Moonspell no Campo Pequeno

Aguardado com enorme expectativa, o novo álbum dos Moonspell foi apresentado ontem ao vivo, no concerto de início da tournée da banda que teve lugar no Campo Pequeno. Dividido em duas partes, o espetáculo começou com a apresentação na íntegra do primeiro disco dos dois que compõem Alpha Noir/Omega White, lançado no passado mês de abril.

Em pose de guerreiro, Fernando Ribeiro entrou em palco ao som de “Axis Mundi”, música durante a qual tiveram lugar dois momentos de pirotecnia, a lembrar os grandes concertos das bandas de referência deste género musical. Tomando o pulso à legião de fãs que se encontrava no Campo Pequeno, Fernando Ribeiro cumprimenta com um “boa noite Lisboa!”, partindo de imediato para a música seguinte, “Lickanthrope”, logo reconhecida por todos ou não tivesse sido a primeira música deste novo álbum a ser divulgada (teledisco realizado por Filipe Melo). “A espera foi longa, mas hoje é uma noite que vai ficar para contar aos filhos e aos netos. Vamos ver se os Moonspell vão estar à altura! Para já, este foi o início de uma bela noite”, afirmou Fernando Ribeiro.

Com um cenário extremamente bem cuidado e um jogo de luzes imaculado, o concerto prosseguiu com “Versus”, “Alpha Noir” e “Em Nome do Medo” com Fernando Ribeiro a referir “esta é para cantar a uma só voz e sem desculpa de não perceberem o meu inglês”, uma vez que é a única faixa do álbum cantada em português. Seguiram-se “Opera Carne” com o público totalmente rendido, “Love is Blasphemy”, “Grand Stand” e “Sine Missione”.

A primeira parte terminaria com a banda a revisitar alguns dos momentos altos da sua já longa carreira, como “Finisterra” (Memorial, 2006), o excelente “Night Eternal” (do trabalho homónimo de 2008), com o público ao rubro (head banging em alta!), “Wolfshade (A Werewolf Masquerade)”, o magistral hino “Vampiria”, numa comunhão suprema entre os Moonspell e os fãs que fizeram questão de demonstrar a sua entrega à banda, e “Alma Mater” (todas do primeiro álbum Wolfheart, 1995), antecipada por um “e agora chegou a vez de ouvir a vossa voz Lisboa”, ao que o público respondeu em pleno fazendo coro e cantando em uníssono o refrão “virando costas ao mundo, orgulhosamente sós, glória antiga, volta a nós”!

A caminho do intervalo e a antecipar o que se iria seguir, Fernando Ribeiro avisa o público que “agora vamos viajar até outro mundo”…

Um mundo que dá pelo nome de Omega White, o segundo disco do duplo álbum, e um tributo dos Moonspell às grandes bandas góticas apresentado num cenário diametralmente oposto ao anterior, onde o branco surgia como fio condutor e onde num enorme ecrã seriam projetadas imagens concebidas pelos alunos da ETIC para acompanhar Omega White. Em palco a banda tinha agora a companhia das Crystal Mountain Singers e de dois violoncelistas dos Opus Diabolicum. A segunda parte do concerto seria iniciada com “White Omega”, seguida do poderoso “White Skies”, “Fire Season” e “New Tears Eve” dedicada a Peter Steele, vocalista da banda norte-americana Type O Negative, falecido em 2010.

“Herodisiac”, “Incantatrix” foram as músicas que se seguiram, antes da menos elétrica e bem mais melodiosa “Sacrificial”. A apresentação na íntegra do disco terminaria com “A Greater Darkness”.

À semelhança do que aconteceu na primeira parte, o espetáculo prosseguiu com os Moonspell a trazerem até ao Campo Pequeno mais um conjunto de grandes músicas que cimentaram a sua posição como a grande banda de metal/gótico nacional.

“Opium” (Irreligious, 1996) foi a primeira, seguida de “An Erotic Alchemy” (Wolfheart, 1995) e “Raven Claws” (Irreligious, 1996), onde o público, que nunca deixou de responder aos apelos de Fernando Ribeiro, acompanhou novamente a banda.
“A nossa música continua a ser (apesar dos novos álbuns) uma mistura de terror e de beleza, na forma da flor de escorpião”, afirmou Fernando Ribeiro introduzindo assim “Scorpion Flower” (Night Eternal, 2008), a penúltima música de um concerto soberbo e poderoso que terminaria com “Fullmoon” (Irreligious, 1996)! No final muitas palmas e a certeza de que será, sem dúvida, um sucesso a tournée que assim se iniciou em Lisboa e que vai levar Alpha Noir/Omega White ao mundo.
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