Vodafone Paredes de Coura 2016 Dia I Está aberto o palco dos sonhos

Todos os anos a romaria acontece. Na beira das margens do Taboão, ali nas vizinhanças de Paredes de Coura há 24 anos que acontece um sonho que junta milhares de pessoas. O Vodafone Paredes de Coura consegue a cada nova edição surpreeender e este ano não foi diferente.

 

We Trust com Coura All Stars > Best Youth

A dar o pontapé de saída na edição 2016 do festival dois nomes nacionais. Os primeiros a subir ao palco foram os We Trust, banda de André Tentugal que no palco principal se fez acompanhar dos Coura All Stars, grupo musical formado por crianças de Paredes de Coura. Muita alegria e animação numa atuação pontuada pela frescura dos mais jovens que em cima do palco mais pareciam um arco íris de vida por culpa das coloridas t-shirts que os jovens músicos trajavam.

Depois foi a vez dos Best Youth trazerem as suas melodias doces ao anfiteatro natural do festival. Com um alinhamento pontuado pelos seus êxitos mais conhecidos, souberam ir animando um público que se mostrava conhecer das suas músicas.

 

Minor Victories

O primeiro nome internacional a encher o Palco Vodafone neste primeiro dia festival foram os Minor Victories. Em crescendo de interesse e intensidade, os ingleses trouxeram ao Vodafone Paredes de Coura um monte de boas influências conjugando um som inspirado nos Sigur Rós, pontuado com toques dos Cocteau Twins. Pelo meio tivemos a memória de um cenário tipo Twin Peaks onde, algures, a voz de Julee Cruise nos fez companhia. A vocalista, Rachel Goswell, cuja postura só nos fazia lembrar Jónsi, soube com simpatia ir cativando o público que, música a música, ia aderindo. Claro que para esse à vontade muito contribuiu o facto de Rachel ser membro dos afamados e tão apreciados em Coura, Slowdive. A fazer-lhe companhia nesta super banda Stuart Braithwaite, dos Mogwai, Justin Lockey, dos Editors, e o cineasta James Lockey do Hand Held Cine Club. Com tanta qualidade impossível não ficar rendido.

 

Unknown Mortal Orchestra

Os Unknown Mortal Orchestra estiveram como sempre os vimos: competentes num espectáculo que deixa os fans rendidos e os que não os conheciam perfeitamente cativados. Com a missão de apresentar o seu terceiro registo discográfico, “Multi-Love”, a banda liderada por Ruban Nielson apresentou um alinhamento coeso. Uma nota para o som que nos pareceu baixo demais, algo perfeitamente colmatado com a entrega dos músicos, em especial do vocalista que teve ainda tempo para fazer crowd surfing, navegando, literalmente, por cima de um público em extâse que ali, bem colado às grades, não parou de acompanhar cada nota.

 

Orelha Negra

No fim da noite subiram ao palco os portugueses Orelha Negra. Não sendo este o seu habitat natural, a banda de hip-hop soube agarrar e bem o público que se encontrava no recinto para este primeiro dia de festival. De tal forma assim foi que no dia seguinte, ao almoço, ouvimos vindo da mesa ao lado, o comentário «e os Orelha Negra, eu que não os conhecia gostei bastante». Aposta ganha.

Reportagem fotográfica com o apoio da Canon Portugal.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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