Esgotado meses antes de abrir portas, o NOS Alive 2017 revelou-se cheio de memoráveis momentos musicais. Tudo começou num primeiro dia de muita qualidade.

NOS Alive 2017 Dia I

Esgotado meses antes de abrir portas, o NOS Alive 2017 revelou-se cheio de memoráveis momentos musicais. Tudo começou num primeiro dia de muita qualidade.

You Can’t Win, Charlie Brown > Rhye

You Can’t Win, Charlie Brown
Afonso Cabral, Salvador Menezes, Tomás Sousa, David Santos, Guilherme Canhão e João Gil tiveram a tarefa de dar início aos concertos do palco principal do NOS Alive. Com um crescimento baseado numa crescente qualidade, o projecto You Can’t Win, Charlie Brown, nascido em 2009, deu o mote certo a uma prestação que deixou o público com um sorriso no rosto. Músicas cativantes que de tão orelhudas sabemos quase trauteá-las, deixaram-nos com vontade de dançar fim de tarde adentro. Do alinhamento músicas antigas alteradas com outras de “Marrow”, o terceiro álbum de originais, como “Above the Wall” e “Pro Procrastinator”.

Rhye
O projeto do produtor dinamarquês Robin Hannibal e do canadiano Mike Milosh, Rhye,
foi a nossa entrada no alinhamento de luxo do festival. No Palco Heineken deram esta como a sua terceira presença em Lisboa depois de em 2013 terem passado pelo, na altura, Optimus Alive, e de em junho de 2015 terem dado um memorável concerto na discoteca Lux (https://lookmag.pt/blog/rhye-no-lux-em-noite-magica/) em Lisboa. Fim de tarde pode não ter sido a melhor hora para uma atuação como a dos Rhye, sensual e tranquila. Mas resultou. A bem da verdade, sendo nós fãs resultaria (quase) sempre pois é um tremendo gosto ouvir a voz de Mike ali, ao vivo como que a nos sussurrar ao ouvido. “Woman”, o seu único e fabuloso trabalho lançado em 2013 continua a dar pérolas musicais dignas de referência tendo sio compreendidas pelo público que não se sentiu rogado a bater palmas em “The Fall” ou “last Dance”.

Blossoms > Phoenix

Blossoms
A banda britânica revelação de 2016, estreou-se em Portugal com um concerto muito aguardado no Palco Heineken. Oriundo de Manchester, o quinteto editou o seu primeiro disco homónimo em Agosto passado tendo permanecido em grande parte das tabelas internacionais de publicações especializadas de renome. O alinhamento, composto por 13 músicas, trouxe momentos muito apreciados pelo público como “Blow”, “Cut Me and I’ll Bleed” e “Deep Grass”.

Phoenix
Excelentes músicos, os franceses Phoenix chegaram para inundar o palco NOS com uma pop cativante que nos pôs a dançar. Esta, que seria a segunda vez no festival, revelou-se para muitos uma revelação, pois não sendo muito conhecidos junto dos festivaleiros levaram para casa um crescente número de fãs que vão de certeza procurar conhecer a banda melhor. Thomas Mars, o vocalista, embalou o fim de tarde com interpretações emotivas e intensas.

The XX > Royal Blood

The XX
Bem conhecidos do público nacional, no qual têm uma verdadeira legião de fãs, The XX chegaram para dar a volta a um palco que de tão grande poderia intimidar. Não foi o caso, pois o duo soube com uma elegância extrema cativar a audiência fazendo desfilar pelo concertos verdadeira pérola musicais que todos conhecemos e das quais tanto gostamos. Pelo meio do desfile palmas muitas palmas e muitas ovações sentidas. Relembremos que The XX são já “velhos” conhecidos tanto do NOS Alive, onde já tinham atuado em edições anteriores, como de Lisboa, cidade onde deram há uns anos um apoteótico concerto na Aula Magna. Romy, Oliver e Jamie foram os guias espirituais da noita que para nós teve neles um dos pontos mais altos. “Intro”, “Dangerous”, “On Hold”, “Performance, “Brave For You” e ”Angels”’ serviram de pretexto a momentos de dança e pura felicidade, tanto em cima como fora do palco. Tal como um vinho encorpado que nos vai deixando um sabor de felicidade no palato, também The XX souberam ir enchendo de magia e alma o palco maior do NOS Alive. Mas tudo ganha ainda maior presença se nos lembrarmos que o terceiro elemento dá pelo nome de Jamie XX, o homem qua ao comando dos botões dos samples, dos teclados e dos sintetizadores ganha asas e com elas eleva a música dos The XX a algo de quase celestial.

Royal Blood
Têm em Brighton, na Inglaterra, a sua cidade natal. São dois e demonstraram que chegam bem para dar conta do recado pois Mike Kerr e Ben Thatcher encheram o Palco Heineken com uma revolução eletrizante que não deixou ninguém indiferente. Na base do alinhamento com o qual abaram o público o registo discográfico homónimo lançado em 2014. Canções onde o rock se passeia pelos blues e pelo garage e que ganham ainda mais cor quando roçam o stoner. Uma multidão de fãs acompanha a banda cantando as suas canções, como “Where Are You Now”, do ainda recente “How Did We Get So Dark?” Claramente um bom presságio para o concerto que brevemente vêm dar em nome próprio à capital portuguesa.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

You May Also Like

As 15 melhores músicas de 2018 by Filipa Moreno

WoodRock Festival anuncia 7.ª edição

Festival Laurus Nobilis 2019 apresenta cartaz

IDLES no Lisboa ao Vivo e a luta continua