Top Ten dos melhores álbuns para os From Atomic

Lançaram recentemente um novo registo discográfico o qual podem descobrir aqui. Desafiados a fazer o seu Top Ten, os elementos dos From Atomic aceitaram de imediato. O resultado é este.

The Jesus & Mary Chain – PsychoCandy (1985)
São quase desde sempre a minha banda preferida, e este disco compete diretamente com “Stoned & Dethroned” o mal amado disco da banda, mas dos que mais ouvi e o primeiro que me fez conhecer a banda. O PsychoCandy surge por acaso numa compra na Feira da Ladra, com o bónus do EP “Some Candy Talking”, tudo em vinil, e lembro-me de chegar a casa e ficar completamente vidrado naquela avalanche sonora, com feedback e ruído do inicio ao fim do disco. São para mim os melhores compositores da década de 80. Vale mais que tudo por ter sido um dos albuns que alterou o curso da música alternativa. (Alberto ferraz)

Joy Division – Unknown Pleasures (1979)
É um disco que me dá arrepios do inicio ao fim, que faz dançar, explodir de emoção, e vontade de cortar os pulsos ao mesmo tempo. Tal como o PsychoCandy de JAMC, tem a força toda de um primeiro albúm de banda. A produção de Martin Hannet é genial, algo que até a própria banda teve dificuldade em absorver, e que para mim é essencial num disco. (Alberto ferraz)

Sonic Youth – Dirty (1992)
Para os puristas não será o melhor disco da banda, mas para mim, em 1992, já saturado de Nirvana e enjoado de tanto Guns & Roses e Mettalica na TV, a primeira vez que vi o videoclip de “100%”, foi um murro no estomago. Ok, uma banda que começa uma música com uma luta de feedbacks, e são a cena mais cool que tinha visto??? WTF??? Espera lá, afinal existe esperança… e partir daí abriu-se todo um novo mundo. É um disco fantástico, daqueles que quando acaba uma música sei perfeitamente qual vem a seguir, as letras, melodias. “Youth Against Fascim” foi a primeira música que aprendi a tocar na guitarra. (Alberto ferraz)

Yeah Yeah Yeahs – It´s Blitz (2009)
É um disco que roda no carro, desde o dia que saiu, por tudo o que é esta banda, pelo rainha Midas que é Karen O, e pelo guitarrista Nick Zinner. Normalmente o que me agarra é a exclusividade de uma banda, de um som, e o primeiro albúm “Fever to Tell” é uma bomba que recupera o punk rock nova iorquino com uma Pop à mistura inimitável. “It´s Blitz” é um disco que demonstra a capacidade de transformação das grandes bandas, convertendo-se um disco muito eletrónico, mas carregado de boas canções. É daqueles que acompanha as viagens desde sempre. (Alberto ferraz)

U2 – Boy (1980)
Primeiro álbum da banda irlandesa que apresenta uma maturidade bastante grande no que é um Post-Punk denso, conflituoso e provocador. Músicas como “Another Time, Another Place” arrastam-nos para uma melancolia à flor da pele. Uma vontade de compreender o mundo complexo que se apresenta à sua frente, muita das vezes aliada a melodias arrebatadoras como em “Electric Co”, que nos prendem na emoção de um mundo novo por entender. É um álbum real, palpável, sincero, mas sobretudo preocupado. (Márcio Paranhos)

The Cult – Love (1985)
The Cult é uma banda inglesa, que em “Love” transporta a estética Gótica do seu primeiro álbum, “Dreamtime”, elevando-o a um patamar claras influências de Rock/Psicadélico. “Love” é uma viagem, um busca do “Nirvana”, faixa que abre o álbum, com a certeza de que o caminho do seu som faz parte do tempo presente, à procura de vislumbrar o futuro. “She Sells Sancturary “é uma das faixas que revela o lado ousado, com uma frontalidade incomum e magnética. Este é o álbum que cristaliza a identidade de toda uma sonoridade Post-Rock. (Márcio Paranhos)

Savages – Silence Yourself (2013)
Banda inglesa, que apresenta um Post-Punk renovado, urgente, sem medo de tomar uma posição. A força da natureza que é Jehnny Beth, na sua lírica
pronta a assumir o controlo, surge como um relâmpago em músicas como “She Will”, ou “Shut Up”. O álbum é preciso mas suado, belo mas repleto de cicatrizes. Quando se ouve o álbum, sente-se cada momento, cada palavra, cada silêncio. Ficamos aprisionados a tanta franqueza, uma força da natureza que acabou de nos derrubar preconceitos. (Márcio Paranhos)

Soft moon – Deeper (2015)
Projeto musical de Luis Vasquez, “Deeper” é o terceiro álbum que nos presenteia com um Post Punk conspurcado, sombrio, que explora as profundezas da nossa existência, num mundo onde a frieza das máquinas e sintetizadores tomam conta dos nossos sentidos. Após a primeira faixa, “Black”, que nos despedaça a percepção, surge a urgente “Far”, refinada, suspirada, intensa e cheia de raiva. A faixa “Deeper” leva-nos bem fundo, a explorar aquilo que é o sub-consciente num momento onde o Post-punk penetrante transcende todo um ritual de exaltação do nosso “Pathos”. (Márcio Paranhos)

The Doors – The Doors (1967)
Dizem que o primeiro é sempre o melhor; não quer dizer que na música assim seja, mas de entre os demais, escolho o primeiro, onde tudo começou, em que o estilo irreverente das músicas e do Jim trouxeram uma espécie de rebeldia mental a uma adolescência rodeada pela música corriqueira e comercial. A cassete ficou bem gasta e o walkman levou pilhas para além do habitual. (Sofia Leonor)

E.S. Posthumus – Unearthed (2001)
Por vezes precisamos de uma fonte de inspiração que nos transporte para além do nosso mundo; O álbum Unearthed, com o seu género clássico, em
simbiose perfeita com a ousadia de um toque de electrónica, eleva a alma para um qualquer outro lugar no passado e permite que se sonhe acordado; em todos os temas uma história, uma visão, um espaço próprios. Para ouvir sem saltar faixas. (Sofia Leonor)

Descubra o novo trabalho dos From Atomic aqui.

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