“SALÃO LISBOA” – Mostra de Cinema Português ao Ar Livre

Nos sábados, de 9 a 30 de Julho, o Alvalade Cineclube volta com a 2ª edição do “Salão Lisboa”, um reavivamento da memória dos cinemas de rua, no “bairro do cinema”: Alvalade.

Ao longo de quatro semanas, o Salão Lisboa recebe toda a cidade em espaços que representam a memória do cinema, da cidade e do país, dando a oportunidade de cinema português no verdadeiramente grande ecrã, ao ar livre.

O jardim junto ao King Triplex, no Quarteto, no espaço exterior junto ao Caleidoscópio e no Jardim dos Coruchéus, a dois passos do ABCine, será montado o ecrã e a plateia e projectando cinema português.

As sessões terão os seguintes filmes: Kilas, o Mau da Fita, de José Fonseca e Costa (1980), Já Estou Farto!, de Paulo Antunes (2021) e a A Cidade Branca, de Alain Tanner (1983) e Alcindo, de Miguel Dores (2021).

São projecções de cinema ao ar livre. 4 dias, 4 filmes, 4 memórias, 1 sessão por dia, 4 oportunidades para afirmar o cinema feito por realizadores, histórias, actores e imagens, luzes e espectadores em Portugal.

A entrada é gratuita.

Foram centenas os cinemas de Lisboa.
Dos anfiteatros gigantescos aos salões sociais e aos pequenos estúdios, os cinemas da cidade ofereceram histórias, universos e imagens de forma generosa durante um século. Hoje, existem três cinemas de rua em Lisboa, resistentes ao avanço dos complexos comerciais e das novas plataformas.

Em Alvalade existiram nove cinemas a funcionar em simultâneo, com perto de 20 salas. Foram milhares de lugares únicos para abrir os olhos e deixar entrar tudo oque a sétima arte queria mostrar. No mesmo tempo, a “cidade nova”, desenhada a régua e esquadro, acolheu a geração do Cinema Novo português, com Fernando Lopes, Paulo Rocha eoutros tantos olhares curiosos a deambular entre o Vá-Vá e o Luanda, entre o ver, o fazer e o filmar.

Hoje existe um cinema em Alvalade, mas as memórias do King Triplex, do Quarteto, do Caleidoscópio e do ABCine permanecem. O objectivo é então resgatar estas memórias do cinema, na cidade, em Alvalade, com o coração no passado e o olhar no futuro.

Programa:

👉 9 JULHO // PLACES (EDIFÍCIO DO QUARTETO) – “KILAS, O MAU DA FITA” (Ficção – José Fonseca e Costa, 1980)
👉 16 JULHO // JARDIM DOS CORUCHÉUS – “JÁ ESTOU FARTO!” (Documentário – Paulo Antunes, 2021)
👉23 JULHO // JARDIM DO CAMPO GRANDE JUNTO AO CALEIDOSCÓPIO – “A CIDADE BRANCA” (Ficção – Alain Tanner, 1983)
👉 9 JULHO // JARDIM DO CINEMA KING – “ALCINDO” (Documentário – Miguel Dores, 2021)

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