Super Bock Super Rock 2017 Dia II

Em dia mais dedicado ao hip-hop, fomos surpreendidos por excelentes prestações e descobertas. Foi assim o segundo dia do Super Bock Super Rock 2017.

Slow J > The Gift

Quando recebemos o disco para dar a nossa opinião pensámos, bom vamos lá ouvir mais um rapper. Pois bem, não foi nada assim. Rapidamente descobrimos que em Slow J nada é o que parece e há ali muito mais do que rap e hip-hop. Há qualidade e da boa em quantidades que nos fizeram ficar a totalidade do concerto para de lá sairmos com uma opinião ainda mais firmada de ser ele um dos grandes valores da música nacional. Vestindo o seu hip-hop de outras e renovadas roupagens, o músico consegue atrair os nossos ouvidos que, agradados, concluem ser ele alguém a não perder de vista, ou melhor, de ouvido.

O Palco Super Bock não foi pequeno para os The Gift, mas o MEO Arena foi enorme para o pouco público que ali se deslocou para ver a banda oriunda de Alcobaça. “Altar”, o nome do mais recente registo discográfico dos The Gift, serviu de base à quase totalidade do alinhamento do concerto. Jogos de luzes e uma prestação de palco digna de nota fizeram deste um excelente concerto. Pena foi que poucos o tenham presenciado. Destaque para “Big Fish”, “Lost and Found” e “Love Without Violins”.

Octa Push > Akua Naru

No Palco LG by SBSR.FM tivemos ainda tempo de espreitar o animado concerto dos Octa Push. Uma grande festa foi o que ali aconteceu, o que é apanágio da banda que espalha alegria por onde passa. Dois destaques do mais recente trabalho: a guitarra de Tó Trips e a voz de Catarina Morena no tema “Please Please Please”.

A poetisa americana que reside na Alemanha, Akua Naru, apresentou-se no Palco EDP dando um concerto que agradou e muito aos fãs. Super alinhada com o público, a artista soube cativar e manter as hostes bem animadas. Claramente um momento alto do dia.

NBC > Língua Franca

Por esta altura já o Palco LG by SBSR.FM batia forte e feio ao som de NBC. Poderoso na forma como interage com o público, o músico elogiou Slow J, relembrando que também ele faz um hip-hop diferente. Visualmente um concerto apelativo, destaque para as asas de anjo que servem de vestimenta ao músico na parte final da prestação.
De regresso à pala, ou melhor, ao Palco EDP era a vez de os Língua Franca mostrarem ao vivo o que valem. O colectivo liga Portugal e Brasil. Os portugueses Capicua e Valete juntam-se aos brasileiros Emicida e Rael. Juntos lançaram o disco homónimo do qual ali em cima do palco sobressaíram os temas “Fim da Ditadura” e “Rap Consciente”. Mas muito mais se foi ouvindo, além de temas que todos reconhecemos na voz de Capicua. Do alinhamento fizeram parte “(A)tensão!”, “A Chapa é Quente”, “Ideal” e “Ela”, entre tantas outras.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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