Ozzy Osbourne “não morreu”. O artista vai “viver para sempre” em forma de holograma, revela a família
A família de Ozzy Osbourne está envolvida num projeto tecnológico que pretende recriar digitalmente o icónico vocalista através de inteligência artificial e hologramas interativos. A iniciativa resulta de uma parceria entre as empresas Hyperreal e Proto Hologram, com o objetivo de criar uma versão virtual do artista capaz de interagir com fãs.
O projeto recorre a tecnologia de inteligência artificial avançada e sistemas holográficos em tamanho real, permitindo reproduzir voz, expressões, movimentos e traços característicos do músico. De acordo com as entidades envolvidas, o desenvolvimento baseia-se exclusivamente em material autorizado pela família, incluindo gravações de voz, imagens de arquivo e registos de atuações ao vivo.
A Hyperreal refere que o objetivo passa por recriar não apenas a imagem do artista, mas também uma presença digital coerente com a sua personalidade. Já a Proto Hologram será responsável pela projeção holográfica e pela componente interativa da experiência, que permitirá aos fãs comunicar com a versão digital de Ozzy Osbourne.
O anúncio gerou diferentes reações entre o público, com parte dos fãs a demonstrar curiosidade e entusiasmo, enquanto outros levantam questões éticas sobre a utilização de inteligência artificial para recriar figuras públicas após a sua morte. Ainda assim, Jack Osbourne veio defender o projeto, sublinhando que o mesmo está a ser desenvolvido de forma respeitosa e que reflete uma ideia discutida ainda em vida pelo músico.
Segundo Jack Osbourne, a tecnologia utilizada permite um nível de realismo elevado, muito acima de soluções convencionais de inteligência artificial, possibilitando a integração do “Ozzy digital” em diferentes formatos de conteúdo e experiências interativas.
Sharon Osbourne também tem destacado o potencial da iniciativa, referindo a possibilidade de os fãs interagirem diretamente com uma recriação digital do cantor, que responderá com base na sua voz e personalidade.
Apesar da controvérsia, os envolvidos acreditam que o projeto poderá abrir novas possibilidades na preservação de legados artísticos e na forma como o público interage com figuras icónicas da música.