The Tallest Man On Earth um anjo que aterrou na Aula Magna

The Tallest Man On Earth, nome artístico do cantor e compositor sueco Kristian Matsson, regressou a Portugal para deleite dos muitos fãs.

Com quatro álbuns e dois Ep’s editados, o músico surpreendeu ao apresentar “When The Bird Sees The Solid Ground”, uma série de cinco webisódios publicados durante a Primavera e o Verão passados. Com realização do músico, os vídeos gravados num ambiente caseiro, foram a forma escolhida por Kristian para dar a conhecer novos temas, bem como a história na base de cada um.

Foi exactamente a isso que assistimos na Aula Magna. The Tallest Man On Earth sozinho em palco, despido de distrações ou efeitos, apresentando “When The Bird Sees The Solid Groud” de uma forma directa, clean e muito intensa.

Não sendo o primeiro concerto dele a que assistíamos, a verdade é que sempre que vamos ver The Tallest Man On Earth a agitação toma conta de nós. E porquê, poder-se-à perguntar? Simples, porque nunca sabemos o que vamos encontrar. Expliquemos melhor. Saber, sabemos. Sabemos que ele vai lá estar, sabemos que as canções que nos vai dar a ouvir são sempre maravilhosas e intensas, mas não sabemos a roupagem do concerto, ou seja, de que forma serão apresentadas.

E desta vez a surpresa foi total, pois ao contrário das outras, The Tallest Man On Earth surgiu sozinho em palco vestido totalmente de branco, «És um anjo», ouve-se alguém gritar da plateia, «Anjo não sou. Só se for por estar vestido de branco», responde divertido Kristian. Aliás, este tom simples e bem disposto pautou toda a actuação durante a qual tivemos o privilégio de ouvir em formato acústico algumas das músicas mais emblemáticas do cantor, além da surpresa de termos sido os primeiros a escutar uma música nova que irá integrar o próximo trabalho de The Tallest Man On Earth. «Esta música vai fazer parte do meu próximo disco que está quase pronto», revela Kristian, «nela falo dos meus vizinhos de Nova Iorque, cidade onde habitualmente resido».

O palco é dele. É sempre assim, e mais ainda quando lá se encontra sozinho, despojado de adereços. Kristian não pára um segundo. Ele corre, dança, pula e observa. Com atenção e cuidado vai olhando para o público, tentando apreender as sensações que provoca em cada um de nós. «São o público mais simpático que eu conheço, mas hoje estão muito quietos», afirma. De facto, assim foi, imagino eu por causa do espanto de o vermos sozinho, «Não se assustem por eu não trazer músicos», afirma parecendo adivinhar o nosso pensamento, «Tenho uma orquestra inteira aqui dentro», apontando para a sua própria cabeça. E, assim foi. Não se sentiu nem por um segundo a falta de outros elementos, pois ele encheu a Aula Magna.

De guitarra(s) em punho, trazida(s) pela fiel escudeira Hannah, também ela alvo de uma bem disposta brincadeira de Kristian, ou sentado ao piano, «sempre desejei ser igual a Nina Simone, mas o próximo que consigo é isto», The Tallest Man On Earth foi desfilando um alinhamento composto de pérolas musicais, como “To Just Go Away”, “Like the Weel” e“I won’t be found”. Pelo meio tempo para um cheirinho dos seus conterrâneos ABBA e uma versão deliciosa para “I Say a Little Prayer” de Aretha Franklin. De sorriso no rosto e com o coração cheio de amor abandonamos a Aula Magna com a certeza de se ele voltar nós voltamos também, pois se The Tallest Man On Earth gosta de nós, nós gostamos ainda mais dele.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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