Optimus Alive 2013 Dia III

Linda Martini > Jake Bugg

Último dia do festival e aqui confessamos que as pernas já não obedeciam como nos dois primeiros. Valha-nos os riquexós da FNAC que nos ajudaram a percorrer o recinto…pelos menos até o mesmo começar a encher…e de que maneira! Na verdade a enchente não nos espantou, dada a qualidade do cartaz reservado para o último dia, qualidade que se veio a revelar cimentada nos bons concertos a que tivemos ocasião de assistir.

A tarde começou bem, aliás muito bem, ao som de uns poderosos Linda Martini que mais uma vez mostraram quão vivo está o rock que se faz cá pelo burgo. A bateria de Hélio Morais acelerou os corações mais distraídos e espantou aqueles, poucos, que no público nos confessaram nunca ter visto a banda tocar ao vivo. Paixão e alma são as características que reconhecemos neste projecto musical e que tão presentes estiveram no concerto de abertura do terceiro e último dia do Optimus Alive 2013. Não podia ter sido melhor! «Amor Combate» arrepiou quem tem por esta música um carinho especial (nós…), enquanto «100 Metros Sereia» fascinou quem ao nosso lado pela primeira vez se deixou levar pelo canto mágico dos Linda Martini. Foi bonito pá!

Um mea culpa por não termos conseguido ver os White Haus no Optimus Clubbing, mas por relatos vizinhos sabemos que o novo projecto de João Vieira dos X-Wife deu excelentes indícios da qualidade que possui. Facto que não nos espanta tendo em conta o historial do seu mentor. Da próxima não faltaremos à chamada!

Será possível ser um trovador de canções com a tenra idade de 19 anos? É, e prova disso é o músico Jake Bugg, que nos presenteou com um concerto consistente, desfazendo qualquer dúvida por ser pouco conhecido e ter sido destacado para o palco principal do festival. Foram muitos os que por ali ficaram a ouvir as bonitas músicas do seu excelente primeiro registo de originais que nos trouxe à memória um jovem Dylan. Vamos acompanhar de perto a evolução de Jake Bugg uma das poucas promessas do festival com pernas para andar!

Of Monsters and Men > Tame Impala

Muda-se de palco muda-se de som e no Palco Heineken, onde chegámos com um enorme esforço por entre a multidão em delírio, eram os Of Monsters and Men que ditavam a lei musical. Lei que ninguém se importou de cumprir sem qualquer reclamação pelo que todos obedeceram às ordens de dança, muita dança ditadas pelos islandeses. Quase de certeza que vamos ver Of Monsters and Men «num palco perto de si» tal o sucesso alcançado no Optimus Alive, vai uma aposta?

Vimo-los num outro festival mais perto do mar já faz uns anos e na altura ficámos vidrados na sua actuação, na altura num palco secundário. Desta feita foram um dos nomes grandes escolhidos para o palco principal. Falamos dos australianos Tame Impala que trouxeram um psicadelismo qb revivalista ao passeio Marítimo de Algés. De referir o cenário com um jogo de luzes muito bem conseguido que nos levou direitinhos até às décadas de 60/70 do século passado. Kevin Parker estava contente e o público também.

Phoenix > Alt-J

Vieram de França para espalhar charme pelo palco principal do festival e conseguiram. Os Phoenix apresentaram um alinhamento baseado no, ainda recente registo discográfico, «Bankrupt!» e conseguiram pôr toda a gente a dançar (nós incluídos…).

Muitos fãs no Palco Heineken para assistir ao concerto dos Alt-J, facto que não nos espantou nem um pouco tendo em conta que ainda há uns meses foram muitos os que, não só encheram o Teatro Tivoli, como fizeram longas filas na Avenida da Liberdade com a intenção de os ver na sua primeira actuação no nosso país no âmbito de um festival de Inverno (https://lookmag.pt/blog/vodafone-mexefest-2012-dia-ii/). Perante o que assistimos das duas vezes, só nos resta concluir que os portugueses gostam, e muito dos Alt-J. Leu bem, não escrevemos lisboetas de propósito pois eram muitos os fãs que com sotaque do norte ou mais do sul se encontravam naquele público. Em perfeita harmonia os músicos de Leeds e o público cantaram em conjunto as músicas de «An Awesome Wave». Venha o próximo disco!

Kings of Leon

As espectativas eram muitas para ver os King of Leon. Se gostámos? Sim, mas não nos encheram as medidas como estávamos à espera. Lembram-se da paixão e da alma que falámos sobre os Linda Martini? Pois, foi exacatamente o que faltou na actuação dos norte-americanos. Tocaram os sucessos que todos conhecemos e pronto.

Band of Horses > Django Django

O sentimento que faltou em Kings of Leon tivemos em Band of Hores. Que banda, que concerto! Estivemos presentes no concerto da Aula Magna onde apoteoticamente nos oferecem uma das melhores noites musicais de que temos memória. Ali, naquele palco daquele festival não foi diferente! Arrepiámo-nos da mesma forma ao som «The Funeral», sentimos nostalgia embalados por «No One’s Gonna Love You»! Música (também) é sentimento e os Band of Horses são um dos bons exemplos disso mesmo!

Foi Londres que fechou o nosso festival deste ano com uns Django Django a fazerem vibrar uma plateia ávida de os ver e de dançar ao som do seu super bem recebido disco homónimo. À semelhança dos Alt-J também estes londrinos fizeram muita gente ficar ao frio no últimos mês de Dezembro, pois presentes no mesmo festival de Inverno, foram causadores da formação de enormes, acredite, enormes filas de fãs que ansiavam poder vê-los actuar no Teatro Tivoli (https://lookmag.pt/blog/vodafone-mexefest-2012-dia-i/). Muitos dos que não o conseguiram fazer tiveram agora essa oportunidade e não saíram defraudados nas suas expectativas, pois, tal como em Dezembro, os Django Django deram um concerto avassalador que, ao toque de canções como «Life´s a Beach» ou «Hail Bop», fizeram muita gente feliz.

Ambiente

Foram três dias de muita música e animação aqueles que se viveram no Passeio Marítimo de Algés. Verdade seja dita, só faltou mesmo o Sol para aquecer os corpos dos festivaleiros, em especial daqueles que de indumentária diminuta se faziam passear pelo recinto. Aos que ali se deslocaram em nome da música essa foi mais do que suficiente para aquecer não só o corpo, mas também a alma, pois foram uma boa mão-cheia de bons concertos os que esta sétima edição nos deu. De acordo com dados da organização foram cerca de 150 mil os festivaleiros que passaram pelo Optimus Alive 2013, sendo que desses mais de 15 mil eram estrangeiros que tinham adquirido o seu ingresso em 45 países distintos! É obra! Para o ano o festival acontece nos dias 11, 12 e 13 de Julho.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro
Reportagem fotográfica com o apoio Canon Portugal www.canon.pt/

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