Optimus Alive 2013 Dia II

DIIV > Wild Belle

Poucas horas de sono depois era hora de voltar a rumar até Algés. Como nós, foram muitos os que optaram por chegar cedo, num dia em que o cartaz era claramente mais do nosso agrado. O público mais velho, mais calmo e, sem dúvida, mais civilizado foi enchendo desde logo o Palco Heineken onde os DIIV, para nossa alegria, fizeram as honras de abrir as hostilidades musicais do dia. O projecto do músico Zachary Cole Smith tem vindo a despertar interesse tanto por parte do público como da imprensa especializada, desde que chegou ao mercado o disco Oshin, no verão do ano passado. Para este concerto as espectativas eram muitas e isso percebia-se bem no público que mostrou conhecer bem os autores de “Doused”. Além das músicas tocadas com um entusiasmo que surpreendeu quem tem acompanhado as críticas feitas aos concertos da banda nova-iorquina (nada abonatórias) houve ainda tempo para cantar os parabéns ao baixista Devin e para Zachary pedir ao público que atirasse antibióticos para o palco!
Enquanto no palco principal tocavam os portugueses Oquestrada, no Palco Heineken Wild Belle trazia um reggae pontuado com um ska e um saxofone que não nos enchendo os ouvidos fez com que a tarde passasse um pouco mais descontraída entre uma cerveja e dois dedos de conversa. Pois, não nos comoveram não.

Jurassic 5

Pelas 19h10m dava início no Palco Optimus um dos grandes momentos do dia, o concerto dos Jurassic 5. Ao pedido “vamos fazer barulho” ninguém se sentiu acanhado pelo que foi ver todos a dançar ao som da banda norte-americana que durante uma hora tomou as rédeas de um festival pouco habituado a estes ritmos. Oriundos da Califórnia mostraram estar em excelente forma apesar dos sete anos de paragem, pelo que se alguém estivesse “de pés atrás” quando os músicos aterraram no palco, no final não havia quem não abanasse os pés, as pernas e os braços ao som compassado de um hip-hop que deixou certamente boas memórias aos festivaleiros.
Rhye é homem. Passamos a explicar: quando o projecto musical nascido em Los Angeles começou a ser tocado nas rádios surgiu a dúvida de quem seria a pessoa por detrás da voz, a qual afeminada sugestionava uma mulher. Errado. A dupla surgiu em 2010 e é composta por dois elementos do sexo masculino, o cantor canadiano Mike Milosh, e o produtor dinamarquês Robin Hannibal tendo lançado em 2013 o seu primeiro registo de originais Woman. Chegaram, tocaram e deixaram satisfeito um público que em número bastante simpático se tinha juntado na tenda que abriga o Palco Heineken.

Editors

Regressados ao palco principal, por lá ficaríamos para ver primeiro The Editors e de pois os Depeche Mode. Gostamos dos Editors e continuamos a achar que são uma boa banda que dá bons concertos, e este não foi diferente dos anteriores que tivemos ocasião de ver. Os britânicos que não nos cativaram com o seu mais recente disco de originais, continuam a deixar-nos encantados quando interpretam “Munich”, “Racing Rats” ou “Papilon” música com que terminaram o concerto. As guitarras estão lá com uma presença marcante e determinante como que a balizar a voz de Tom Smith, tal como estiveram em 2005, data de lançamento do primeiro registo da banda, The Back Room.

Depeche Mode

Não gostamos de “Just Can´t Get Enough”, mas gostamos dos Depeche Mode. Porque os Depeche Mode são muito mais do que esta música menor, são “Walking in My Shoes” e “Precious”, são “I Feel You” e “Enjoy the Silence” e foram um concerto que tão depressa não vamos esquecer. Formada em 1980, a banda de David Gahan e Martin L. Gore chegou ao Passeio marítimo de Algés para deixar memórias nos milhares de pessoas que ali se deslocaram só para os ver. E conseguiram! Olhos nos olhos, os Depeche Mode comunicaram com cada um dos presentes fosse através de lembranças antigas (via-se nostalgia em muitas das caras), fosse através de emotivas descobertas recentes (causadas em primeiro lugar pelo seu mais recente trabalho). O alinhamento que na nossa opinião esteve equilibrado, deu a oportunidade à banda de revisitar a sua já longa carreira, mas, simultaneamente, de dar a conhecer ao vivo músicas dos seu excelente último álbum. E Dave? Bom, Dave é único. Com uma forma física invejável, cativou com a sua voz e a sua expressão corporal. Quem já os tinha visto catalogou o concerto como “morno”, como não foi esse o nosso caso catalogamos de “memorável”!

Legendary Tigerman > Hercules and Love Affair

Não foi de todo a primeira vez que nos cruzámos com Legendary Tigerman, mas foi certamente uma das que mais gostámos. O concerto que trouxe ao Optimus Alive veio acompanhado de uma batida bem mais rock, talvez devido ao facto de Paulo Furtado se ter feito acompanhar do músico Paulo Segadães, baterista de Vicious Five e guitarrista de bandas como Men Eater e X-Acto, que aos comandos da bateria deu toda uma nova força às músicas. Antes do merecido descanso tempo para dar uma espreitadela ao Palco Heineken no qual actuavam já os Hercules and Love Affair. Sentimo-nos de imediato transportados para uma Nova Iorque cheia de glamour onde as lantejoulas acompanham os movimentos dos corpos ao ritmo dos sons dançáveis da banda norte-americana.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro
Reportagem fotográfica com o apoio Canon Portugal www.canon.pt/

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