Parabéns, Sabotage!

Foi só depois de o Benfica garantir lugar na Liga Europa com um empate frente à Juventus que o Sabotage Rock Club começou a encher para a celebração do seu primeiro aniversário. E era este o tema que dominava as conversas ao início tímido da noite de 1 de Maio, no espaço que o Cais do Sodré viu nascer a 30 de Abril de 2013.

A promessa era clara e convidativa: celebrar o sucesso de um projecto que se lançou com vontade de reunir num dos lugares da moda aqueles cujos gostos se afastam do mainstream; um espaço para ouvir boa música, para os verdadeiros amantes do rock. Clientes e amigos não podiam ter respondido melhor ao apelo do Sabotage.

A noite arrancou com o concerto dos The Jack Shits, malta bem disposta que entrega ao rock a alma e o coração. E as t-shirts, como acontece pouco depois do início do alinhamento, onde se conta o álbum de estreia ‘The Fine Art of Bleeding’. À primeira fila comparecem os amigos da banda e da casa. Ao longo da noite esta massa que se junta num “headbanging” moderado revela o sucesso de um dos objectivos do Sabotage, que ambicionou tornar-se a Meca do rock. É aqui que se refugiam da noite concorrida do Cais do Sodré e do Bairro Alto os rockeiros de cabelo comprido (e um frutado copo de gin na mão; afinal ninguém escapa a esta moda); as rockabillies de cabelo bem penteado e lábios vermelhos; os guardiões do espírito punk; os veteranos do rock a quem é permitido usar óculos de sol em espaços fechados.

Não há espaço para inibições, até porque o palco está à distância de um degrau – e convida a algumas invasões por parte do público. Também ajuda na altura de reabastecer a banda de cervejas, processo que se revelará frequente em noite de festa e de calor.

Nas paredes, os cartazes dos concertos que fizeram o primeiro ano do Sabotage. São já mais de 150 e incluem nomes como Jucifer, Lur Lur, Os Irmãos Catita, First Breath After Coma, Becky Lee, Screaming Mad Wolves, The Quartet of Woah, The Psycho Tramps, Bruto and The Cannibals, Mata-Ratos, Ex-Votos, Moe’s Implosion, Time For T, The Parkisons.

E esta lista juntam-se algumas bandas repetentes na casa, projectos nacionais que ajudaram a fazer da festa de aniversário um festival que se prolongou até à noite de 2 de Maio. Depois dos The Jack Shits, é a vez de Fast Eddie Nelson prestar homenagem ao Sabotage depois de ter estado também na festa de inauguração do espaço. Antes de se entregar a noite ao DJ residente David Polido, subiram ao palco d3o, com o novo ‘Love Binder’ no bolso. Na segunda noite, a festa ficou a cargo de Bed Legs, Bicho do Mato e Dapunksportif, ainda com direito a DJ set de David Polido e Tiago Castro.

Texto: Filipa Moreno
Fotos: Luís Pissarro
Reportagem fotográfica com o apoio Canon Portugal www.canon.pt/

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