Egberto Gismonti no Casino Estoril para cinco décadas de história

Considerado um dos maiores compositores e intérpretes do nosso tempo, Egberto Gismonti chegou ao Casino Estoril para celebrar 50 anos de carreira.

Considerado um dos maiores compositores e intérpretes do nosso tempo, Egberto Gismonti chegou ao Casino Estoril para celebrar 50 anos de carreira.

Uma carreira cheia de sucesso durante a qual o compositor e pianista brasileiro criou algumas das mais belas composições instrumentais.

Considerado um dos maiores compositores e intérpretes do nosso tempo, Egberto Gismonti chegou ao Casino Estoril para celebrar 50 anos de carreira.

São muitas as dezenas de discos editados, são muitas as centenas de espectáculos apresentados numa carreira que fez de Gismonti um dos artistas brasileiros mais marcantes.

Considerado um dos maiores compositores e intérpretes do nosso tempo, Egberto Gismonti chegou ao Casino Estoril para celebrar 50 anos de carreira.

Filho de mãe siciliana e pai libanês, Gismonti nasceu em Carmo, no Estado do Rio de Janeiro, em 1947. Iniciou o estudo formal do piano aos seis anos. Depois de estudar música clássica durante 15 anos, viveu em Paris, onde estudou com Nadia Boulanger e Jean Barraqué (aluno de Schönberg e Webern).

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O multi-instrumentista, que colaborou e gravou com artistas como Charlie Haden, Pat Metheny, Jan Garbarek, Jaques Morelenbaum, John McLaughlin e Naná Vaconcelos, apresentou-se no Salão Preto e Prata no âmbito do Misty Fest e com o intuito de fazer uma retrospectiva da sua carreira.

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Palco despido de acessórios, no meio o piano. Em frente a este, Egberto Gismonti. Senta-se e segura a guitarra de 10 cordas que manuseia como poucos, e que faz dele um mais incríveis músicos na sua área.

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Adorado pelos amantes do jazz, Egberto Gismonti é igualmente bastante apreciado por todos os que se interessam pela música de fusão onde se harmonizam os mais diferentes géneros musicais, como a música tradicional, cujas raízes são por ele transportadas para o universo mais exclusivo e fechado do jazz. De facto, juntamente com Ginastera, Pascoal e Piazzola, entre outros, Gismonti é um expoente da fusão entre música académica e estéticas populares. Tendo vivido vários meses com os índios Xingú, na Amazónia, Gismonti possui por isso uma visão mais ampla da música e da vida.

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Nos dedos de Gismonti o swing característico dos brasileiros ganha renovada amplitude. Cada nota das suas composições transporta a musicalidade de um povo composto por tantas misturas, no fundo, a sua maior riqueza.

Da guitarra para o piano, Gismonti vai percorrendo momentos icónicos da sua carreira.
Dedica “Dança das Cabeças” a Nana Vasconcelos, revelando que «sempre que venho a Portugal lembro os bons tempos aqui passados e a música que na altura fiz dedicada à minha filha Bianca». Pai de dois filhos, Gismonti revela pouco depois que «também escrevi uma música para o meu filho Alexandre, à qual dei o nome de “Alecrim”».

Considerado um dos maiores compositores e intérpretes do nosso tempo, Egberto Gismonti chegou ao Casino Estoril para celebrar 50 anos de carreira.

«Obrigado por terem vindo e por darem apoio à minha música», agradece, antes de nos brindar com “Retratos a branco e preto” de António Carlos Jobim, e com Gismonti já sentado ao piano.

Considerado um dos maiores compositores e intérpretes do nosso tempo, Egberto Gismonti chegou ao Casino Estoril para celebrar 50 anos de carreira.

Seguiu-se “Carinhoso”, de Pixinguinha, «músico que influenciou muita gente, incluindo eu», desvenda Gismonti. Perto do final do concerto tempo ainda para lembrar Heitor Vila Lobos, terminando o espectáculo com “Palhaços”, um dos maiores sucessos de Egberto Gismonti.

Aplaudido de pé, como é devido aos grandes, Gismonti agradece.

Texto: Sandra Pinto
Fotos: Luís Pissarro

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