"Madame Curie", de Ève Curie

“Madame Curie”, de Ève Curie

Escrita pela filha da cientista prémio Nobel, “Madame Curie” é a biografia de uma mulher a vários níveis extraordinária para o seu tempo.

A investigadora Elvira Fortunato assina o prefácio desta edição da Livros do Brasil.

Foi há 85 anos que Ève Curie narrou em livro o percurso pessoal e profissional da sua mãe. «Há, na vida de Marie Curie, um tão elevado número de grandes rasgos que sentimos a tentação de contar a sua história como se fora uma lenda», avisa a autora logo às primeiras linhas de Madame Curie. Nesta obra agora recuperada para o mercado português pela coleção Dois Mundos, nada foi contado sem a absoluta segurança de ter acontecido, graças à observação direta, a testemunhos de familiares e amigos, e ao acesso a um vasto número de correspondência pessoal.

Marie Sklodowska-Curie (1867–1934) foi a primeira cientista mulher a receber aclamação internacional e foi, de facto, um dos nomes cimeiros da investigação científica do século xx. Escrita por Ève Curie, sua filha e reconhecida ativista, esta biografia descreve as suas conquistas na Ciência, os seus trabalhos pioneiros em torno da radioatividade e o modo como lhe valeram dois prémios Nobel, da Física em 1903 e da Química em 1911. Mas não se fica por aqui. Narrado de forma apaixonada, neste testemunho estão também as memórias da infância na Polónia, do casamento em Paris com Pierre Curie, seu companheiro de vida e de laboratório, e das polémicas que marcaram os seus últimos anos, antes de morrer vítima do elemento, o rádio, a que havia consagrado toda a vida. Uma história notável e inspiradora.

Sobre a autora

Ève Curie nasceu em Paris a 6 de dezembro de 1904. Publicou em 1937 a obra Madame Curie, biografia da sua mãe, Marie Curie, distinguida com dois prémios Nobel, da Física e da Química. Pianista, jornalista e ativista humanitária, Ève Curie proferiu uma série de palestras em defesa da liberdade, na sequência das quais ser-lhe-ia retirada a cidadania francesa, pelo regime de Vichy, em 1941. Radicada nos EUA, foi conselheira do secretário-geral da NATO e em 1954 casou-se com Henry Richardson Labouisse, o diretor-executivo da UNICEF em 1965, quando esta organização foi premiada com o Nobel da Paz. Ève Curie morreu em Nova Iorque a 22 de outubro de 2007, aos 102 anos.

“Madame Curie”
Ève Curie
Livros do Brasil

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