De regresso ao Parque das Nações, a edição 2018 do Super Bock Super Rock estava talhada para ser de festa. E tal profecia cumpriu-se na íntegra no primeiro dia.

Super Bock Super Rock 2018. Dia I. Um dia à nossa maneira

De regresso ao Parque das Nações, a edição 2018 do Super Bock Super Rock estava talhada para ser de festa. E tal profecia cumpriu-se na íntegra no primeiro dia.

Parkinsons

Meio caminho entre Coimbra e Londres, os Parkinsons nunca desiludem. Apesar de não ser muito o público que tão cedo se deslocou ao recinto para os ver, a banda não faz por menos e deu umas das melhores prestações desta edição. Nada que espante quem já os viu uma e outra vez. Anarquia e caos são dois elementos que fazem parte da alma punk desta banda que integra ilustres elementos da cena musical nacional. Energia descia a rodos do palco e abençoava todos os que não deslocaram pés do chão durante toda a performance de Afonso Pinto e seus companheiros. Desce do palco e atira com toda a garra a sua música para cima do público. «São os maiores», ouvimos ao nosso lado, afirmação com a qual estamos total e absolutamente de acordo.

Parcels > Temples

Directamente da Austrália, Parcels estrearam em Portugal a sua mistura de disco, funk e psicadelismo. Donos de um groove muito cool, tiveram em temas como “Overnight” ou “Bemyself” pontos altos do alinhamento. No público percebia-se a presença de verdadeiros, fãs que se mostram muito contentes com esta primeira visita da banda ao nosso país. Pelo meio solos e canções pop.

Sã uma das nossas bandas de eleição, não tendo ainda perdido um concerto que tenham dado em terras lusas. Falamos do Temples que nos brindaram com uma prestação muito simpática no Palco EDP. Já os vimos a em grandes palcos de outros festivais e sabemos bem do que são capazes perante milhares de pessoas. Ali, perante algumas centenas não fizeram por menos e voltaram a dar um bom concerto, tocando músicas que nos enchem de felicidade. Os fãs rapidamente aderiram, sobretudo às canções mais antigas, mas em nada deixaram de dar animo à banda nas canções mais recentes e, diga-se, menos conhecidas. “Sun Structures” ou “Colours to Life” continuam no nosso top de músicas preferidas que ao vivo viram verdadeiros hinos. Foi lindo.

Tributo a Zé Pedro

No Palco Super Bock, acontecia “Who The Fuck Is Zé Pedro?” homenagem ao guitarrista dos Xutos&Pontapés que contou com vários membros e familiares dos Xutos, além de convidados que interpretaram músicas bem conhecidas. Rui Reininho, tomou conta de “Morremos a Rir”, Carlão lançou-se a “Este Mundo é Teu”, Manel Cruz encantou todos com “Circo de Feras”, Manuela Azevedo cantou “Amor com Paixão” e Jorge Palma (e o seu Gang) terminou em beleza o alinhamento com “Portugal, Portugal”. No final do concerto “Remar, Remar”, seguida de “Não Sou o Único”. Impressionante e emotiva, além de muito merecida, homenagem a Zé Pedro, figura grande da cena rock nacional.

The Vaccines > XX

De regresso ao Palco EDP era altura de voltarmos a marcar encontro com os britânicos The Vaccines, nesta que seria a terceira vez de uma história que não ficará certamente por aqui. Nada falha no concerto da banda de indie rock formada em Londres em 2010. Ao longo dos anos, Freddie Cowan, Pete Robertson, Árni Árnason e Justin Young souberam crescer dando a cada concerto prestações mais coesas e cheias de intensidade. Nós que não parámos um segundo, só vos podemos dizer que belíssimo concerto. Querem um conselho? Não percam a oportunidade de sentir esta energia e esta adrenalina, pois, certamente, não vão arrepender-se.

Era, talvez, o momento mais aguardado da noite, a chegada dos XX. Vinham para ganhar e não deixaram ficar os créditos por mãos alheias, sendo que para isso muito contribuiu um set de luxo. Tendo arrancado com “Dangerous”, do último disco “I See You”, a banda deu um passeio por toda a carreira trazendo ao Altice um punhado de boas canções que fazem já parte da história dos muitos que emolduravam a sala lisboeta para vê-los e aplaudir. “Say Something Loving” e “I Dare You”, quem consegue resistir? Seguiram com “Shelter“ do primeiro disco homónimo, “On Hold” e “Crystallized”. Pelo meio, dedicatórias à comunidade LGBT e ao novo membro da família de Romy Croft. Para o final a cereja no topo do bolo, “Angels”. Perfeito para o fim de festa.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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