Vodafone Mexefest o festival mais bonito da cidade (dia I)

Foram duas noites de muita música, alegria e animação, numa Avenida da Liberdade mais bonita e acolhedora. Apesar do frio foram muitos os que, tal como nós, se recusaram a ficar em casa e se deslocaram até ao centro da cidade de Lisboa para assistir a um conjunto de mais de 40 concertos em várias salas daquela zona da capital. Fãs do conceito “buffet musical” em que se baseia o festival, e tendo acompanhado as duas primeiras edições (ainda sob o nome Super Bock em Stock), constatamos que cada vez chama mais público, o que se por um lado é sempre bom, pois significa uma maior divulgação de música nova com qualidade, por outro lado gera uma maior dificuldade em podermos assistir a todos os concertos que queremos.

Tal como todos os anos tínhamos a lista previamente definida, mas desta vez ficámos de fora de dois que dela faziam parte, mais concretamente de Oh Land (cujo concerto ouvimos mas não vimos) e James Blake, cuja fila para entrar no Teatro Tivoli por pouco chegava ao Marquês de Pombal…exagero? olhem que não… (fica o consolo de o ter visto o ano passado no âmbito de outro festival, mas de verão e à beira do Tejo).

Do que vimos destacamos no primeiro dia Eleanor Friedberge (membro, juntamente com o irmão Matthew, dos Fiery Furnaces) que num concerto bastante concorrido na Casa do Alentejo veio apresentar o seu primeiro trabalho a solo “Last Summer”. Subida a avenida era a vez de assistir ao concerto dos Handsume Furs. O duo, composto pelo casal Alexei Perry e Dan Boeckner (membro dos Wolf Parade), encheu o Teatro Tivoli de música electrizante que não deixou ninguém quieto (nós incluídos!), em particular nas músicas do último disco, “Sound Kapital”.

Atravessada a rua, entrámos sem grande problema na sala II do cinema São Jorge, onde subiam ao palco os Fanfarlo. Sediados em Londres, têm como mentor o músico sueco  Simon Balthazar que durante o concerto comandou os companheiros num desfilar de canções cativantes pontuadas pela utilização do trompete, do violino e do bandolim.  Foi uma alegria!

De regresso ao Tivoli, era a vez dos Junior Boys brilharem com toda a sua força electrizante fazendo do velhinho teatro algo muito diferente da sua função original…toda a gente de pé, numa comunhão pela música onde a dança imperava como rainha e senhora. Discoteca?! Provavelmente! O vocalista e líder Jeremy Greenspan, acompanhado do programador Matt Didemus e por um baterista sempre de headphones (?) correu grande parte da discografia do grupo num concerto cativante, fazendo lembrar o tempos áureos do…disco sound!

O fim da noite/início de madrugada seria passada no palco improvisado da estação de metro dos Restauradores (vá, não estranhem o ano passado foi na Rotunda)! Em cima do palco PAUS, um dos mais cativantes e inovadores projectos musicais nacionais. Ao contrário dos sintetizadores que brilharam nos anteriores concertos, ali era a força das baterias de Joaquim Albergaria (ex-Vicious Five) e Hélio Morais (Linda Martini) que comandava! Temas como “Deixa-me Ser” e “Pelo Pulso” quase deitavam a estação abaixo, tal a força e garra com que foram interpretadas. Para nós, foi claramente o concerto da noite!
Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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