Coberto de verde, o recinto do NOS Alive aguardava os muitos que ali desejavam viver alguns dos melhores dias das suas vidas. E assim foi. A edição de 2018 não desiludiu e o primeiro dia cumpriu todos os desejos dos festivaleiros.

NOS Alive 2018. Dia I. Muito amor para dar

Coberto de verde, o recinto do NOS Alive aguardava os muitos que ali desejavam viver alguns dos melhores dias das suas vidas. E assim foi. A edição de 2018 não desiludiu e o primeiro dia cumpriu todos os desejos dos festivaleiros.

Juana Molina > Miguel Araújo > Jain

Filha do cantor de tango Horacio Molina e da atriz Chunchuna Villafañe, coube à argentina Juana Molina abrir a nossa edição do NOS Alive. Após o golpe de estado na Argentina, em 1976, Juana e a família fugiram do país tendo vividos exilads em Paris até 1981. Já na terra natal, Juana dedica-se à música tendo lançado o seu primeiro disco em 1996, Rara. Vencedora de alguns prémios, Juana lançou no ano passado Halo, o sétimo registo discográfico que serviu de base ao concerto que encantou muitos dos fãs que ansiavam por esta estreia em solo nacional. Bastante equilibrada, uma prestação que mereceu muitas palmas por parte da plateia.

Coube ao músico alentejano Miguel Araújo dar início aos concertos do Palco NOS. Com tranquilidade e profissionalismo, cumpriu bem a tarefa, oferecendo a quem por lá já estava à espera de outras músicas, um bom espectáculo.

Muita festa e alegria no concerto da francesa Jain. Com o Palco Sagres cheio, não foi difícil para a artista por todos a dançar ao som da sua electróbica pontuada aqui e ali com batida africana, sempre dançante, sempre cativante. “Are you ready to dance?», pergunta Jain, ao que o público responde com um coordenado bambolear de corpos. Uma festa.

Bryan Ferry > Wolf Alice

Já nos tinhamos cruzado com o líder dos Roxy Music há uns anos, e se na altura nada ficámos desiludidos agora, no Palco NOS, ficámos irremediavelmente rendidos ao charme e classe deste grande senhor. Envelhecer é uma chatice valente, mas é preciso arranjar um antídoto que lhe retarde os sinais e Brian Ferry já o conhece: a música. Cheio de pinta, consegue cativar todas as gerações de uma forma transversal e impecável. A elegância de um alinhamento irrepreensível fez-se de temas como “Don’t Stop The Dance”, “Slave to Love”, “Let’s Stick Together” ou “Avalon”. Nada a apontar. Tudo perfeito.

Segunda visita dos Wolf Alice ao NOS Alive revelou-se confirmação do caso de amor entre a banda e o seu público. Os músicos, Ellie Rowsell (voz e guitarra), Joff Oddie (guitarra), Theo Ellis (baixo) e Joel Amey (bateria), entram cheios de garra e entusiasmo, características que se mantiveram imutáveis ao longo de toda a prestação.

Snow Patrol > Khalid

No Palco NOS era tempo de atuaram os Snow Patrol. Por lá ficámos pouco tempo, pois não sendo fãs, outras músicas nos chamavam a atenção.

Cantor de grande nível, Khalid junta a um R&B sensual algumas influências pop o que faz da sua música algo muito dançável e enérgica. Acompanhado de teclista, baterista e guitarrista, além de vários bailarinos, o músico trouxe ao NOS Alive o seu álbum de estreia, American Teen. O resultado não foi propriamente o esperado, pois se há músicas que ganham e muito numa prestação ao vivo, não são estas, nas quais se percebe a ausência da produção que fez deste um disco que todos quiseram descobrir.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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