Zebrahead no LAV-Lisboa Ao Vivo: Punk rock com atitude, irreverência e groove californiano
Formados em 1996 em Orange County, Califórnia, os Zebrahead são um dos nomes mais carismáticos da cena alternativa internacional, conhecidos pela sua fusão explosiva de punk rock, rap, ska, metal e pop-punk. Com uma discografia vasta e uma energia contagiante em palco, a banda construiu ao longo de quase três décadas uma legião de fãs dedicados em todo o mundo. Chegaram a Lisboa com a promessa de deitar tudo abaixo; e se o prometeram, melhor o cumpriram numa noite para recordar.
Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro
Zebrahead é uma daquelas bandas difíceis de encaixar numa só gaveta. Com origem na Califórnia e ativos desde 1996, estes norte-americanos são mestres em misturar punk rock com rap, pitadas de metal e uma boa dose de humor. O resultado? Um som único, enérgico e altamente contagiante, que conquista tanto fãs de punk como de hip hop e rock alternativo.
A sua sonoridade única, marcada por riffs acelerados, batidas dançáveis, refrões orelhudos e uma irreverência constante, começou a destacar-se com álbuns como Waste of Mind (1998), Playmate of the Year (2000) e o icónico MFZB (2003). São também reconhecidos pelas letras bem-humoradas, festivas e muitas vezes com crítica social, sempre com um tom provocador.
A formação da banda tem evoluído ao longo dos anos, mas manteve sempre o espírito original. Atualmente, contam com a poderosa dupla vocal composta por Ali Tabatabaee e Adrian Estrella, cuja química ao vivo é explosiva. A isto junta-se o groove de Dan Palmer (guitarra), Ben Osmundson (baixo) e Ed Udhus (bateria). Desde o momento em que Ali Tabatabaee e Adrian Estrella surgiram no palco, foi como se se tivesse ligado uma corrente elétrica ao público. De tal forma que, mal terminou o primeiro tema, os mosh pits já fervilhavam no centro da sala, entre sorrisos, saltos e crowdsurfers destemidos.
Em palco, os Zebrahead são puro caos coordenado: Adrian nunca pára de sorrir e interagir com a plateia, Ali atira piadas e provocações com charme punk, Dan Palmer despeja riffs e solos como quem respira, e a secção rítmica, com Ben Osmundson e Ed Udhus, mantém tudo colado com groove e atitude. Numa palavra, o concerto dos Zebrahead foi uma festa. Mosh pits, crowdsurf, interação direta com o público e uma energia imparável tornaram a noite numa numa verdadeira celebração da liberdade e da diversão.
Zebrahead não é para quem procura música introspectiva ou poética. É para quem quer abanar a cabeça, saltar sem parar e divertir-se com música feita com atitude. Pode não agradar a todos os gostos, mas para os fãs de fusões ousadas entre punk, rap e rock, é uma aposta segura e cheia de energia.
A primeira parte esteve a cargo dos Det·saW Coyote. A banda originária das Caldas da Rainha, chegou para dar tudo. Com a sua fusão de rock alternativo, punk e experimental, com energia crua e atitude DIY, souberam aquecer a sala. Tendo lançado o seu primeiro EP em maio passado, foi nele que alicerçaram o alinhamento. As faixas de “Caos, Suor e Desacato” são caracterizadas por riffs robustos e algo industriais, com uma atmosfera quase punk/hardcore. O coletivo insere-se numa geração de bandas portuguesas que procuram fugir dos clichés do rock tradicional, misturando géneros e explorando a liberdade criativa. A sua ligação à cena DIY e a aposta em videoclipes e lançamentos independentes fortalece o seu posicionamento como banda alternativa, que privilegia autenticidade e inovação. Det·saW Coyote são uma promessa emergente no panorama alternativo português. Com um EP sólido, domínio ao vivo e um som característico, demonstram atitude e vanguarda
Zebrahead
Det·saW Coyote