Valverde hotel, janela para a avenida

É uma das mais jovens unidades hoteleiras da capital portuguesa, mas ocupa já um lugar de destaque quando se fala em qualidade e excelência de serviço. Aberto desde setembro de 2014, o Valverde Hotel proporciona estadas memoráveis onde o requinte e o conforto andam de braço dado.

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Catalogado de 5 estrelas, o hotel localiza-se na avenida mais parisiense de Lisboa, chamada de Liberdade, tendo por vizinhos nobres habitantes, como Prada, Louis Vuitton ou Cartier. A discreta entrada, apenas assinalada pelos toldos azuis e pela simpática presença de Ivan que, de sorriso aberto, recebe os hóspedes, não indicia o pequeno paraíso que estamos prestes a descobrir. Subimos as escadas e a porta abre-se para nos dar a conhecer Marta, que, solicita e simpática, nos acolhe com um «sejam muito bem-vindos»!

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Propriedade de Pedro Mendes Leal, dirigido por Adélia Carvalho e com Maria Sá da Bandeira nas relações públicas, o Valverde conta com 25 aposentos. O nome foi buscá-lo ao rio que no século XII percorria a avenida; já o charme trouxe-o de uma Lisboa antiga e glamorosa, quando por ali existia o Passeio Público, aquela que no século XVIII era a mais nobre das vias nacionais, reinterpretando-o e dando-lhe uma roupagem mais moderna. Em cada recanto do hotel, em cada pormenor sobressai o cuidado com que tudo foi imaginado. Da responsabilidade de José Pedro Vieira e Diogo Rosa Lã a recuperação do edifício respeitou a aura do espaço original, evidenciada na belíssima fachada.

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Voltemos à companhia de Marta para ficarmos a saber que vamos ficar numa júnior suite, categoria de aposentos virados para a avenida. Entrar no quarto foi a primeira das emoções que iriamos viver nesses dias, pois a beleza tranquila do aposento deixou-nos encantados. Amplo e possuidor de um conforto latente, o espaço apelava a que lhe dessemos total atenção, fosse na lindíssima alcatifa que cobre o chão, na qualidade do material da roupa de cama e atoalhados ou nas peças de decoração, com destaque para os quadros que embelezavam as paredes. Lá fora a vida agitada da avenida corria sem que nós no interior déssemos conta dela, pois a insonorização da unidade é realmente excelente.

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A cereja no topo do bolo no que aos aposentos diz respeito ganha a forma de uma suite de seu nome Valverde. Entrar neste espaço é quase como entrar num barco que vagueia sobre os tradicionais telhados da capital portuguesa. Essa sensação temo-la ao observarmos para lá da enorme janela redonda que nos lembra uma vigia de um navio. Ali nada foi deixado ao acaso e tudo foi pensado ao mais ínfimo detalhe para personalizadamente atender aos desejos dos hóspedes.

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Despojado de exibicionismo, o Valverde, mais do que como um hotel, acolhe como se fosse uma casa grande onde os diferentes ambientes nos proporcionam distintas experiências. Na sala de leitura, cujas prateleiras possuem lindíssimos livros da Fundação de Serralves, destacam-se as peças de mobiliário e os detalhes da decoração, que, à semelhança de todo o hotel, é da responsabilidade de José Pedro Vieira e Diogo Rosa Lã. O cuidado dado à iluminação faz ressalvar a beleza das peças de antiguidade que ali se encontram, muitas delas adquiridas em leilões.

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Dispensamos o uso de elevador e descemos as escadas, onde o vintage pontua, seja no ferro branco do corrimão ou no papel de parede que vai mudando de acordo com os pisos. Percorrer o Valverde é ter a ocasião de ir descobrindo aos poucos, saborosamente, um espaço que não sendo muito grande se revela enorme e grandioso nos detalhes e nos ambientes. Vejamos a sala que se pretende venha a ser de cinema. Dona de uns apelativos maples vermelhos, encontra-se equipada com o material necessário à exibição de peliculas, mas enquanto o ecrã não desce a vista rasga-se sobre o jardim e piscina do hotel. Nas paredes o maravilhoso papel que nos lembra as “Vinte Mil Léguas Submarinas” de Júlio Verne faz-nos querer ficar por ali, sem fazer nada…apenas ficar…

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Mas a verdade é que o apelo do verde do jardim brada pela nossa atenção, assim como o azul da piscina. As paredes negras que circundam esta área exterior dão ainda um maior contraste a todo o ambiente, pois fazem sobressair a beleza verdejante das árvores e das plantas que ali se encontram. Não temos dúvidas de que o pátio do Valverde vai ser um dos spots a conhecer e a frequentar assim que as temperaturas começarem a subir, e a frescura que imana da sua piscina vai certamente cativar visitantes.

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À hora certa, o Sítio é o local para se estar. Virado para pátio, o restaurante do hotel acolhe com o seu pé direito enorme e com uma decoração que a nós nos faz lembrar Nova-Iorque. Refúgio dedicado à boa gastronomia, surge embelezado de uma forma elegantemente sóbria e com uma disposição de mesas que preserva a privacidade dos clientes, no máximo de 27. Confortáveis cadeirões almofadados, tons sóbrios e amenos, antiguidades, de tudo se compõe o ambiente do Sítio, onde a música selecionada na perfeição dá o remate certeiro a uns momentos de fuga.

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Comodamente sentados, foi à hora do jantar que decidimos desvendar a gastronomia do Sítio, a qual já tínhamos tido a ocasião de degustar numa outra ocasião (https://lookmag.pt/blog/valverde-hotel-apresenta-nova-carta/). É uma cozinha de autor a que vamos encontrar no restaurante do Valverde. Executada e interpretada pela chef Carla Sousa, tem na gastronomia portuguesa o seu principal enfoque. Iniciámos com a degustação de uma bola de alheira com compota para de imediato nos rendermos à combinação de sabores. Seguiu-se um creme de alho francês com amêndoa triturada e sésamo e foi aí que percebemos que, mais uma vez, iriamos sair da sala perfeitamente enamorados pelas iguarias do Sítio! E o que dizer do folhado de morcela com maça caramelizada, mix de alfaces e toque de morango? Equilibrado nos sabores e das texturas. Uma interrupção para encher o copo com um Quinta do Crasto tinto, perfeito… No peixe chegou-nos à mesa uma garoupa com esmagada de coentros e ameijoas numa harmoniosa combinação de aromas, simultaneamente, tão portugueses e tão internacionais. Já, no que diz respeito à carne coube as honras a umas plumas de porco preto acompanhadas de um risoto de ervilha torta, e sim, estávamos no céu. Na altura de escolher o doce final da refeição não restaram dúvidas, recaindo a escolha numa panacota de café e alecrim e no sabayon de frutos vermelhos.

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Deixámos o Valverde Hotel depois lá termos vivido uma experiência única, sim porque estar num hotel vai muito além de pernoitar num hotel. Estar num hotel é toda uma experiência que nos enriquece, que nos mostra outros mundos, outras influências e outras culturas. Seja na decoração onde a contemporaneidade se harmoniza com toques vintage, seja na gastronomia onde os produtos nacionais interagem com detalhes oriundos da melhor gastronomia mundial, tudo é uma mais-valia, uma experiência, um enriquecimento. Prometemos voltar…sim, vamos voltar e garantidamente experimentar o “Chá e Champanhe” que acontece no Valverde Hotel todos os dias às 17h00.

Mais imagens no slideshow em baixo.

http://www.valverdehotel.com/en/sobre-o-hotel.html

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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