Super Bock Super Rock 2013 Dia III

Tara Perdida > Miss Lava

Última noite de um festival que este ano fez jus ao nome, pois rock foi algo que não faltou no Meco. A espectativa era muita para ver o nome grande que daria por terminada a edição 2013, mas antes da entrada em cena dos Queens of The Stone Age muito havia ainda para ver e ouvir.

As honras de abertura deste derradeiro dia foram entregues aos portugueses Tara Perdida, que no Palco EDP fizeram de tudo para animar o povo que ia chegando à Herdade do Cabeço da Flauta. Formados no Verão de 1995, os Tara Perdida estiveram 5 anos sem gravar. Considerados como um dos baluartes do punk rock nacional, regressaram aos discos com o recente lançamento de «Dono do Mundo», o seu sétimo registo de originais. Ao comentário do vocalista João Ribas «não estou a ver pó nenhum», o pessoal mexeu-se com a consequente poeira a inundar o ar. Faz parte. Não podia ser de outra forma! «O que é que eu faço aqui?» deu o mote para um concerto animado, que serviu como um bom aperitivo para o resto da noite.

Os senhores que se seguem dão pelo nome de Miss Lava e incendiaram o Palco Super Bock. Tendo assinado recentemente contrato com a editora norte-americana Small Stone Records, o quarteto nascido em 2005 desconcertou quem não conhecia o seu rock pesado cheio de batidas frenéticas. Do alinhamento faziam parte temas do EP homónimo lançado em 2008, do primeiro álbum de originais que chegou ao mercado em 2009, «Blues For The Dangerous Miles», e, claro, músicas do seu mais recente trabalho, «Red Supergiant», editado em Setembro de 2012.

Asterisco Cardinal Bomba Caveira > Ash

Com os horários do Palco Antena3 todos trocados, passagem rápida pelo Palco EDP onde tocavam os Asterisco Cardinal Bomba Caveira, banda composta por um grupo de amigos ainda adolescentes que têm no amor pela música a sua mais-valia. Seguiram-se os We Are Scientists que actuaram para uma plateia muito bem composta de gente que ali estava para os ver, não ligando quase nada ao facto de que no palco principal tocarem os Ash. Estes últimos estiveram mornos numa actuação que passou em revista as praticamente duas décadas de existência da banda.
Voltando aos We Are Scientists, os norte-americanos mostraram um enorme à vontade perante um público que mostrou ser fã, «obrigado. Estão todos bem?» perguntou o vocalista, dando rapidamente a resposta, «se não estiverem digam que nós arranjamos forma de resolver isso!» Não foi preciso pois estávamos todos muito bem!

We Are Scientists > Gary Clark Jr.

Palco Super Bock, hora de receber mais uma estreia, desta feita Gary Clark Jr., músico norte-americano desejado por muitos. Sem artifícios, o músico não desiludiu quem tanto ansiava vê-lo por cá, demonstrando a garra que faz um verdadeiro bluesman. Inspirado e intenso, um concerto, para muitos, perfeito.

Chk Chk Chk > Queens of the Stone Age

Subida a ladeira foi no Palco EDP que demos o nosso pezinho de dança da noite, ao som dos !!!, os três pontos de exclamação que nos deixaram literalmente vidrados. Ou melhor, vidrados na animação desenfreada do vocalista Nic Offer, que trajando uns minúsculos calções coloridos não parou de dançar um segundo, de desafiar o público e de pular! Como a alegria é contagiosa não nos fizemos rogados e acompanhámos a dança.

De acordo com dados fornecidos pela organização eram 30 mil as pessoas que se encontravam no recinto à hora marcada para o concerto dos Queens of the Stone Age. Uma hora e meia de um concerto equilibrado de onde destacamos as canções de «Songs for the Deaf», como «No One Knows». Impossível resistir a um Josh Homme quando decide apelar ao nosso coração, arrancando sorrisos com «Make It Wit U». A última poeirada da noite (não houve encore) chegou com «Song for the Dead», a canção que fechou, e bem, um concerto que encerrou com chave de ouro uma edição muito roqueira do Super Bock Super Rock.

Ambiente

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

You May Also Like

Dia 13 de Outubro. Podia ser uma sexta-feira, mas não foi. Dia 13 de Outubro foi um sábado. O mesmo sábado que o Indiegente ganhou vida.

Indiegente Live 2019 toma conta do LAV no dia 19 de Outubro

Mão Morta no LAV não há frio que nos derrube

Conheça a noite em que falhar é a palavra de ordem

Detalhes do Bairro de Alvalade, Graziela Costa, no Centro Comercial Alvalade

error: Conteúdo protegido. Partilhe e divulgue o link com o crédito @lookmag.pt