Low em grande noite no Lisboa ao Vivo

«Boa noite, obrigado por terem vindo. A vossa cidade é linda e vocês também», foram as únicas palavras que ouvimos de Alan Sparhawk, durante praticamente todo o concerto. Verdade seja dita que não teriam sido necessárias muitas mais, pois a intensidade da música da banda norte-americana oriunda de Duluth, no estado do Minnesota, fala por si.

Chegaram para apresentar o seu mais recente registo discográfico, Double Negative, mas os Low deram muito mais do que isso. Deram uma noite longa e intensa, como se quer aquando de um encontro de velhos amigos.

Chegaram para apresentar o seu mais recente registo discográfico, Double Negative, mas não se coibiram de deixar no ar alguns temas mais antigos que aconchegaram sentimentos e emoções nos corações dos fãs que não os têm perdido de vista durante os seus 25 anos de existência.

Chegaram para apresentar o seu mais recente registo discográfico, Double Negative, mas os Low deram muito mais do que isso. Deram uma noite longa e intensa, como se quer aquando de um encontro de velhos amigos.

Formados em 1993 pelo casal Alan Sparhawk, guitarra, e Mimi Parker, bateria, a eles juntou-se um terceiro elemento, variável ao logo dos anos, o baixista, papel hoje interpretado por Steve Garrington. Baluarte do slowcore, tão em voga na década de 90, os Low influenciaram inúmeros músicos e bandas. Hoje, apresentam-se mais abertos e versáteis, surpreendendo com temas que não deixando de fora os fãs mais antigos, cativam sangue novo para as suas fileiras de seguidores.

Chegaram para apresentar o seu mais recente registo discográfico, Double Negative, mas os Low deram muito mais do que isso. Deram uma noite longa e intensa, como se quer aquando de um encontro de velhos amigos.

Como fazemos parte do grupo de fãs, digamos mais vintage, que marcaram presença no Lisboa ao Vivo, aqui não podemos deixar de confessar que «Do You Know How to Waltz?», retirado de The Curtain Hits the Cast (1996) nos encheu as medidas, e de que maneira. A beleza que este tema encerra é de tal modo dolorosamente forte que quase nos transporta para outra dimensão. Para que quase não pudéssemos respirar, a ela seguiu-se «Lazy» do magistral I Could Live in Hope (1994) e sentimo-nos felizes, perfeitamente cientes do passar dos anos, mas felizes por ter a oportunidade de vivê-los de uma forma intensa com uma banda sonora fora de série da qual fazem parte os Low e estas músicas perfeitas.

Chegaram para apresentar o seu mais recente registo discográfico, Double Negative, mas os Low deram muito mais do que isso. Deram uma noite longa e intensa, como se quer aquando de um encontro de velhos amigos.

Praticamente duas horas depois de terem subido ao palco do Lisboa ao Vivo, os Low despedem-se. Regressam minutos depois para um encore de uma música, «tocamos mais uma música e depois vamos embora», esclarece Alan Sparhawk, «são muitas horas de pé, e as vossas pernas e costas já não aguentam muito mais», afirma o guitarrista e vocalista antes de se atirar a Murderer, música retirada de Drums and Guns (2007).

Chegaram para apresentar o seu mais recente registo discográfico, Double Negative, mas os Low deram muito mais do que isso. Deram uma noite longa e intensa, como se quer aquando de um encontro de velhos amigos.
Na nossa cabeça fica o eco de uma noite longa e intensa, com um alinhamento de 21 canções numa sequência perfeita de emoções.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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