Vodafone Mexefest o festival mais bonito da cidade (dia II)

As temperaturas mantinham-se baixas na segunda noite do festival, mas apenas nos termómetros, porque a Avenida da Liberdade desde muito cedo se mostrava “quente” qb. Depois do jantar no sitio do costume (ali ao lado do São Jorge onde já nos cumprimentam com um sorriso simpático!) era altura de abrir as “hostilidades” da noite. Mas eis que o aroma das castanhas acabadinhas de assar falou mais forte e antes de qualquer outra decisão, optámos mesmo por apreciar umas quantas gentilmente oferecidas pela…Vodafone!

Atravessada a passagem superior que ligava as duas “margens” da avenida, era hora de nos entregarmos nas mãos de Tó Trips e Pedro V. Gonçalves, mais conhecidos por Dead Combo. Logo aos primeiros acordes voámos para fora das paredes do Tivoli numa jornada onde os acordes das guitarras e do contrabaixo surgiam como banda sonora de um filme…não um filme qualquer, antes um western daqueles à moda antiga onde brilhava John Wayne! Com cinco álbuns editados, foi com “Lusitânia Playboys” (2008) que alcançaram maior notoriedade, confirmada este ano com a edição de “Lisboa Mulata”.

Já tínhamos saudades do Cabaret Maxime e para as matar decidimos ir lá espreitar o concertos dos dinamarqueses When Saints Go Machine e não nos arrependemos. Composto por quatro músicos (Nicholas Manuel Vonsild na voz, Jonas Kenton na voz e sintetizadores, Silas Moldenhawer na bateria e Simon Muschinsky nas teclas) souberam agarrar os, a bem da verdade, poucos, que os tinham ido ver. Não se sentindo de todo intimidados com esse facto, desfiaram pelo palco músicas do EP “Fail Forever” editado em Janeiro, e do álbum “Konkylie” trazido a público no último Verão.

Apoiante desde a primeira hora do festival, o hotel Tivoli Avenida mostrou ser um verdadeiro “5 estrelas” na forma como acolheu quem ali se dirigiu para descobrir um pouco mais da música dos Beat Connection. Vindos de Seattle, Jordan Koplowitz e Reed Juenger fizeram o resto. Mesmo ao lado, era a vez da sala I do cinema São Jorge se encher de fãs de Toro y Moi. Não sendo particularmente adeptos de género mas sempre abertos a novas experiências, fomos descobrir o que tinha para mostrar o produtor/cantor/músico norte-americano Chaz Bundick (a pessoa por detrás do projecto Toro y Moi). Mais uma vez nos sentimos transportados para uma discoteca. Todos, ou quase todos ignoraram a existência de cadeiras e foi de pé que as muitas pessoas assistiram ao concerto, num estado de dança permanente.

Antes de descermos novamente a Avenida para aquele que seria o nosso último concerto, houve ainda tempo para sentir o ambiente no interior do Vodafone Bus onde durante os dois dias actuaram os Farra Fanfarra, os Velhos e Salto. De certeza que poucos sítios neste festival tiveram tanta animação como aquela que se viveu naquele autocarro!

Novamente o destino final da noite foi a estação de metro dos Restauradores onde nos aguardava a dupla Steven Ansell e Laura-Mary Carter, mais conhecidos como Blood Red Shoes. As nossas expectativas eram grandes, uma vez que tínhamos assistido ao concerto que deram em Abril de 2010 no Santiago Alquimista. Mas como meninos bem comportados passaram com distinção. Na sua música sente-se a influência de nomes como Sonic Youth, Fugazzi ou Queen of the Stone Age…herdeiros do punk e do puro rock deixaram toda a gente aos pulos e a nós com vontade de os voltar a ver por cá. Maneira perfeita de terminar o festival mais bonito da cidade!
Texto e Fotos de look-mag

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