Dave Matthews Band: quatro horas de entrega

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Dia 11 de outubro. Domingo. Pouco depois das 20h00 a festa começava. A comandar as horas que seguiam o músico Dave Matthews acompanhado pela sua banda.

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Pelo palco de um Meo Arena praticamente cheio, foram desfilando, durante as quatro horas de concerto, músicas dos inúmeros álbuns editados pela banda desde 1993. Dave Matthews Band manteve assim a tradição e a fama de dar longos concertos. Passeando-se sem pudor pelo rock alternativo, o funk rock ou o bluegrass, a Dave Matthews Band provou que sabe em que nervos tocar para agradar aos fãs.

Este que foi o primeiro concerto da tournée europeia da banda, trouxe-a a Lisboa depois da sua passagem pelo palco principal do, à época, ainda Optimus Alive, onde foram protagonistas de uma noite a todos os níveis memoráveis. Esta não lhe ficou atrás.

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Dave Matthews Band: uma história de sucesso

Em todos os recantos do Meo Arena a emoção tomou conta do público, estivesse ele na plateia sentada ou nas bancadas. Pelo ecrã colocado ao centro iam circulando imagens ora dos músicos em palco, ora imagens apelativas alusivas a um universo mais coloridamente psicadélico. O ambiente foi-se compondo. Se falássemos de um vinho, diríamos mesmo que foi ganhado corpo e aroma, deixando no palato um final suave repleto de lembranças, neste caso auditivas e não gustativas.

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Em palco são sete, e é lá de cima que transborda um sentimento forte de amizade e camaradagem. Nada que espante numa banda formada em 1991 e que tem vindo a trilhar um caminho sustentado rumo ao reconhecimento com inúmeros sucessos musicais a pontuar a carreira. Foram esses sucessos que deixaram de sorriso no rosto os muitos que na noite de ontem se deslocaram à maior sala de espetáculos lisboeta. Dividido em dois sets, o concerto contou na primeira parte com um alinhamento composto por temas como “Dancing Nancies”, “Stay or Leave”, “Belly Belly Nice” e “Crush”. O ponto alto terá sido mesmo “Satellite”, música datada de 1993, e as prestações impecáveis de Boyd Tinsley, no violino, e de Carter Beauford, na bateria.

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Para a segunda parte, a qual tem lugar depois de um intervalo de cerca de 20 minutos, estava preparada uma toada mais elétrica, ao contrário da faceta acentuadamente mais acústica do set inicial. No Meo Arena ouviram-se temas como “Death on the High Seas”, «canção que escrevi para os meus filhos», revela Dave, “Little Red Bird” e “Bartender”. Seguem-se “Don’t Drink The Water”, “So Much to Say” e “Anyone Seen the Bridge”, com solos impressionantes de, novamente no violino, Boyd Tinsley, e de Rashawn Ross, no trompete, e Jeff Coffin, no saxofone. Sem que ninguém o fizesse prever, Dave dá vida a uma versão, no mínimo peculiar, de “Sexy Motherfucker”, um original de Prince. Já em tempo de encore “Ants Marching” fecha a noite com chave de ouro.

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Texto e fotos: Raquel Lopes

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