Partir é mais uma chegada.

A pior hora de espera é a última. Essa é sempre interminável. E é nesse momento que nos lembramos de tudo o que nos espera no fim da viagem toda: casa.

Foi na estação de Chamartín, em Madrid, que vivi a minha maior hora de espera, enquanto não era altura de entrar no último comboio desta viagem.

Comecei por pensar no que devia fazer quando chegasse a Lisboa. Nos cafés, jantares e passeios que tinha pendentes. E assaltam-me as caras que fui conhecendo com quem não poderei marcar cafés, jantares nem passeios tão cedo. E os lugares onde estive, onde não poderei marcar cafés, jantares nem passeios para já.

Para já. Porque eu volto. Venho dos Balcãs com o maior amor do mundo pelas suas gentes e os seus lugares. Com uma curiosidade maior do que tinha quando parti. E com a certeza renovada que partir é mais uma chegada: aos outros, ao mundo e a nós. E que, como diz a minha amiga F., viajar sozinha é uma viagem a dobrar: pelos lugares e por nós adentro.

Entro no comboio. Alguém pergunta para a outra ponta da carruagem: “Alguém sabe quanto ficou o jogo do Benfica?”

Relembre A ventura da Sofia pelos Balcãs  http://look-mag.com/2012/08/01/acompanhe-a-aventura-da-sofia-pelos-balcas/

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