Capa de vinil sobre tapete vermelho – FRIPP & ENO – (NO PUSSYFOOTING) (1973)

As sessões de gravação de (No Pussyfooting), a primeira colaboração entre Brian Eno e Robert Fripp, iniciaram em 1972, numa altura em que Eno, ainda nos Roxy Music, começava já a tentar perceber o rumo que iria dar à sua carreira a solo após o inevitável abandono da banda.

Por Jon Marx

No ano seguinte, Eno lançaria dois discos em nome próprio, ‘Here Come The Warm Jets’ e este ‘(No Pussyfooting)’, em colaboração com Fripp. Apesar de ignorado pela crítica e pelo público, este último disco viria a revelar-se como o ponto de partida para o caminho que Eno iria seguir no final dos anos 70.

Em Novembro de 1973, os Roxy Music, a banda que Eno havia abandonado (ou sido despedido, dependendo da versão que vocês acreditam), edita ‘Stranded’, o terceiro álbum de originais, totalmente gravado após a saída de Brian Eno e, curiosamente, o seu favorito, de acordo com algumas entrevistas do músico. Entretanto, Robert Fripp mantém os King Crimson em alta com a edição de ‘Lark’s Tongues In Aspic’, considerado por muitos a sua obra-prima.

Como já perceberam, isto não é uma coluna de crítica musical. Deixo isso para quem percebe do assunto. Aqui apenas pretendo contar umas historietas a partir da capa de alguns discos. E a história de hoje começa com a seguinte pergunta: porque raio é que eu comprei isto?

Convém esclarecer que este foi um dos primeiros discos que comprei e um dos que menos ouvi. Comprei-o em finais dos anos 70, numa papelaria que existia junto a minha casa. E estava a um preço muito baixo. Uns 100 escudos. Ora, como eu conhecia o Fripp do trabalho com o Bowie (os King Crimson nunca me interessaram particularmente, com excepção feita aos discos do iníco da década de 80) e o Eno dos discos dos Roxy Music e também do facto de ele andar a produzir várias bandas interessantes à época (Devo, Talking Heads,…), juntei os dois e levei o disco para casa.

O disco está disponível no Spotify mas é uma vigarice. Estão lá 7 faixas em vez das 2 originais. A malta do streaming retalhou aquilo tudo para tornar a coisa mais atraente. Se conseguiram ou não, convido-vos a experimentar e logo percebem.

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