aqui caminhava, saboreando o gosto das coisas simples como o pôr do sol, o canto dos pássaros, o barulho das chuvas, o cheiro de um livro ou algum olhar vivo no meu olhar, e de talvez, entre a palavra e o vazio, encontrar algum deus. No fundo, talvez fosse sinal de que por aqui deambularia, em poesia! Então: “Que ela possa ser no dorso da minha solidão / o crepúsculo do teu idioma, o pastoreio.”

You May Also Like

Mão Morta reeditam os primeiros quatro álbuns de estúdio

Mão Morta reeditam os primeiros quatro álbuns de estúdio

Redemptus, em conjunto com a Gruesome Records, a Raging Planet Records, a Regulator Records e a Ring Leader Records, lançaram recentemente o seu terceiro álbum, blackhearted.

À conversa com Redemptus

Parfois lança uma coleção cápsula tendência inspirada na beleza dos contrastes.

Parfois lança coleção cápsula inspirada na beleza dos contrastes Yin & Yang

Súbita Vontade de Dançar apresenta-se repleta de riffs contagiosos, baterias de fazer disparar radares e conteúdo lírico ambíguo.

Cobra ao Pescoço lançam o single Súbita Vontade de Dançar cujo vídeo pode ver aqui

error: Conteúdo protegido. Partilhe e divulgue o link com o crédito @lookmag.pt