Segundo dia de um NOS Alive esgotado prometia muitas guitarras e rifs a acompanhar. Tudo certo, não falhou nada e o que se viveu foi mais um dia a roçar a perfeição.

NOS Alive 2018. Dia II. O rock que nos corre nas veias

Segundo dia de um NOS Alive esgotado prometia muitas guitarras e rifs a acompanhar. Tudo certo, não falhou nada e o que se viveu foi mais um dia a roçar a perfeição.

Japandroids > Black Rebel Motorcycle Club > Eels

Uma guitarra, voz desenfreada e solta e uma bateria sem rédeas, são assim os Japandroids. Na base os três acordes que inundam a plateia com rajadas de rock. Muita gente no Palco Sagres para dar inicio a um dia que no final seria apelidado de perfeito… Ritmo e som preenchem o ar dando aos presentes o primeiro motivo do dia para dançar, pular e sentir o poder da guitarra.

Depressa muito depressa, foi em ritmo de quase corrida que nos dirigimos para o Palco NOS onde já se ouviam os primeiros acordes dos Black Rebel Motorcycle Club. Rock e blues estão do centro nevrálgico desta banda onde o sentimento serve de ligação. Muita classe num concerto impecável, que pecou apenas pela hora, pois se tivessem tocado de noite a emoção tinha sido ainda maior.

No alinhamento do dia Mark Everett e companhia eram o destino que se seguia. Aquando da confirmação da vinda dos californianos Eels ao festival a nossa alegria foi imediata. Com um novo registo discográfico, Deconstruction, a banda assentou nele grande parte do alinhamento, em deixar de visitar algumas pérolas de uma carreira que começou há muito tempo com Beautiful Freak. “That Look You Give That Guy” e “I’d Never Let You Down” foram temas que ainda hoje continuam nos deixam tão felizes. Pelo meio uma cover de Prince magistralmente bem conseguida, mas a que o público não reagiu da forma que era merecida.

Blossoms > Yo La Tengo

Foi na Aula Magna que há uns anos atrás os vimos pela primeira vez para relembrar aqui . Se na altura fomos apanhados de surpresa pela sua performance, desta vez sabíamos bem ao que íamos, pois os Yo La Tengo estão cá para não deixar ninguém indiferente. Oriundo de New Jersey, o trio de músicos traz sempre uma legião de fãs que percebem bem a sua importância e valor enquanto um dos grandes nomes da música alternativa. Voltar a ouvir “Sugarcube“ ou “Mr. Tough” ou experimentar ao vivo “Shades of Blue” do recente There’s a Riot Going On foi maravilhoso, assim como foi a cover de “Little Honda”, canção dos Beach Boys. “Pass the Hatchett, I Think I’m Goodkind” fechou com chave-de-ouro.

The National

Hora de atravessar o recinto rumo ao palco NOS onde os The National estavam já a dar o seu 15.º concerto em Portugal. Sob a liderança de Matt Berninger, o concerto revelou-se mais uma declaração de amor dos National ao seu púbico, rapidamente respondida com um amor ainda maior por parte de uma plateia pronta para devolver esse amor com muitos refrões cantados e unissuno e palmas à mistura. Sempre de copo de vinho tinto na mão, Matt consegue agarrar como poucos a plateia fazendo com que ninguém dele despregue os olhos. Desce do palco, mistura-se com o público, enfim, one man show que teve neste um dos pontos altos da sua história com o nosso país e desta edição do festival.

Portugal. The Man > Rag’n’Bone Man > Future Islands

Future Islands no palco Sagres foi aquilo que deles já sabíamos serem capazes: uma festa que dá ao público motivos para dançar, cantar e ser feliz. Mereciam outro palco e outra hora? Talvez, mas os verdadeiros fãs não arredaram pé, enquanto os novos seguidores não despegaram um segundo os olhos do palco. Tudo certo cumpriram bem a tarefa.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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