Smashing Pumpkins no Campo Pequeno

Foi há muitos anos que a nossa relação de amor com os Smashing Pumpkins começou. No seu decurso discos e concertos onde tivemos ocasião de ouvir e assistir ao (para nós) génio de Billy Corgan. Hoje passados todos estes anos, descobrimos que o génio até lá pode estar, mas que a alma do que os Smashing Pumpkins eram para nós já não.

Campo Pequeno cheio, mesmo cheio, e depois de uma primeira parte assegurada pelos Ringo Deathstarr, foi a vez dos Smashing Pumpkins subirem ao palco. A liderar, como sempre, Billy Corgan (único membro da formação original), seguido dos restantes membros da banda Jeff Schroeder, guitarra, Nicola Fiorentino, baixo, e Mike Byrne, bateria.

Sem trocar uma palavra com o público, coisa que só fez quase no fim do concerto, Corgan deambulou pelo novo “Oceania” (a editar em 2012) primeiro com “Quasar” e “Panopticon” e lá mais para a frente com “Oceania” e “Pale Horse. Dos velhinhos, mas para nós tão bons trabalhos dos SP, ouviu-se no campo Pequeno, entre outras, “Starla” (Pisces Iscariot, de 1994), “Muzzle” (Mellon Collie and the Infinite Sadness, de 1995), “Silverfuck”, “Geek U.S.A.”, “Soma” e “Cherub Rock” (do Siamese Dream, de 1993). O final algo apoteótico da noite chegou com “Tonight, Tonight”, seguido do único encore com “Today” e “Bullet with Butterfly Wings” o que levou o Campo Pequeno ao rubro!

Voltando à alma… Corgan surgiu perante nós como um estudioso da guitarra o que esteve bem perceptível nos solos que desempenhou ao longo do concerto, mas isso não é Smashing Pumpkins…isso é Corgan, ponto final! Dos Smashing Pumpkins fica a saudade de um colectivo de luxo e uma mão cheia de excelentes canções que nos têm acompanhado ao longo dos anos.
Fotos e texto de look-mag.com

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