Evil Live Open Air 2025 dia I: Mais do que um concerto os Judas Priest trouxeram a celebração do heavy metal
No dia 27 de junho, o Estádio do Restelo, em Lisboa, recebeu um dos eventos mais memoráveis do ano para os amantes do heavy metal, o Evil Live Open Air 2025. Os holofotes estiveram todos virados para a principal atração da noite de abertura, os lendários Judas Priest que ali celebraram 35 anos do álbum clássico “Painkiller”.
Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro
O Estádio do Restelo vibrou ao som de um dos maiores nomes do heavy metal mundial: os lendários Judas Priest.
O Estádio do Restelo foi palco de um dos momentos mais marcantes do heavy metal no ano, com a lendária banda britânica Judas Priest a oferecer um concerto memorável. Com mais de cinco décadas de carreira, os “Metal Gods” provaram que a idade não enfraquece a sua potência sonora nem a sua presença no palco. Formados em 1969 em Birmingham, Inglaterra, os Judas Priest são responsáveis por definir a sonoridade e a estética do género, desde os icónicos riffs de guitarra até ao visual inconfundível em couro e tachas. Com 18 álbuns de estúdio lançados, a banda foi pioneira em sons pesados e melodias agressivas que influenciaram inúmeras gerações de músicos e fãs.
A atuação no Restelo durou cerca de uma hora e meia, recheada de clássicos incontornáveis como “Painkiller”, tema título do álbum lançado em 1990, que é considerado um dos mais pesados e inovadores da banda. O público vibrou ainda com “Firepower” (2018) e “Breaking the Law” (1980), que são autênticos hinos do heavy metal mundial. Rob Halford, voz inconfundível e carismática, que mantém o vigor aos 73 anos, não poupou energia no palco, emocionando os fãs com a sua voz potente e presença magnética. Num dos momentos altos, declarou: “Queremos tocar metal! Queremos tocar música! Música é magia, é poder!”, frase que ecoou pelo estádio, traduzindo a essência do concerto. Além dos clássicos, a banda incluiu temas do seu mais recente trabalho, Invincible Shield (2023), mostrando que continuam a evoluir e a trazer novidades ao género, sem perder a identidade que os tornou icónicos.
Glenn Tipton, guitarrista fundador e figura chave na criação do som Judas Priest, não esteve presente devido à sua luta contra a doença de Parkinson, diagnosticada há mais de uma década. A sua ausência foi sentida, mas Andy Sneap, produtor e guitarrista premiado, assumiu a guitarra principal com mestria, replicando fielmente os riffs e solos que marcaram a banda, e garantindo a integridade e a potência do espetáculo.
Este concerto foi muito mais do que uma mera atuação; foi uma celebração viva do impacto que os Judas Priest tiveram no heavy metal mundial. Ao longo dos seus mais de 50 anos, a banda ajudou a moldar a cultura do género, abrindo portas para inúmeras outras bandas e mantendo uma base de fãs fiel e crescente. A passagem por Lisboa ficou marcada não só pela energia contagiante dos músicos, mas também pela resposta entusiástica do público, que cantou, pulou e vibrou do início ao fim. Para os fãs portugueses, este foi um momento histórico, um encontro inesquecível com uma lenda viva do metal.
Formada em 2008 pelo lendário Tom Gabriel Fischer, mais conhecido como Tom G. Warrior, a banda suíça Triptykon nasceu das cinzas dos históricos Celtic Frost, uma das maiores influências do metal extremo. O nome “Triptykon” vem do termo grego triptych, simbolizando o terceiro capítulo da carreira de Fischer, depois dos projetos Hellhammer e Celtic Frost. Com uma identidade própria, Triptykon mistura elementos de doom, black, death e metal gótico, criando uma sonoridade densa, pesada e atmosférica que conquistou fãs de várias vertentes do metal. Um projeto que reforça o legado de Tom G. Warrior como uma das figuras mais importantes e inovadoras do metal underground.
Os concertos dos Triptykon são muito mais do que simples atuações, são verdadeiras experiências imersivas que transportam o público para um universo onde a profundidade emocional e a complexidade musical dominam o palco. Em cima do palco, os Triptykon mostraram uma força quase palpável. Tom G. Warrior é a personificação da intensidade: com sua postura austera e a voz rouca, conduz a banda com uma entrega que desafia o tempo. Ao seu lado, Vanja Šlajh no baixo, V. Santura na guitarra e Hannes Grossmann na bateria compõem uma formação que cria uma sonoridade densa e envolvente. Uma mistura de riffs pesados, atmosferas sombrias e texturas musicais que dão vida ao som único da banda.
Judas Priest
Triptykon