Warpaint na Aula Magna

Em noite fria as Warpaint aqueceram os espíritos e os corpos dos muitos que encheram quase por completo a Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. Com a primeira parte entregue ao projecto Sequin, da jovem Ana Miró, a noite correu de feição a todos.

Com Sequin, Ana Miró trouxe até à sala um electro pop que deixou bem agradados todos os que por aquela hora já compunham um público digno de referência. Um pouco nervosa mas bastante feliz por estar ali, Ana Miró tocou alguns temas como “Flamingo” e a conhecida “Beijing”, ambas integrantes do seu primeiro álbum o qual tem o mês de Abril como data de saída.

Chegaram da Califórnia para terminar em Lisboa uma extensa tournée de apresentação do seu segundo álbum. Lançado já em 2014, o registo homónimo foi extremamente bem acolhido tanto pela crítica como, e sobretudo, pelo público. Numa hora e meia de concerto as Warpaint explicaram porquê num concerto cujo alinhamento percorreu quase todas as canções desse registo como integou músicas mais antigas mas igualmente marcantes do percurso da banda.

Entre o dream pop atual e o pós-punk que lhes serviu de berço, o quarteto norte-americano entrou em palco já o público demonstrava evidentes sinais de alguma impaciência para dar início com “Keep it Healthy”. Pouco depois Theresa Wayman, a guitarrista/vocalista, desafiou todos a levantarem-se e a dançarem, o que nem todos aceitaram de início mas que no decorrer da noite ninguém recusou. Seguiu-se “Composure”, “Feeling Alright” e “Love is to Die”, o primeiro single do novo álbum.

Com quase todos de pé (apesar da banda pouco ter interagido com o público) o alinhamento prosseguiu com “Biggy”, “Undertow”, música responsável há quatro anos pelo lançamento da banda junto de uma maior franja de fãs, “No Way Out” e “Billie Holiday”, do EP de 2009 Exquisite Corpse.

“Drive” deu início ao fim do concerto que teve o seu terminus com “Disco//very”. Nessa altura já todos os que enchiam a Aula Magna se encontravam a dançar. Uma verdadeira festa!
Sem dúvidas de que iam regressar ao palco, as Warpaint fizeram-se rogadas nesse regresso pois só voltaram depois de o público pedir e muito. A “Baby”, cantada em tom intimista, seguiu-se “Because the Night”, popularizada por Patti Smith, terminando a noite com “ Elephant” em versão longa.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Marta Ribeiro

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