Wraygunn apresentam "L’Art Brut"

Nasceram em Coimbra e são um dos projectos mais interessantes do panorama musical português. Ao fim de cinco anos de preparação e amadurecimento, os Wraygunn lançaram este mês “L’Art Brut”, um álbum cheio de canções que prometem pôr toda a gente a dançar. Sobre este novo trabalho trocámos umas palavras com Paulo Furtado.

Quem são os Wraygunn?
São uma banda de pessoas que gosta muito de fazer e ouvir música. O resto é secundário.

Vêm de Coimbra, cidade que tem a particularidade de ter visto nascer grupos que, de alguma forma, foram importantes na evolução de uma certa música nacional…tu, por exemplo, vinhas dos Tédio Boys…
Não é verdade que os Wraygunn venham de Coimbra… Os Wraygunn são de todo o pais, eu moro em Lisboa agora, e isso também me influencia…

Como nasceu a ideia de formar uma banda como os Wraygunn?
Nasceu naturalmente, queria fazer outras coisas diferentes do que fazia na altura com os  Tédio Boys. Queria um projecto onde houvesse espaço para misturar influências de direcções contrárias, do hip-hop ao rock, do gospel ao punk. E foram precisos alguns anos e alguns discos para a identidade da banda se formar completamente. O que também é natural.

Se te pedisse que me nomeasses uma características que vos diferencie no universo musical nacional qual seria?
Temos mais que uma. Mas já que pedes uma, temos um som único, nosso, que é reflexo das pessoas que estão no projecto.

Demoraram cinco anos a lançar um novo trabalho, não foi tempo demais?
Não, na realidade não foi. Foi óptimo termos tido espaço e tempo para crescer e nos reinventarmos. Não teríamos conseguido fazer este disco há dois anos, creio.

“L’Art Brut”, o que presidiu à escolha do nome?
A Arte Bruta é um sítio inspirador para olhar. E por vezes, mais do que outra coisa qualquer, precisas de olhar para sítios que te mantenham a chama da criação artística acesa.

O que distingue este dos vossos três trabalhos anteriores?
De certa maneira neste disco há um controle sobre uma energia musical que antes era descontrolada.. isso é novo para nós, e foi muito interessante de explorar, tornou o disco tenso… E acho que nunca tínhamos trabalhado desta forma as harmonias dos teclados e vozes. De resto é um disco de continuidade, nos Wraygunn nunca existiu nenhum disco de ruptura, fomos evoluindo dentro do nosso som….

Composto por 12 canções quais são as maiores influências que vamos encontrar no disco?
Muitas. Ouvimos muitos géneros diferentes, desde o tango ao punk, passando por todas as épocas até hoje…

Pelo que já ouvimos “atreveram-se” a entrar em novos registos musicais…essa, se lhe podemos chamar, evolução foi importante no cimentar do disco como um todo?
Nós tentamos sempre evoluir de disco para disco. Não porque seja um processo mental ou estratégico, mas porque artisticamente não nos queremos repetir. Sempre nos “atrevemos”, em todos os discos, a evoluir, e a fazer as coisas de maneira diferente não perdendo a identidade daquilo que fazemos. Acho que na audição da nossa discografia isso é claro.

O que podemos esperar dos concertos dos Wraygunn?
O que sempre se esperou, uma entrega total.

Fora do âmbito dos Wraygunn a tua carreira tem vindo a crescer com o projecto Legendary Tiger Man. Para quando um novo trabalho?
Acabei de lançar um disco, ainda estou focado nele.

Próximos concertos dos Wraygunn:
04 de abril – Cool Soul Festival, Paris (França)
05 de abril – Cool Soul Festival, Lille (França)
06 de abril – Cool Soul Festival, Saint-Brieuc (França)
07 de abril – Cool Soul Festival, La Rochelle (França)


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