Russian Circles vieram ao LAV dar um banho de som e muita emoção

Devido à pandemia muitos concertos foram cancelados e outros adiados. Foi o caso da vinda dos Russian Circles os nosso país que se concretizou agora em dois concertos, um no Porto e outro em Lisboa. Pela mão da Amplificasom, os norte-americanos chegaram, tocaram e encheram o LAV de som e muita emoção.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

Seattle é a casa dos Helms Alee. Coube a eles a tarefa de abrir o concerto dos Russian Circles, a qual cumpriram com distinção. Com o seu som noise rock/sludge, os três elementos conseguiram cativar o público com o seu groove pesado. Visivelmente contentes por estar em palco, brindaram o LAV com um alinhamento capaz e bastante cativante, surpreendendo uns, e servindo de certeza a outros. A verdade é que a banda já tinha servido de “suporte” aos Russian Circles em 2015 quando visitaram o nosso país, mas desta feita apresentaram-se ainda mais eficazes.

Indo buscar o nome a um termo náutico, mais precisamente bordejar, ou seja, navegar em ziguezague, a banda soube trilhar um caminho em linha reta diretamente até aos ouvidos de cada elemento do público. Um som que podemos caracterizar como hibrido, veio por a descoberto um novo rumo musical decidido pela banda. O trio, composto por Ben Verellen (Harkonen, Roy, These Arms Are Snakes), Dana James e Hozoji Margullis, vai alternando nos vocais, unindo as três vozes pontualmente para se aventurarem em inovadoras harmonias.

Nada demove os Russian Circles. Com o passar dos anos, a banda apresenta-se indestrutível com um som em tudo poderoso e intenso. Bastante bem composta, a sala dois do LAV mostrou-se perfeita para acolher esta torrente de energia. Em cima do palco o baixo de Brian Cook, a bateria de Dave Turncrantz e a guitarra de Mike Sullivan mostraram a raça de que são feitos. Vindos de Chicago, os Russian Circles regressaram aos nossos país para apresentar “Blood Year”. Foi precisamente sobre ele que falámos com o trio numa conversa que podem reler aqui.

Uma força musical avassaladora dá razão aos muitos fãs que ali afirmavam ser esta uma das melhores bandas do mundo. Impossível não concordar, quando nós próprios nos sentimos levitar presos nas cordas da guitarra, de onde só vínhamos a terra com o poder da bateria. Balançando entre a magia de alguns silêncios e o galopar de um som estonteante, os norte-americanos fizeram transpirar quem, como nós, entrou sem pudor na sua viagem musical e sensorial.

Ao fim de 15 anos podemos afirmar que se, até hoje, já deram muito de si, os Russian Circles mostram ter ainda muito mais para dar. E nós cá estaremos para os receber.

Helms Alee

Russian Circles

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