Numa noite fria de outono os Opeth aqueceram a Sala Tejo com o seu metal progressivo

Chegaram da fria cidade de Estocolmo para, numa fria noite de outono, darem luz e encanto especial a uma Sala Tejo repleta de fãs. Falamos dos Opeth.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

Estava tudo pronto para os receber em 2021, mas devido à pandemia a celebração dos 30 anos de carreira dos Opeth só aconteceu com os seus fãs portugueses um ano depois, mais precisamente no passado dia 26 de novembro. Denominada Opeth by Request “Evolution XXX” a digressão passou pela sala lisboeta trazendo até ao Parque das Nações fãs oriundos de todo o país.

Horas antes de abrirem as portas, já eram muitos o que se iam concentrando nas imediações do Altice, em cuja sala adjacente decorreria o concerto. Pelas t-shirts percebia-se bem ao que vinham e quais eram as suas expectativas: altas como nos revelaram alguns. Mas antes do suecos subirem ao palco, o ambiente aqueceu com a prestação dos Voivod. Oriundos da cidade Jonquiere, no Quebec, os canadianos deram o máximo ao apresentar o seu característico thrash metal. Com uma já longa história, a banda liderada por Snake na voz, fez questão de apresentar ao público nacional o seu 15.º álbum de estúdio, «Synchro Anarchy», editado a 11 de fevereiro passado pela Century Media Records. Away na bateria, Chewy na guitarra e Rocky no baixo compõem o resto do ramalhete da banda que, criada no longínquo ano de 1984, se aproxima rapidamente da marca das quatro décadas de atividade sem grandes interrupções. Um marco de facto assinalável!

É praticamente impossível falar em metal progressivo e não fazer referência aos Opeth. Nascidos na capital da Suécia e a comemorar trinta anos de carreira, continuam ainda hoje a pontuar como uma das propostas mais aplaudidas e influentes no que diz respeito à música pesada. Tendo passado por algumas mudanças no alinhamento, há uma figura que desde o primeiro momento se mantém constante e dá pelo nome de Mikael Åkerfeldt. Vocalista, guitarrista e compositor, foi considerado um dos “100 Maiores Guitarristas de Heavy Metal de Todos os Tempos” pela Guitar World, figurando ainda em nono lugar no livro “Os 100 Maiores Guitarristas de Metal”, numa lista que integra ainda nomes como Dave Mustaine e John Petrucci. Quem compareceu ao chamamento da banda e se dirigiu à Sala Tejo percebeu perfeitamente o motivo dessas nomeações, pois durante mais de uma hora o músico demonstrou bem a sua tremenda qualidade. Foi no ano de 1990 que os Opeth surgiram para dar inicio a uma história frutuosa cheia de sucessos e à qual fizeram questão de juntar os fãs pois foi a eles que deram a oportunidade (e a responsabilidade) de escolherem os temas que integraram o alinhamento da noite que terminou com a banda a mostrar uma bandeira portuguesa trazida por uma fã.

Voivod

Opeth

You May Also Like

Sabbat, Sarcófago e Bölzer lideram as primeiras confirmações do SWR Barroselas Metalfest 2027

Fim de uma era: Floor Jansen abandona os Nightwish e o futuro da banda fica em aberto

Dead End regressam com “Cold Hard Truth” e prometem hardcore sem concessões

Ptolemea revela o lado mais íntimo de “Kali” numa nova sessão acústica gravada na Dinamarca

error: Conteúdo protegido. Partilhe e divulgue o link com o crédito @lookmag.pt