NOS Alive 2018. Dia III. A magia invade Lisboa

Terceiro e derradeiro dia de uma edição perfeita e memorável onde os Pearl Jam fizeram felizes os milhares de fãs que há muito esgotaram os bilhetes para este dia.

The Last Internationale

Abriram o último dia do palco principal do NOS Alive, mas já não são nenhuma novidade. Bem pelo contrário, os The Last Internationale são velhos amigos do público nacional. «Tudo bem?», questiona Delila Paz, «last time we were here [it] was a few years ago, but we’re happy to be back». Enquanto isso já Edgey, o guitarrista, corria e saltava em cima do palco de t-shirt da nossa selecção vestida. “Killing Fields”, “Wanted Man” dedicada a Donald Trump, e “A Change is Gonna Come” foram momentos bonitos de um alinhamento que a todos agadou e que terminou com “1968”.

Marmozets > Real Estate

A banda apresentou o segundo álbum “Knowing What You Know Now” cujos singles “Play” e “Habits”, lançados em 2017, foram muito bem aceites pelo público. Apontados como a grande revelação no Reino Unido com o álbum de estreia “The Weird and Wonderful Marmozets”, em 2014, foram distinguidos pela Kerrang!. A vocalista Becca Macintyre destacou-se em palco devido a uma tremenda força e entrega. A banda londrina teve assim uma estreia impressionante e ambiciosa, com uma actuação impecável.

Melodias estonteantes foi aquilo que os Real Estate trouxeram ao NOS Alive. Uma plateia aberta a recebê-los que se percebia bem o quanto gostavam deles, deu o toque certo a um momento de festa. As guitarras e a voz de Martin Courtney actuaram como um bálsamo que a todos encantou. Mas eles também gostam de nós, tanto que confessaram ficar por Lisboa mais uma semana!

Franz Ferdinand

Como sempre incansável nas interacções e nos elogios à plateia, Alex Kapranos foi um dos reis do dia. Sem parar um segundo ele dança, ela canta, ela pula, ele toca! De um alinhamento impecável destacamos “Walk away”, “Take Me Out” e “This Fire”, a perefita loucura comum entre banda e púbico. Nada a apontar! Impecável.

Clap Your Hands Say Yeah > At The Drive-In

Pop-rock melódico, com energia qb foi aquilo que deram os Clap Your Hands Say Yeah. Destacaram-se do alinhamento algumas canções como “Upon This Tidal Wave of Young Blood”.

Devido ao facto de os Pearl Jam terem proibido o funcionamento de outros palcos durante a sua actuação, o concerto dos At The Drive-In sofreu um atraso tendo sido, inclusive, encurtado. Uma mera meia hora de concerto que deixou os fãs bastante desiludidos, mas que a banda de Cedric Bixler aproveitou dea melhor forma possivel, não tão caótico como se esperava mas ainda assim bem boa destacado-se temas como “Hostage Stamps”, “Governed by Contagions” e “One Armed Scissor”.

MGMT > Perfume Genius

Já muito tarde devido a atrasos na desmontagem dos palco dos Pearl Jam e montagem do seu próprio palco, os norte-americanos MGMT tentaram dar música a um público ansioso por dar um passinho de dança. Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser apresentaram-se mais calmos, mais tranquilos, sendo que a animação chegou com “Time To Pretend” e “Kids”.

Perfume Genius encerrou o Palco Sagres e esta edição do NOS Alive. Somos fãs mas aqui confessamos que o adiantado da hora e depois de três dias de festival já se fazia sentir. Teria merecido outro destaque.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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