Herge em “Vestido de Noiva” pelos Satyros

No Dia do Ator, em jeito de homenagem àquela que considero ser a mais bela profissão do mundo, fui assistir a ”Vestido de Noiva” de Nelson Rodrigues, com direção de Rodolfo Garcia Vasquez e com a participação de Cléo De Páris, Ivam Cabral, Helena Ignez, Phedra de Córdoba entre outros.

O espetáculo aborda os conflitos de Alaíde (Cléo de Paris), que revive os seus problemas com o marido (Ivam Cabral) e com a irmã (Katia Calsavara) durante um coma, por meio de três pontos de vista: o da realidade, o da memória e o da alucinação.

Às 17h00, hora marcada para o encontro do elenco, fui até ao Espaço dos Satyros na Praça Rosevelt, para, conforme combinado com o Rodolfo – diretor da companhia – apanhar boleia até ao Teatro Cacilda Becker, lá para os lados da Lapa.

Fui dos primeiros a chegar. Eu, o José Sampaio, a Phedra de Córdoba e a Helena Ignez, apanhámos boleia com a Deborah Graça que se fez à estrada com uma coragem impressionante, pelo menos para mim que ainda não me acostumei ao trânsito louco desta cidade.

Chegados, o Rodolfo deu início ao ensaio. O tempo passou rápido, tanto mais que o ambiente entre atores era ótimo e facilmente nos perdíamos em brincadeira. Depois do ensaio, uns após outros, os atores recolheram aos camarins onde, entre flores oferecidas por fans e amigos, se prepararam. Há hora marcada o espetáculo começou com casa lotada. No fim, o público não poupou elogios a este trabalho dos Satyros, aplaudindo, prolongadamente, e de pé.

“Uma peça fetiche”, assim define Rodolfo García Vázquez a peça “Vestido de Noiva”. A Cia. Os Satyros fundada em 1989 por Ivam Cabral e Rodolfo Garcia Vásquez, procura trabalhar a ideia de um teatro crítico. Para além do teatro, o grupo desenvolve ainda diversos outros projetos como o festival “Sataryanas, uma saudação à Primavera”.

Os Satyros já encenaram mais de 50 espetáculos – alguns deles em Lisboa aquando da sua passagem por Portugal em princípios dos anos 90 – e receberam os mais importantes prémios do teatro brasileiro, procurando sempre unir a tradição clássica das montagens com elementos contemporâneos.

Satyros, um grupo cujo trabalho importa conhecer!

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