Mais gente num segundo dia dedicado ao hip-hop, o qual demonstra bem o quanto o Super Bock Super Rock é hoje um festival mais ecléctico.

Super Bock Super Rock 2018. Dia II. E o hip-hop foi rei

Mais gente num segundo dia dedicado ao hip-hop, o qual demonstra bem o quanto o Super Bock Super Rock é hoje um festival mais ecléctico.

Olivier > Profjam > Oddisee

Problemas técnicos impediram por duas vezes o começo do concerto de Profjam. Nada que desanimasse o rapper de Telheiras que à terceira lá conseguiu fazer ouvir a sua voz em músicas bem conhecidas do público, como “Festa Privada” e “Queq Queres”, da, por todos percebia-se bem conhecida, Mixtakes, “Uaia”, “Yabba”, “Mortalhas”, “Gwapo” e “Água de Coco”. No papel de MC, Mike El Nite. Para começo de noite tudo certo com o público a receber.

Amir Mohamed el Khalifa, aka Oddisee, foi o senhor que se seguiu. Vindo directamente dos Estados Unidos, o rapper e produtor de 33 anos apresentaram ao público português um alinhamento onde se entrelaçou hip-hop, soul e R&B. The Iceberg, o registo lançado em 2017 é ainda a base da apresentação muito apreciada pela plateia. “Like Really” e “That’s Love” deram o mote à harmonia entre o rapper e o seu público, que lhe demonstrou todo o seu apreço e dedicação. A acompanhar o músico a banda jazz Good Compny, responsável por muita da boa onda que inundou este concerto.

Slow J

Coube a Slow J estrear o Palco Super Bock neste segundo dia de festival. A acompanhá-lo Fred Ferreira na bateria e Diogo Ribeiro nos teclados e guitarra. Tendo obtido com o disco The Art of Slowing Down um tremendo sucesso (visível no concerto que deu o ano passado no Palco EDP), Slow J chegou agora ao palco maior do festival. Com uma plateia bem preenchida, o músico mostrou-se muito contente e feliz por estar ali e por tantos o terem vindo ver.

Princess Nokia

Princess Nokia, no Palco EDP, não deu descanso ao público que se percebia bem, era seu fã. Muita agitação durante todo o concerto, bem demonstrativa da enorme energia que Nokia emprega a cada prestação. Da parte do público, que não se fez rogado, uma entrega total, factor imprescindível para o sucesso do concerto. “Tomboy” e “Bart Simpson” sobressaíram do alinhamento, sendo impossível não fazer uma referência à cover de “I Miss You” dos Blink-182, verdadeira homenagem da artista às suas origens punk.

Anderson .Paak > Tom Misch > Ermo

Era por muitos o concerto mais aguardado da noite, e a verdade é que Anderson .Paak não desiludiu ninguém. Acompanhado dos Free Nationals, o músico mostrou possuir um tremendo carisma, pelo que era difícil despregar dele os olhos e, claro, os ouvidos. Do alinhamento destacaram-se “Come Down”, “The Waters” e “The Bird”. Pelo meio alguns mimos inesperados, como “Glowed Up” ou “Suede”. Em “Heart Don’t Stand a Chance”, “Sweet Gidget” e “Room in Here” salta para a bateria deixando-nos verdadeiramente impressionados com a sua tremenda habilidade para tocar e cantar em simultâneo. Impecável.

Terminámos a noite a dar uma espreitadela ao concerto de Tom Misch, no Palco EDP. O jovem músico britânico de 21 anos, chegou pela primeira vez ao nosso país trazendo debaixo do braço o seu primeiro registo discográfico, Geography. Em palco uma harmoniosa mistura de jazz, hip-hop, música de dança. Tudo ligado por uma luminosa atmosfera funky.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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