Biografias musicais ilustradas para lembrar de Bowie a Variações

Afirmou o filósofo Friedrich Nietzsche que “a vida, sem música, seria um erro”. E sem livros também acrescentamos nós e o site www.bertrand.pt/.

READY, FREDDY?
Depois do filme sobre a vida de Freddie Mercury (Bohemian Rhapsody), vencedor de múltiplos Óscares, surge este álbum biográfico ilustrado – Freddie Mercury – sobre o icónico vocalista de uma das maiores bandas de rock de sempre. Para o espanhol Alfonso Casas, autor do livro e das maravilhosas ilustrações que o compõem, Freddie nasceu três vezes. A primeira, como Farrokh Bulsara. A segunda, como Freddie. A terceira, como lenda. Este livro acompanha o seu percurso desde os seus tempos de infância até à sua ascensão ao estrelato e à imortalidade.
Acreditamos em Brian May, guitarrista dos Queen e amigo íntimo de Freddie, que confessou: “ele viveu a vida ao máximo. Devorou a vida. Celebrou cada minuto. E, como um grande cometa, deixou um rasto de luz que continuará a brilhar por muitas gerações.”

Ilustração: Alfonso Casas

À MINHA MANEIRA
Um dos mais importantes nomes do rock português, Zé Pedro, deixou-nos há três anos mas a música que criou com os Xutos & Pontapés vai ficar connosco para sempre. Em Zé Pedro – Uma biografia, escrita por André Rito e ilustrada por Pedro Lourenço, recordamos a sua história de vida e rebeldia contagiante, a partir do relato de alguns dos episódios mais marcantes da sua vida – desde o primeiro concerto dos Xutos & Pontapés, onde a banda tocou seis músicas em cinco minutos, passando pelo concerto numa prisão em Macau, a consagração da banda com o disco Circo de Feras, a morte da sua mãe, o afastamento e reaproximação dos Xutos, e o famoso bar Johnny Guitar.
Os episódios contados pelos amigos e família do guitarrista são, segundo Tó Trips que assina o prefácio, “histórias que certamente farão sorrir”, sobre alguém que “além de dono de uma generosidade que gostava de passar a todos nós, era uma pessoa rica em histórias.”

Ilustração: André Rito

GROUND CONTROL TO MAJOR TOM
Em 2016, a morte de David Bowie apanhou-nos a todos de surpresa. Com o seu alter ego irreverente, Ziggy Stardust desafiou as regras da música e tornou-se um ícone da sua geração e uma referência para as gerações presentes e futuras. Intitulada Bowie, a biografia escrita por María Hesse e ilustrada por Fran Ruiz, retrata a sua incrível jornada pessoal e artística, com ilustrações que refletem na perfeição o espírito excêntrico e ousado deste verdadeiro camaleão da música.
Embora David Robert Jones tenha partido, vítima de um cancro do qual sofreu durante 18 meses, Bowie vive para sempre. Em Lazarus, música que faz parte do seu último álbum, Blackstar, e que foi o seu último adeus, cantava: “Olhem cá para cima, estou no céu / Tenho cicatrizes que não podem ser vistas / Tenho tragédia que não me pode ser tirada / Já todos sabem quem eu sou”. E nunca será esquecido.

Ilustração: Fran Ruiz

ESTOU ALÉM
António Variações sempre esteve à frente do seu tempo. Em vida, foi incompreendido por um país ainda demasiado cinzento e conservador para abraçar o seu estilo irreverente e provocador. No entanto, apesar de nos ter deixado cedo demais, o legado que deixou no mundo da música é, ainda hoje, fonte de inspiração para inúmeros músicos e artistas. Depois do filme biográfico, realizado por João Maia, e da biografia escrita por Manuela Gonzaga, Entre Braga e Nova Iorque, surge agora António Variações – Uma biografia, escrita por Bruno Horta e ilustrada por Helena Soares, que prova que Variações será sempre um ícone incontornável da cultura portuguesa.
Escreve Bruno Horta sobre o músico que viveu sempre na inquietação de nunca ser apenas uma coisa: “Viveu sozinho, à sua maneira, muito incompreendido, se é que ele próprio se compreendeu. Exigente e dono da razão, exótico, louco, apontado, foi até ao fim o mesmo miúdo que chegou a Lisboa sem nada, que falava baixinho e tinha vergonha e por isso desejou tantas vezes regressar à origem: “Adeus que me embora vou / Vou daqui prá minha terra / Que eu desta terra não sou.”

Ilustração: Helena Soares

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