Três Tristes Tigres revelam novo single “Língua Franca”

Uma semana antes da edição do novo álbum de originais, “Mínima Luz”, os Três Tristes Tigres dão a conhecer o terceiro single, “Língua Franca”.

Com música de Alexandre Soares e Ana Deus, e letra de Regina Guimarães, tem como convidada Angélica Salvi, na harpa. Sucessor de “Galanteio” e “À Tona”, os primeiros singles retirados e “Mínima Luz”, “Língua Franca” fala de um tempo desejado, talvez passado, talvez futuro, em que o entendimento entre espécies e elementos é natural. Todos filhos da mesma criação: pedras, fogo, ventos, águas e suas criaturas.

“Mínima Luz”, uma edição de autor, marca o regresso dos Três Tristes Tigres aos originais, 22 anos depois de “Comum”, o segundo álbum da dupla que se estreou em 1996 com “Guia Espiritual. A colectânea “Visita de Estudo”, lançada em 2001, foi o ponto final na primeira vida dos Três Tristes Tigres.

Com um legado ímpar na cena artística portuguesa, Ana Deus e Alexandre Soares têm uma linguagem e estética muito próprias que os distingue quando se fala de Arte. Da música à dança, passando pelo teatro e a literatura, não têm fronteiras e os vários projectos que têm desenvolvido são disso um bom exemplo. Da palavra cantada à dita, a solo ou como Osso Vaidoso – projecto que têm em comum desde 2010 e com o qual já editaram dois discos –, Ana Deus e Alexandre Soares continuam a ter o que dizer e “Mínima Luz” é a prova. Desafiados pelo Porto Best Of – Rivoli a vestirem a pele de Três Tristes Tigres em 2017, para comemoração do 20.º aniversário do álbum de estreia, “Guia Espiritual”, ficou claro que ainda havia vontade de ouvir e espaço para a dupla.
E eis que, em 2020, eles cumprem e regressam com um álbum intemporal onde as guitarras de Alexandre Soares navegam entre a vertente mais crua, eléctrica e acústica espacial; a voz de Ana Deus transporta, de forma livre, os poemas adaptados de William Blake e Langston Hughes, os poemas originais de Regina Guimarães e de Luca Argel para as partes sensíveis, as minorias e as coisas que sussurram. Um disco de rock mais rugido e delirante, contaminado com circuitos electrónicos, e outros temas mais ambientais e lentos.

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