As minhas apostas… by Jon Marx

A LOOK mag pediu-me que alinhavasse as minhas expectativas para 2017. Tendo em conta que 2016 foi um ano anormalmente rico em termos de quantidade e qualidade e partindo do princípio que a tendência actual da existência de um hiato de três ou quatro anos entre as edições de dois álbuns por parte das bandas em geral, excepção feita a Ty Segall e aos King Gizzard, abençoados sejam, é bem provável que o próximo ano seja um ano de recessão.

As minhas expectativas para 2017 caem em dois nomes próximos com lançamentos anunciados, Father John Misty que este ano nos deu uma amostra do que vem aí com ‘Real Love Baby’, uma das grandes canções de 2016, e os Fleet Foxes que anunciaram o regresso após uma seca de cinco anos. Os The xx também anunciaram a edição do terceiro álbum para Fevereiro ou Março. O Coexist já tem quatro anos mas o Jamie tem ocupado o espaço da banda com mestria, por isso as saudades não têm sido muitas. Confesso que o Coexist não foi um disco que me encheu as medidas, por isso espero que este novo lançamento volte a colocar a banda no caminho certo.

Outro nome do qual correm rumores de nova edição é Josh T. Pearson, o velho pregador dos Lift To Experience que, ao que parece, tem andado entretido a fazer alguns concertos com os antigos companheiros. Depois do regresso em grande forma do David Eugene Edwards, 2017 pode ser o ano de mais um dos meus “preacher men” favoritos.

Outro nome com edição marcada para março é Strand Of Oaks com o sucessor de Heal, um dos grandes discos de 2014. Pelo que me foi dado escutar até ao momento, temo o pior. O rapaz parece ter enveredado pela reciclagem das velhas sonoridades do Southern rock perdidas nos tempos e nas teias de aranha dos seventies. Oxalá uma audição mais alargada venha desmentir esta primeira impressão.

Dos nomes que não me chegaram notícias, aqueles que gostaria de ouvir novo material são a St. Vincent e o Tobias Jesso Jr.

A nível nacional, o nome que mais me entusiasma é a Surma. Vi-a apenas uma vez, nas Jameson Lazy Sessions, e fiquei muito bem impressionado. Espero que ela coloque algo cá fora durante o próximo ano. Para além da Surma, há duas bandas nacionais pelas quais tenho um enorme carinho e que espero que apresentem algo de novo muito rapidamente, A Jigsaw e Beautify Junkyards. No caso de A Jigsaw cometi o pecado de não os conseguir apanhar num ano em que estiveram particularmente activos. Infelizmente, outros compromissos e a minha lendária preguiça fizeram o resto.

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