À conversa com Soul Brothers Empire

Chegam de Proença-a-Nova para, com a sua música, ajudar à boa onda que se quer presente este verão. Dão pelo nome de Soul Brothers Empire e vão buscar inspiração ao reggae e a ao ska, além de outros estilos, como nos revelou em entrevista Gil Henriques, vocalista e responsável pela guitarra solo.

Quando e como nasceram?
Todos tínhamos outros projetos anteriormente. Eu e o Joka, responsável pela guitarra ritmo, tínhamos uma banda de punk e ska e, em 2010, decidimos criar um novo projeto. Foi então que, vindo de um projeto da área do metal, entrou o Cláudio para a bateria e o Martins, que também sempre teve projectos paralelos, para o baixo.

De que forma travaram conhecimento uns com os outros? Foi a música que vos uniu?
Para além da música, o que nos uniu foi mesmo a amizade. Temos uma boa telepatia na sala de ensaio. Quando estamos a discutir ideias muitas vezes nem precisamos de dizer as coisas. Basta um olhar e duas ou três palavras abreviadas e já sabemos o que queremos dizer uns aos outros.

Quem são hoje os Soul Brothers Empire?
Somos uma banda de rock, reggae e ska formada por quatro grandes amigos da Beira Interior (Proença-a-Nova/Sertã) que adoram fazer e tocar música. Recentemente, entrou o Mário para as teclas e o Hélder para a percussão, o que fez com que a família Soul Brothers ficasse ainda maior. Mas para além disso, somos uma grande família, contando com quem nos apoia e com quem espalha a palavra e as melodias por onde quer que passa.

Como se desenrola o vosso processo criativo?
Acontece tudo na sala de ensaio. Levamos ideias, vamos tocando e vão surgindo outras ideias até conseguirmos estruturar o instrumental. Depois de o mesmo estar concluído, então faz-se a letra.

Como nasceu este vosso trabalho?
Já tínhamos temas do projeto anterior, os quais fomos ensaiando e melhorando. Depois começámos a criar temas novos. Mas basicamente o nosso trabalho nasce sempre através de uma “jam” no início de cada ensaio. Quando começarmos a gostar bastante do que criámos, decidimos compor e estruturar o tema.

Quais as vossas maiores influências?
Todos nós temos diversas influências. Cada membro tem um estilo favorito diferente. O que para nós é uma vantagem, porque assim conseguimos criar uma coisa original abrangendo vários estilos de música e acabamos sempre por fazer uma grande fusão. Desde o metal, ao rock, passando pelo reggae, o ska, o folk ou mesmo os blues.

Vêm de um meio de onde habitualmente não se vêm chegar bandas. Como é fazer música num meio pequeno?
Fazer música não é difícil, o difícil é a falta de apoios e a pouca ajuda na divulgação para promover o nosso trabalho. E como este é um meio pequeno não há tantos palcos para se pisar. Mas lutamos todos os dias para conseguir chegar cada vez mais longe.

Porquê o reggae?
Pessoalmente não nos consideramos uma banda reggae. Como referi antes, somos uma banda que mistura vários estilos. O reggae sempre foi a base deste projeto, sim, mas não a sua essência, essa nunca foi a nossa intenção. Cada vez mais fundimos outras sonoridades. Gostamos de dizer que o que tocamos não é reggae, nem rock, nem isto nem aquilo. É Soul Brothers Empire. Não gostamos de rótulos.

Já passaram por alguns festivais. Como foi essa experiência?
Espectacular. Queremos é mais e mais!

Atuar ao vivo, é aí que tudo ganha sentido?
Completamente, pois é aí que mostras às pessoas o teu trabalho, aquilo que crias, aquilo que fazes. O tempo que afinal não foi perdido enquanto batalhámos e discutimos ideias, perceber que os sacrifícios que fizemos para continuar nesta luta não foram em vão. E quando se vê o público a cantar as nossas músicas e a divertir-se connosco, é um troféu para nós! É simplesmente brutal.

Onde e quando vai o público poder ver-vos atuar?
Basta visitarem a nossa página no facebook (www.facebook.com/soulbrothersempire) para ficarem a par de tudo.

Para quando um próximo disco?
Já estamos a começar a trabalhar para isso. Quem sabe ainda este ano já tenhamos um novo álbum! Estejam atentos!

Por: Sandra Pinto

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