Pontos Negros no Ritz Clube

Chama-se Soba Lobi e já roda na rádio e cá em casa desde há uns meses. Mas, a verdade é que, e apesar de já os termos visto ao vivo com estas canções, o último registo de originais dos Pontos Negros, não tinha ainda sido devidamente apresentado, uma apresentação daquelas “à séria”. Mas foi-o no passado sábado, num concerto que reuniu fãs e amigos da banda que durante um par de horas acompanharam os músicos pela sua história.

Gravado nos estúdios de Abbey Road, em Londres, o álbum trouxe os Pontos Negros ao bom caminho, pelo menos aquele que nos agrada mais que eles percorram. O caminho das canções arrojadas e das letras que revelam um inteligente sentido de humor.

“Boa noite”, cumprimentou Jónatas Pires, “pessoal ai em cima ainda há muito espaço cá em baixo…” falou, dirigindo-se ao público que se encontrava no balcão do Ritz e que desafiou a chegar-se mais ao palco. “E agora vamos começar”, rematou Jónatas na introdução ao concerto que levaria mais de duas dezenas de canções à mítica sala lisboeta.

“Aprendi piano com a Olguinha” deu o pontapé de saída, logo seguido de “Magnífico Material Inútil” música que deixou todos a dançar. Na introdução à primeira canção do novo álbum que integra o alinhamento da noite, “Tudo Floresce”, ouve-se “a próxima é de um disco que se chama Soba Lobi e vai ser assim”. Seguiu-se “Eu + Eu = Ninguém”, também do novo registo de originais, ao qual se seguiu “Sub-Zero” e “Senna” de Soba Lobi.

Em palco, Jónatas, Filipe, David e Silas não só tocaram como se divertiram, o que é sempre bom de ver. Ao coletivo juntou-se João Coração, o único convidado da noite, na interpretação da música “Muda que Muda”.

Formados em 2005 em Queluz, Os Pontos Negros trouxeram novos ingredientes ao rock que se faz cá pelo burgo, agitando qb a cena musical nacional. Isso mesmo deu para perceber com músicas como “Salomé”, “Duro de Ouvido”, “15 Dias” ou “Conto de Fadas”. Do novo trabalho pudemos ainda escutar “Prolongamos o Sonho”, “Gabriela”, “Negrume” e, já no encore, “Queda e Ascensão”.
A noite, já longa, termina com “Armada de Pau” e com um “obrigado por terem vindo. Até à próxima”.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro
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