Trema apresenta duas novas exposições


Raquel Gralheiro
“A Raquel Gralheiro será uma ironista que trabalha num certo limiar do gosto para problematizar a relação da arte com o decorativo. As suas telas, excessivas e provocadoras, são sempre o modo de representar a figura como elemento a contrastar

com um sem número de padrões, como alguém vivendo no papel de parede, na estampa do sofá, no cartaz. Os quadros de Raquel Gralheiro parecem vir do tempo dos folhetins de meninas muito populares há décadas. Poderiam ser estudos para capas desses livros que se vendiam abundantemente em bancas de revistas. Cada quadro acaba por ser um apontamento narrativo que nos conta acerca da esperança de uma mulher encontrar um determinado príncipe encantado, marcando tudo pelo impulso emotivo, mostrando corações como símbolo máximo da ansiedade passional. Correndo o risco de não encontrar príncipes encantados a partir de animais que não são sapos, a mulher parece assumir a ideia do desastre entre sexos, o difícil entendimento, a ingrata procura para nada encontrar.” Por Valter Hugo Mãe

João Vaz de Carvalho
Os trabalhos que João Vaz de Carvalho apresenta integram um conjunto realizado entre 2011 e 2012. É um projeto em curso que enfatiza a visão do autor sobre a rotina diária através do vestuário sugerindo situações desconcertantes e divertidas. A surpresa do trabalho de João Vaz de Carvalho reside e manifesta-se no humor com que encara a realidade da rotina diária contada como nas histórias tradicionais provenientes de um universo paralelo. As personagens que surgem do seu imaginário inquietam, atraem, seduzem, fazendo-nos partilhar o seu mundo que toca o inverosímil. O humor e a diversão são o fio condutor de todo o conjunto pitórico, provocam de forma vigorosa a cena, criam situações absurdas ou ridículas através dos retratos humanos ou de bichos, concentrado no tema da existência dos cabelos ou dos pêlos. Os fios capilares não são um aliado meramente estético, são utilizados como metáfora na qual se revela ou oculta mais do que a simples aparência.

Estes unem indelevelmente famílias, casais e mascotes, relacionando-os, aprisionando-os e confundindo-os através de círculos, espirais e emaranhados revelados por manchas de cor e linhas que constroem as relações num jogo que se estabelece entre as personagens que são uma fonte geradora de situações divertidas.

O autor exerce uma reflexão pessoal crítica sobre a insignificância das rotinas diárias apreendidas através de um olhar irónico que podem tornar-se a causa de muitos e cúmplices sorrisos.

De 02 de Junho a 07 de Julho
De segunda a sexta-feira das 13h00 às 19h30; sábado das 12h00 às 19h00
TREMA-Arte Contemporânea
Rua do Jasmim 30
(junto ao Jardim do Príncipe Real)
1200-229 LISBOA
218 130 523
[email protected]
www.trema-arte.pt

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