Brands That Matter…Wonther: a marca de joias “sem género”

Brands That Matter…Wonther: a marca de joias “sem género”

A Wonther chegou ao mercado há dois anos e foi tempo bastante para a sua criadora perceber que as joias da marca não serviriam apenas mulheres. Olga Kassian, fundadora da Wonther, explica em entrevista à LOOK mag este novo posicionamento da marca e quais os seus objetivos.

Nasceram em pandemia como podemos recordar nesta conversa que na época tivemos. Que balanço fazem destes dois anos de atividade?
Difícil. Fomos apresentadas com desafios dos quais não estávamos à espera, mas feita a análise, há ideias e caminhos alternativos que nunca teríamos considerado se tudo decorresse dentro da normalidade. Aliás, o balanço é que, em algumas áreas de trabalho, não teríamos evoluído tanto se o desafio não se tivesse apresentado tão exigente.

Lançam-se agora como uma marca “sem género”, o que significa?
Significa que não vemos as nossas joias como feitas para o público feminino (como inicialmente) ou masculino (em contrapartida). As nossas joias são criadas para todos que se identificarem e as quiserem usar.

Porque avançaram com esta opção e qual o seu objetivo?
O objetivo é a inclusão. Vivemos numa era em que já não faz sentido restringirmo-nos à definição social do que deve ser usado por homens ou mulheres. Moda é expressão e a diversidade de expressão não deve ser logo à partida limitada por duas caixas.

A igualdade e a inclusão fazem parte dos vossos valores, certo?
Sem dúvida, sempre fizeram parte e com esta redefinição apenas viemos reforçar o seu peso no nosso modo de operar.

De que forma se vai ela concretizar?
Numa fase inicial, com recurso a linguagem neutra e inclusiva em todas as nossas comunicações e com o aumento dos tamanhos de anéis, pulseiras e colares disponíveis.

Em todas as vossas coleções?
Sim, em todas. Acho importante reforçar que, para nós, as joias que criamos até agora, já são sem género. Não há nada que as vincule a um género específico, a não ser as construções sociais que pretendemos ultrapassar.

Ao nível da comunicação que iniciativas vão tomar para divulgar esta novidade?
Temos uma constante divulgação nas nossas redes sociais e vamos continuar a falar sobre o tema. Além disso, já mudamos toda a nossa comunicação nos pontos de venda, e claro já fizemos a nossa comunicação de imprensa sobre esta mudança.

O que vai acontecer à hashtag #wontherwomen?
A #wontherwomen vai desaparecer, pois já não representa a nossa comunidade, mas fará sempre parte da nossa histórias e é uma lembrança do progresso que fizemos desde o seu nascimento.

Qual a que a vai substituir?
Neste momento e até ao final da semana, dia 28 de janeiro, encontra-se a decorrer uma votação no nosso website para eleger a nova # que nos representa, sendo as opções #wontherworld ou #wontherhood.

Quais as vossas expectativas relativamente à aceitação desta mudança por parte dos vossos consumidores?
Achamos que será um desafio e até é possível que sejamos impactadas em termos comerciais. No entanto, acreditamos que temos a responsabilidade de criar o mundo em que queremos viver, mesmo que isso resulte em sacrifícios temporários.

No que diz respeito às coleções têm alguma novidade que possam avançar?
Podemos levantar um pouco o véu e revelar que, este ano, apresentaremos a nossa maior colaboração de sempre, com uma artista norte americana.

Foto: Gemma Noakes

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