Capa de vinil sobre tapete vermelho - (VÁRIOS) - HAPPY ROCK - O MÁXIMO DA NEW WAVE (1981)

Capa de vinil sobre tapete vermelho – (VÁRIOS) – HAPPY ROCK – O MÁXIMO DA NEW WAVE (1981)

Depois de URGH! A MUSIC WAR trazemos hoje uma capa de outra colectânea de 1981. Desta vez, trata-se do duplo álbum HAPPY ROCK – O MÁXIMO DA NEW WAVE, uma edição exclusiva para o mercado nacional com o sela da NOVA.

Por Jon Marx

Estávamos numa época de grande atividade editorial, após um período de longos anos em que a sede dos melómenos era saciada pelos discos trazidos no regresso de viagens a Londres ou Paris. Para além do filão nacional, explorado até à náusea, com edições de singles e álbuns de qualidade muito duvidosa, mas também das primeiras obras de nomes que viriam a marcar fortemente o panorama nacional ao longo das décadas de 80 e 90, havia alguns sinais de mudança no que tocava à edição de nomes novos que surgiam na cena anglo-americana e que nos iam chegando via rádio.

HAPPY ROCK – O MÁXIMO DA NEW WAVE é um excelente exemplo da dinâmica imprimida à época pela NOVA na promoção dos catálogos das editoras Sire e Stiff Records, cujos direitos eram detidos pela empresa portuguesa para a edição em território nacional. Este tipo de lançamentos eram realizados nos anos 70 pelas grandes editoras, em alguns casos com venda através de encomenda postal, fora dos circuitos de lojas e também usados como objetos de promoção junto das estações radiofónicas. Um bom exemplo é a série Loss Leaders que a Warner Brothers lançou entre 1969 e 1980.

O alinhamento de HAPPY ROCK – O MÁXIMO DA NEW WAVE incluía alguns nomes que, num passado recente, tinham visitado Portugal, como os Ramones, Lene Lovich ou Elvis Costello mas, curiosamente, também apresentavam veteranos como os Searchers ou Flamin’ Groovies, cujas longas carreiras se tinham iniciado nos anos 60. Destaque para a inclusão dos Pretenders que, no ano anterior, tinham proporcionado à NOVA um número 1 no top de vendas nacional com o seu álbum de estreia.

Este exemplar que aparece nas imagens veio-me parar às mãos há um par de anos, cortesia de quem ia atirar isto ao lixo mas achou que eu poderia ser um bom dono para tão mal estimado objecto.

A capa é composta por caricaturas de algumas das bandas e contém uma indicação que informa que o álbum é duplo e contém uma oferta de t-shirt (que eu nunca vi). Os discos são coloridos (neste caso, verde e vermelho) e, no interior, encontramos fotografias de várias bandas, o que, numa época pré-Internet, era de uma utilidade extrema para podermos ter uma ideia da boa pinta (ou da pinta de azeiteiros) de cada um dos músicos.

Mais capas e vinil sobre tapete vermelho aqui.

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