Mercury Rev no Lux numa noite de reencontro de amigos

Começam a ser recorrentes os concertos de celebração de discos, mas depois há celebrações mais bonitas do que outras. A que se viveu no Lux na passada noite foi das mais bonitas que tivemos o privilégio de viver.

1998 é para nós uma data. Este foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram "Deserter's Songs”, o culpado de, 20 anos depois, nos juntarmos todos para uma noite de celebração.

O ano de 1998 é para nós uma data de suma importante, pois foi um ano em que muita coisa mudou. Foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram “Deserter’s Songs”, o grande culpado de 20 anos depois nos juntarmos todos para uma noite de celebração à beira do Tejo.

1998 é para nós uma data. Este foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram "Deserter's Songs”, o culpado de, 20 anos depois, nos juntarmos todos para uma noite de celebração.

O quarto álbum dos Mercury Rev catapultou Jonathan Donahue e Grasshopper para a linha da frente dos melhores trabalhos lançados naquele ano. Mas não só naquele ano, pois, ao longo de duas décadas, este conjunto de canções foi ganhando um estatuto muito especial, o qual foi evoluindo e envelhecendo com os fãs.

1998 é para nós uma data. Este foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram "Deserter's Songs”, o culpado de, 20 anos depois, nos juntarmos todos para uma noite de celebração.

«Passaram-se 20 anos, mas vocês estão iguais», diz o vocalista Jonathan Donahue, numa clara referência à idade de grande parte do público que compunha a plateia no Lux. Numa hora e meia de um concerto quase acústico, opção explicada por Jonathan, «pois desta forma as canções apresentam-se muito mais próximas da forma original com que foram escritas», os Mercury Rev conseguiram dar vida e luz a temas que, fomos percebendo ao longo do concerto, serviram de banda sonora a importantes momentos da vida de muitos fãs. Os sorrisos cúmplices assim o denunciavam.

1998 é para nós uma data. Este foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram "Deserter's Songs”, o culpado de, 20 anos depois, nos juntarmos todos para uma noite de celebração.

Visivelmente felizes por estar em Lisboa e muito agradados com o público que se deslocou ao Lux numa quente noite de Outono para vê-los, os Mercury Rev percorreram cada canção do disco com uma entrega absolutamente deliciosa, como se estivessem a folhear um antigo álbum de fotografias com amigos de longa data.

1998 é para nós uma data. Este foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram "Deserter's Songs”, o culpado de, 20 anos depois, nos juntarmos todos para uma noite de celebração.

Apresentadas sem orquestrações, cada canção de “Deserter’s Songs” surge com uma densidade e profundidade acrescida dando para ter a exacta noção da elegância e beleza de cada composição da dupla Donahue e Grasshopper.

1998 é para nós uma data. Este foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram "Deserter's Songs”, o culpado de, 20 anos depois, nos juntarmos todos para uma noite de celebração.

Pelo meio do alinhamento ouve-se uma versão de Here, canção dos Pavement de “Slanted and Enchanted”, «um disco que sai das estantes para falar comigo como um gato ou um amigo imaginário», revela Jonathan Donahue, estando o fim reservado para a belíssima The Dark is Rising de “All Is Dream”.

1998 é para nós uma data. Este foi também o ano em que os Mercury Rev lançaram "Deserter's Songs”, o culpado de, 20 anos depois, nos juntarmos todos para uma noite de celebração.

A ovação final demonstrou o quanto amor e carinho a plateia entrega a este disco, pelo que perante os lamentos de muitos o vocalista relembra, «antigamente os vinis duravam apenas 40 minutos». Se, como diz Vitor Espadinha a vida é feita de recordações, esta noite foi a prova de que recordar é viver…duas décadas depois a música dos Mercury Rev não envelheceu, antes ganhou mais elegância e sabedoria. Um pouco à semelhança do público que vai abandonando o Lux de sorriso no rosto onde as rugas testemunham já a passagem do tempo. É bom ter amigos assim.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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